sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reflexão...

Fico indignada com essas pessoas que, valendo-se de uma força invisível por fazerem parte de grupinhos populares, discriminam e disseminam preconceitos em direção a pessoas que se expressam de maneira diferente. Não há nada pior do que a falta de respeito mútuo. É preciso ser tolerante e consciente de que fazemos parte de um mundo plural em que somos livres para sermos quem somos. Se dentro de uma instituição de ensino superior observamos barbáries praticadas por colegas contra outros colegas, o que podemos esperar do mundo lá fora? Discursos acadêmicos vindos desses “haters” são totalmente vazios de humanidade e insuportáveis de serem ouvidos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quero alguém...

Quero alguém que me ligue,
que me mande mensagens,
que me abrace,
que me veja depois de um longo período ausente
e corra para os meus braços...
Quero alguém que não seja pedante,
que não seja um romântico incurável a todo momento,
quero alguém natural...
Que aprecie as pequenas coisas da vida
como pães de queijo - ou simplesmente queijo...
Boa música, bons textos, boas conversas em dias nublados...
Não quero alguém alegre, não quero alguém triste...
Quero alguém alegre e triste,
quero alguém presente quando estiver presente...
Quero alguém que segure a minha mão e não se importe com o resto do mundo.
Quero alguém que seja livre,
que seja consciente,
que saiba amar a natureza e respeitar as diferenças...
Quero um pessimista otimista.
Quero um amigo,
quero um alguém para confiar...
Não quero um anjo, um santo, um bom e puro coração...
Quero alguém que saiba ser justo.
Alguém que diga sim e não,
alguém que não se importe com a opinião alheia...
Quero alguém com quem possa discutir ideias,
quero alguém que não espere eu tomar a iniciativa,
que não tenha medo de me dizer o que for preciso...
Quero alguém do meu lado sempre - mesmo estando distante...
Quero alguém que fale comigo, que concorde e que discorde...
Não quero saber de sorrisinhos tímidos, de palavras meladas...
Eu quero diálogos reais, a observância de valores e bons costumes...
Não quero alguém corporal, quero alguém mental...
Quero alguém intelectualmente compatível...
E eu sei que existe alguém assim.
Quero segurança.
Quero amizade verdadeira, não quero mais saber de palavrinhas...
Quero atitudes que demonstrem afeto, lealdade e interesse.
Quero um alguém café da manhã, pijama e preguiça...
Quero um alguém leitura e tema de casa juntos...
Quero um alguém simples que não complique o que é tão fácil e natural.
Quero ser amada porque sou real e não uma princesa de contos de fada.
Quero um alguém que goste de mim pelos meus defeitos e, depois, pelas minhas qualidades...
Porque sou uma chata inconstante com pouca paciência.
Quero alguém Rock'n'Roll que seja certinho por fora, mas por dentro um rebelde sem cura.
Quero tardes de sol em silêncio apreciativo debaixo de uma árvore frondosa,
quero piquenique no parque e caminhadas pela beira do mar...
Quero alguém que me entenda, que não seja meu juiz - mas meu companheiro de aventuras e loucuras.
Quero alguém que desperte em mim o melhor que eu tenho, não alguém que me deixe insegura, furiosa e com medo...
Quero alguém que não tenha problemas do mundo da imaginação...
Quero alguém com problemas reais e que não tenha medo de expô-los para tentar solucioná-los...
Quero alguém que saiba rir comigo...
Quero alguém que seja como você aí perdido no mundo tentando encontrar alguém como eu.
Quero alguém que NÃO DESISTA nunca de mim.

E, para finalizar, quero alguém que entenda essa música:


"(...)I'm 4 real,
Are you 4 real?
I can't help myself
It's the way I feel (...)" 
4 real, Avril Lavigne

sábado, 21 de abril de 2012

Meu primeiro conto...

