domingo, 10 de junho de 2012

Fantasmagórica...

Quando o mundo desaba,
eu vejo o fantasma nas
abas que no livro dobrei.
Não o fantasma da realidade,
vejo o fantasma da minha
imaginação...

Aquele que morava comigo,
que me abraçava de noite,
que andava de mãos dadas
comigo pelos corredores
frios e escuros de minha prisão.

Era um bom fantasma,
mas era uma visão.
Um dia desapareceu e
não deixou rastros.
Levou embora a esperança,
a alegria e pedaços do meu
coração petrificado.

Minha alma, aos poucos,
congelou. Faltava partes
demais do órgão que a
alimentava.

Uma velha surgiu no espelho,
contava histórias e sussurrava
mistérios em meus ouvidos.
Os olhos não viam mais o que
deveriam ver.

O veneno entrava lentamente...
O corpo balançava para frente
e para trás num ritmo impossível
de se acompanhar. As dores voltavam,
mas o corpo insistia em viver.