quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Comodidade

Como evitar as vozes que me desconcentram? Os ruídos que me invadem? Os sons que em mim habitam? Como silenciar a solidão que grita e escancara a minha sorte? Como esconder as raízes negras de meu passado sob a pele fantasmagórica que me reveste? Como abrir as asas feridas, aprender a voar, desenraizar-se do solo infértil e partir?

Junie Nunes de Souza