* Não sou muito de escrever textos literários, falta-me muita prática. Há tempos que queria escrever um conto, mas nunca conseguia terminar os que começava. Foi preciso uma comoção na vida real, um desabamento de sentimentos e uma enorme criatividade para esconder o verdadeiro sentido de minhas palavras. A história acabou aparecendo de maneira inesperada, numa aula que pouco aproveito. Queria gritar algumas verdades, mas, provavelmente, seria considerada uma louca vulgar. Então, a primeira ideia é transformar a verdade em metáfora para que os segredos permaneçam guardados. O conto ainda está em processo de aprimoramento. Aqui está a primeira versão:


RAÍZES VERMELHAS
Junie Nunes de Souza

     Adriano entrou em cena e deu seu show, deixando a plateia extasiada pela sua presença e interpretação. O texto era medíocre, mas isso era o de menos. As mulheres queriam ouvir a voz de Adriano e sua maneira ruidosa de dialogar e narrar os fatos que levavam ao vislumbre de ações, exigindo o desdobramento de seu corpo de tal forma que fazia com que os peitos das senhoras sentadas na última fileira arfassem.
     Atingira o auge. O topo para o menino pobre do interior que sonhava em subir nos palcos poderia almejar. De teatros sujos, infestados por ratos e baratas, Adriano chegara ao Teatro Municipal e era aplaudido de pé ao final de cada apresentação.
     As luzes, enfim, se acenderam e seu brilho, agora, parecia eterno. No entanto, o escuro volta e meia estava a sua espera, no vazio que sua vida se transformava quando o barulho dos aplausos cessava. Tinha medo de olhar para trás e encarar tudo o que havia deixado. Andava cercado de amigos de bar, bons companheiros para piadas, bebidas e cigarro; mas, a cada madrugada, voltava sozinho para casa e recebia nauseado o silêncio que o atormentava.
    Era assim que eles surgiam... No silêncio de sua solidão... O par de olhos verdes circundado por raízes vermelhas sempre aparecia em seus sonhos embriagados. Era inútil embebedar-se, o torpor aumentava a intensidade dos gritos que se seguiam ao olhar que o fazia lembrar-se de todos os seus medos e arrependimentos. Não conseguia livrar-se daquilo.
     O passado havia morrido quando ele tomou a decisão que mudara a vida daquelas pessoas que ele maculara.  Tomado por uma vontade de ter aquela mulher para si, ele usou sua grandiloquência – já bem desenvolvida à época – e conquistou para si a graça e a beleza de Ana. Alugou um casebre para viverem juntos e por lá ficaram até o nascimento da criança.
     O barulho de louças quebradas foi o último som que escutou vindo daquela casa. Nunca mais vira Ana, pois lhe tirara a vida e desaparecera sem remorso. Entregou o valor combinado e olhou para o pacote uma última vez: foi neste momento que ele viu pela primeira vez o par de olhos verdes de que tão facilmente abriu mão.
     Antes de cada apresentação, lavava o rosto e olhava para o espelho tentando encontrar a saída daquele pesadelo. Tudo o que via era aquele par de olhos verdes, envelhecido e contornado pela marca dos vícios de sua vida. Os mesmos olhos que sempre iriam lhe atormentar em sonho.

Perguntas sem respostas...

Às vezes, acho que me comporto de maneira ingênua. Eu ainda acredito nas pessoas... Mas é inútil esperar que alguém a valorize da mesma forma que você valoriza sua família e seus amigos. Quando alguém puder usá-la em benefício próprio, eu garanto a você que assim será feito. Você serve enquanto o outro está só, precisando de ajuda, precisando de conselhos, precisando de alguém que pergunte um simples "Você está bem?"... 

Será que no mundo adulto perdemos nossos melhores amigos para sempre? Ou é preciso chegar em uma fase mais madura para poder saber ao certo quem estará ao seu lado até o final?

Continuo com minhas perguntas sem respostas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Desistência...

As pessoas desistem tão facilmente de tudo...


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Something about writing...

Nunca pensei que corrigir meu próprio texto em inglês fosse tarefa árdua. Sua escrita em uma língua estrangeira, às vezes, prega algumas peças. É impossível deixar de lado sua carga de conhecimentos e maneira de encarar o mundo adquiridas a partir de sua língua materna. Muitos dos meus erros são transposições erradas do pensamento escrito em português para o inglês. Há outra maneira de pensar em inglês - não que seja tremendamente diferente, mas, ainda assim, é uma maneira estrangeira. Adquirir esse estrangeirismo e fazê-lo parecer natural é um desafio empolgante quando você começa a perceber as pequenas mudanças que fazem com que você aprenda novos conceitos e viaje através do maravilhoso mundo das palavras - sejam elas maternas ou adquiridas em segundo plano.

domingo, 15 de abril de 2012

Um pouquinho de Clarissa...


