quinta-feira, 15 de março de 2012

Ele...


Ele. Ele tem que ser um pedaço de mim. Ele tem que ser ele, porque se não for ele eu não o quero. Ele precisa tentar me compreender, respeitar meu espaço e minha solidão. Ele tem que olhar dentro de meus olhos e me dizer aquilo que quero saber e entender aquilo que quero expressar. Ele tem que ser a gentileza, ele tem que ser a amizade, ele tem que ser a sinceridade... Ele... Ele tem que ser o livro novo, o filme preferido, o chocolate que mais gosto, a manhã de chuva, o frio do inverno... Ele tem que ser o que eu amo. Ele tem que saber que adoro andar de mãos dadas e contemplar o silêncio; que adoro ser confortada em todos os momentos em que meus olhos parecerem tristes... Ele tem que saber que tudo o que preciso é de um abraço seguro, um abraço que promete o infinito agora e para sempre... Ele tem que ter a voz doce para falar comigo, ele tem que sentar-se à mesa e estar presente durante as refeições, ele tem que sorrir... Ele tem que falar minha língua e a língua que escolhi como segunda opção para extravasar meus sentimentos, ele tem que saber que a educação é algo importante para mim. Ele tem que fazer surpresas, me fazer dar risadas e prometer a cada instante através de atitudes que ele me fará feliz. Ele precisa ser alguém que me inspire confiança, alguém que eu admire, que tenha os mesmos valores que eu tenho, alguém que eu respeite e ame incondicionalmente. Ele tem que me fazer estar apaixonada pela vida, ele tem que me proporcionar a liberdade que tanto prezo e persigo. Ele tem que ser inteiro. Ele tem que ser real. Ele tem que ser um sonho, porque o amor para mim é idealizado, é romanesco, é cinematográfico... E se algo desse porte jamais existir, não vale a pena perder um segundo de meu precioso tempo. Afinal, a vida é cheia de oportunidades e momentos para viver, mesmo que a solidão seja sua única e mais fiel companhia.