sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Bom-dia, dia!

Faz tempo que não leio revistas adolescentes, mas conservei uma página da minha revista preferida dos tempos da puberdade. É uma matéria elaborada por Laura Machado sobre como começar bem o dia. A fonte que a revista Atrevida utilizou foi Simplifique sua Vida, W. Küstenmacher e Lothar Seiwert, Ed. Fundamento, em fevereiro de 2007. Como quero me livrar da tal página (porque está muito velha), digitei aqui as dicas preciosas para quem quer começar o dia de alto astral. Leiam abaixo!

Pode reparar: o jeito como sua manhã começa influi no astral que você vai manter até a noite. Se levantar chutando o balde, provavelmente terá dificuldade de se livrar do mau humor; já, se sair da cama cantando como um passarinho, suas chances de passar o dia de bem com a vida serão bem maiores... Por isso, vale a pena seguir uma ou várias dessas dicas para dar bom-dia ao seu dia, sobretudo se você é do tipo que costuma acordar de bode.

# Tome uma ducha de água morna, quase fria. É incrível a sensação de ânimo que isso dá! Ao contrário da água muito quente, que faz a gente ficar mole, mole...

# Beba um copo de água mineral antes do café da manhã. Assim, seu corpo recupera o líquido que perdeu durante a noite e fica prontinho para entrar em ação.

# Responda mentalmente a essas três perguntas: O que existe de legal na minha vida? Quais motivos eu tenho para estar feliz? Pelo que posso agradecer? É uma boa maneira de começar o dia com astral positivo.

# Uma coisa que deixa a gente muito azeda ao acordar é ter que organizar tudo na maior correria. Se você vai à escola (faculdade no meu caso agora) ou precisa sair para outros compromissos de manhã, uma boa forma de ganhar tempo - e, principalmente, tranquilidade - é separar na noite anterior a roupa e os acessórios que usará e o material escolar daquele dia.

# Deixe no criado-mudo seu perfume predileto ou, se preferir, um vidrinho de essência aromática estimulante (de menta, alfazema ou limão, por exemplo). Assim que acordar, borrife um pouquinho no dorso da mão e cheire. Sentir um perfume gostoso logo cedo vai fazer maravilhas pelo seu humor.

# Monte um "cenário" agradável no banheiro. Assim, quando entrar nele para fazer sua higiene matinal, terá uma sensação gostosa. Sugestões: enfeita a pia com um vasinho de flores; pendurar uma foto bonita no espelho; deixar seu player de MP3 à mão para ouvir música enquanto escova os dentes.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Um pouquinho assim de paz...

De vez em quando a gente tem que colocar os fones de ouvido, botar para tocar a nossa música favorita e baixar o volume do mundo lá fora. Tem muita briga, muita violência, muito desastre, muita imprudência, muita tragédia, muita falta de paz... Às vezes a vida se torna um campo de batalha sangrento se você esquece de apertar o play. Não dá para passar a mão por cima dos problemas, não dá para esquecê-los completamente e, também, não dá para evitar não vivê-los. Em algum momento, eles irão surgir no seu caminho e tentar acabar com você, fazendo com que se sinta a pior pessoa do mundo - ou a mais incompetente, frágil, inútil, sofredora, etc. As pedras no caminho até o topo não são fáceis de transpor, elas fazem com que você se machuque, perca tempo, pare, fique fatigado... mas, quando você chega em seu destino, percebe que o caminho valeu a pena, pois a vista é mais que recompensadora. Porém, nem sempre você pode querer chegar lá, ser o centro das atenções e fazer com que as outras pessoas entendam, respeitem, aprovem e ajudem você a cumprir aquilo que programou. Antes é preciso conquistar a montanha mais alta, e você só a conquista verdadeiramente se percorre o trajeto sozinho. O respeito por aqueles que estão a sua volta faz com que você atraia para você o mesmo valor, mas isso não é fácil: exige muito diálogo, paciência e prova de que você é capaz e, mesmo assim, não há garantias, porque antes de tudo você tem que aprender a viver por sua conta, sem esperar que alguém vai estar ali para ajudar em suas quedas e entendê-lo. Você tem que entender que para conquistar o seu espaço, você não pode interferir e invadir o espaço do outro porque a liberdade concede a todos o direito de sentir. Nem sempre sentir é algo bom. Nem sempre os sentimentos permitem que você pense com clareza sobre suas atitudes, nem sempre os sentimentos fornecem a coragem necessária para você enfrentar os desafios de sua vida. Tudo é um tumulto. Os sons se misturam no mundo aqui fora. As pessoas não se escutam. Há muito sentimento pulsando desordenadamente e explodindo. Não há culpados, apenas vítimas. "A vida necessita de pausas" - Carlos Drummond de Andrade não poderia estar mais consciente sobre a condição humana, porque todos nós precisamos de um pouquinho de paz, de um pouquinho de algo doce, morno, que nos acalente a alma... E se não podemos esperar que aqueles que amamos compreendam que às vezes é preciso estar em sintonia com as cores que estão muito além de nosso limitado campo de visão, temos de saber quando é o momento de dar uma pausa no mundo e botar para tocar a nossa melhor canção, que talvez seja uma fuga inesperada... mas se deve fazer o que tem que ser feito por um pouquinho assim de paz. Um minuto ou dois de uma melodia bonita, deixar os sentimentos irem embora através de lágrimas ferventes, deixar os soluços tomarem conta e depois respirar fundo e mergulhar em um mar que é só seu, que tem a cor e a movimentação que você mais gosta. Às vezes só é preciso respirar e deixar passar a tormenta. Correr, gritar, brigar e maldizer só vai fazê-lo se tornar o reflexo de tudo aquilo que você criticou um dia, que dizia com a boca cheia de orgulho que jamais se tornaria... Não é possível matar o monstro que existe em cada um de nós, mas é possível prendê-lo e deixá-lo à míngua para que ele não tenha forças para assumir o controle da vida que é sua, da vida que deu origem a outras vidas que precisam de proteção, orientação e um pouquinho assim de paz... Tudo o que temos, vivemos e sentimos são frutos daquilo que escolhemos diariamente. Será que essas escolhas são boas para a nossa vida e para as vidas que estão a nossa volta? É preciso pensar, fazer pausas, levantar a bandeira branca e gritar paz. Se Deus existe, ele é paz. E se um soldado deserta em busca de paz, não deve recriar um campo de batalha futuramente em sua nova vida. Não se pode cometer o mesmo erro, tendo vivido e experimentado as consequências dolorosamente da primeira vez. Quando as vozes do mundo aqui fora forem altas demais, fazendo com que você não escute a si mesmo, deixando que o seu monstro interior o domine, desligue o mundo e aumente o volume da música que proporciona a melhor pausa para o seu coração...