"(...) O fato é que os namorados de romances falam bonito. Na vida tudo é diferente. Gente feia, sem graça. (...) Não sabem dizer nem fazer coisas delicadas e agradáveis. (...)" (p. 54 e 55)

VERISSIMO, Érico. Clarissa. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. 

* I think it is going to be a pleasurable adventure to write an article about this girl. When I was her age, I had pretty much the same impressions of hers related to the surrounding world of a teenager.

I am RAVENCLAW!


Congratulations! I’m Prefect Robert Hilliard, and I’m delighted to welcome you to RAVENCLAW HOUSE. Our emblem is the eagle, which soars where others cannot climb; our house colours are blue and bronze, and our common room is found at the top of Ravenclaw Tower, behind a door with an enchanted knocker. The arched windows set into the walls of our circular common room look down at the school grounds: the lake, the Forbidden Forest, the Quidditch pitch and the Herbology gardens. No other house in the school has such stunning views.

Without wishing to boast, this is the house where the cleverest witches and wizards live. Our founder, Rowena Ravenclaw, prized learning above all else – and so do we. Unlike the other houses, who all have concealed entrances to their common rooms, we don’t need one. The door to our common room lies at the top of a tall, winding staircase. It has no handle, but an enchanted bronze knocker in the shape of an eagle. When you rap on the door, this knocker will ask you a question, and if you can answer it correctly, you are allowed in. This simple barrier has kept out everyone but Ravenclaws for nearly a thousand years.

Some first-years are scared by having to answer the eagle’s questions, but don’t worry. Ravenclaws learn quickly, and you’ll soon enjoy the challenges the door sets. It’s not unusual to find twenty people standing outside the common room door, all trying to work out the answer to the day’s question together. This is a great way to meet fellow Ravenclaws from other years, and to learn from them – although it is a bit annoying if you’ve forgotten your Quidditch robes and need to get in and out in a hurry. In fact, I’d advise you to triple-check your bag for everything you need before leaving Ravenclaw Tower.

Another cool thing about Ravenclaw is that our people are the most individual – some might even call them eccentrics. But geniuses are often out of step with ordinary folk, and unlike some other houses we could mention, we think you’ve got the right to wear what you like, believe what you want, and say what you feel. We aren’t put off by people who march to a different tune; on the contrary, we value them!

Speaking of eccentrics, you’ll like our Head of house, Professor Filius Flitwick. People often underestimate him, because he’s really tiny (we think he’s part elf, but we’ve never been rude enough to ask) and he’s got a squeaky voice, but he’s the best and most knowledgeable Charms master alive in the world today. His office door is always open to any Ravenclaw with a problem, and if you’re in a real state he’ll get out these delicious little cupcakes he keeps in a tin in his desk drawer and make them do a little dance for you. In fact, it’s worth pretending you’re in a real state just to see them jive.

Ravenclaw house has an illustrious history. Most of the greatest wizarding inventors and innovators were in our house, including Perpetua Fancourt, the inventor of the lunascope, Laverne de Montmorency, a great pioneer of love potions, and Ignatia Wildsmith, the inventor of Floo powder. Famous Ravenclaw Ministers for Magic include Millicent Bagnold, who was in power on the night that Harry Potter survived the Dark Lord’s curse, and defended the wizarding celebrations all over Britain with the words, ‘I assert our inalienable right to party'. There was also Minister Lorcan McLaird, who was a quite brilliant wizard, but preferred to communicate by puffing smoke out of the end of his wand. Well, I did say we produce eccentrics. In fact, we are also the house that gave the wizarding world Uric the Oddball, who used a jellyfish for a hat. He’s the punch line of a lot of wizarding jokes.

As for our relationship with the other three houses: well, you’ve probably heard about the Slytherins. They’re not all bad, but you’d do well to be on your guard until you know them well. They’ve got a long house tradition of doing whatever it takes to win – so watch out, especially in Quidditch matches and exams.

The Gryffindors are OK. If I had a criticism, I’d say Gryffindors tend to be show-offs. They’re also much less tolerant than we are of people who are different; in fact, they’ve been known to make jokes about Ravenclaws who have developed an interest in levitation, or the possible magical uses of troll bogies, or ovomancy, which (as you probably know) is a method of divination using eggs. Gryffindors haven’t got our intellectual curiosity, whereas we’ve got no problem if you want to spend your days and nights cracking eggs in a corner of the common room and writing down your predictions according to the way the yolks fall. In fact, you’ll probably find a few people to help you.

