sexta-feira, 18 de maio de 2012

Luísa...


Luísa,

Dos teus olhos emana a simplicidade da flor...
Adorada criança,
Um encanto, um amor...

Enche-me de esperança.
Hei de amá-la sempre,
Minha querida irmã.

Se poetisa fosse,
Escrever-te-ia um poema...
Porém, domino pouco essa arte
Que sabe descrever com tamanha grandeza
A riqueza da vida
E a beleza da alma.

Luísa, querida!
Só posso dizer-te o que vem de dentro,
Aquilo que somente o coração de quem a tem tamanha afeição pode expressar...

Impossível é falar de coisas pequenas,
Quando a vida que nos une
É de tamanho esplendor...

Do ventre materno,
Só fruto e amor.
A vida nos uniu,
O caminho desuniu...

Mas o que é o sentimento
Se não um movimento para
Ligar aqueles cuja história
Uma vez quis separar?

Se crianças nós formos,
Jamais esqueceremos
Que o que realmente importa
É o coração a pulsar.

(Texto que escrevi para minha irmã quando ela tinha 10 anos.