As for the Hufflepuffs, well, nobody could say they’re not nice people. In fact, they’re some of the nicest people in the school. Let’s just say you needn’t worry too much about them when it comes to competition at exam time.

I think that’s nearly everything. Oh yes, our house ghost is the Grey Lady. The rest of the school thinks she never speaks, but she’ll talk to Ravenclaws. She’s particularly useful if you’re lost, or you’ve mislaid something.

I’m sure you’ll have a good night. Our dormitories are in turrets off the main tower; our four-poster beds are covered in sky blue silk eiderdowns and the sound of the wind whistling around the windows is very relaxing.

And once again: well done on becoming a member of the cleverest, quirkiest and most interesting house at Hogwarts.

POTTERMORE

sábado, 14 de abril de 2012

O que mais prezo...

O que eu mais prezo? 
Liberdade. 
Não deixarei que cortem minhas asas antes mesmo de elas se abrirem para seu primeiro voo.


A... & L...

Não existe amor sem liberdade, sem pleno poder e consciência sobre si mesma. O contrário não é amor: pode ser carência ou submissão, mas nunca amor...

Espinhos...

Nem sempre há somente o perfume de rosas aqui. Cultivo espinhos também. É preciso manter-se em constante equilíbrio com as dores e as alegrias... Por que o que é a vida senão um caminhar descalços sobre pedras pontiagudas em uma desesperada tentativa de encontrar um momento de redenção?

sábado, 7 de abril de 2012

Hoje...

Hoje uma felicidade tomou conta de mim desde as primeiras horas do dia. Hoje acordei cedo e tomei um café com leite com a minha mãe. Hoje eu acordei minha irmã e, juntas, cantamos e pulamos com a música The Best Damn Thing, da Avril Lavigne. Hoje eu fiz o almoço para a minha irmã aqui em casa depois de ter ouvido músicas alegres de nossos artistas pop preferidos. Hoje um sono tranquilo nos invadiu e deixamos a tarde passar em sonho. Hoje a vida está feliz e multicolorida. Hoje tenho certeza que posso voar, pois faço parte de uma história que é só minha e de mais ninguém. Hoje a vida aprendeu a cantar no meu tom, desafinada, mas tão, tão feliz... Hoje podia não acabar, hoje podia continuar a ser doce como o saco cheinho de meu bombom preferido que minha mãe me deu.

CONSOLO NA PRAIA


Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.

Carlos Drummond de Andrade

Good morning, Sun!

Maybe after so many disappointments, your scars begin to heal faster than before. A new day is here, a new Sun... I believe it is a new opportunity to be happy again.


Junie Nunes de Souza

Touched by a different source of inspiration...

Let us dream, read and navigate through the same pages. I allow you a special entrance in my world. I will give you this unique chance. It is time to trust again in friendship and permit hope to win.

Junie Nunes de Souza

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Atitude!

Atitude! é tudo o que eu mais prezo. Pequenas atitudes, simples atitudes... Mas sempre atitudes que demonstrem a força de vontade individual, a determinação para conquistar sonhos, a coragem para enfrentar os problemas, a inteligência para lidar com as pessoas e o amor para saber o momento certo de estar perto para oferecer o apoio necessário ao outro quando o que sobrou foi apenas escuridão. Atitude!, isso é doação.

Junie Nunes de Souza

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lógica...

É muito fácil ficar no meio de pessoas que se mostram para o mundo como personagens que estão sempre contando piada, rindo e falando besteira. O desafio é encarar as pessoas como elas são de verdade: aceitá-las; dizer e ouvir coisas que não são agradáveis, mas que fazem parte do crescimento individual; saber o momento de estar presente e o momento de se ausentar; saber ser amigo de verdade - não companheiro de risadas... Pessoas de verdade são tristes e alegres, têm momentos de sucesso e outros de falha, aceitam seus problemas e tentam melhorar. Um dia a gente cresce e aprende tudo isso e mais um pouco... Um dia a gente cresce e fica sem paciência para atitudes infantis vindas de adultos que têm medo de palavras tortas. Um dia a gente descobre o poder da própria voz e começa a falar... E é aí que os personagens de comédia começam a cair: um a um... E a gente aprende que o mundo tem outras cores.