Junie Nunes de Souza

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O grito da mulher selvagem...

    Mulher não é jardim, mulher é floresta. A selva nasce em seu interior e mostra sua face na superfície feminina. No entanto, lutando contra a natureza, a mulher insiste em ser jardim. Não é sua culpa. A cultura se desenvolveu de tal forma que a opinião masculina prevaleceu e a mulher foi condenada a se transformar em jardim para sempre. Porém, o que ninguém sabia é que é impossível ocorrer tal metamorfose de forma permanente. Nós, mulheres selvagens, quando disfarçadas de jardins, estamos fadadas, assim como a Cinderela, a voltarmos a nossa natural e antiga forma. 
    Nossa floresta interior esconde domínios que nem sequer imaginamos que existam e, de repente, acontece uma explosão e assistimos ao surgimento de uma nova erva daninha em nosso quintal. Aguentamos caladas, mostrando um sorriso para o mundo a nossa volta, mas um grito ecoa nas raízes da floresta e a mulher selvagem que existe em cada uma de nós se desespera. Enlouquecida, a mulher vai em busca das melhores armas de seu arsenal para lutar contra as pragas que despontam em seu jardim. A tarefa é árdua. O mato silvestre parece não ter fim. As rosetas machucam... E a mulher selvagem uiva de dor.
    Depois de tanto lutar contra sua natureza, a mulher selvagem avalia os resultados: ainda está insatisfeita. Seu jardim não está tão florido, os frutos de suas árvores são pequenos, a grama não exibe a coloração esverdeada desejada, as borboletas que aparecem não são as mais bonitas e raras... Nenhum de seus artifícios parece contentá-la e, em seus olhos, a mulher selvagem exibe chamas, pois ela sabe que seu trabalho durará pouco e logo o desflorestamento recomeçará. A mulher selvagem está cansada de se fantasiar de flor.
    Bom mesmo seria assumir e exibir, sem vergonha, a sua floresta. Expor suas plantas nativas, colher os frutos silvestres e soltar as feras. A mulher selvagem quer correr descalça sem se preocupar com a dor, quer deixar o mato tomar conta de tudo e os galhos crescerem em paz - sem podas -, impedindo os olhares curiosos de visitantes indesejados... A mulher selvagem quer mostrar sua natureza feroz e destemida, provando que sua alma jamais poderia se satisfazer estando presa em um limitado e domável jardim. Sob o disfarce que exibe, a mulher selvagem grita, pois sabe que não há muito mais a fazer.

Junie Nunes de Souza

sábado, 14 de janeiro de 2012

Doce lembrança...

Fiquei sem minha casquinha com uma bola de sorvete tutti-frutti recheado com chicletinhos quadrados por apenas R$ 1,25...



Um sonho de era uma vez...

As letras sempre serão a minha escolha mais pueril e apaixonada, a esperança inocente de um sonho alcançado... Mas a menina se foi e os caminhos que atravessam as palavras se fecharam, o mundo adulto tem outros valores e tudo o que importa agora é sobreviver. Afinal de contas, existem metas a cumprir e sonhos ainda à espera de serem realizados.

Junie Nunes de Souza

Em um beco qualquer...

Não dedico a ninguém minhas palavras... Elas são jogadas em um beco sem saída qualquer. Desabrigadas, entregam sua sorte a um vira-lata que as leve para bem longe dali, atravessando as ruas encardidas e tumultuadas de uma cidade sem importância.

Junie Nunes de Souza

Três frases ao anoitecer...

Timidamente, as nuvens se afastam do céu...
Não há muito o que fazer...
Existe apenas a espera.

Junie Nunes de Souza

domingo, 8 de janeiro de 2012

Dentre alguns caminhos

Um dia eu pensei que iria escrever... Foi um sonho - talvez! Ou um dom que me levou por um caminho... Não sei quando parei, mas parece que os objetivos se foram e o caminho de agora apresenta inúmeras possibilidades. Eu só tenho agora que agradecer pela oportunidade nova que pode me levar por um caminho que eu nunca ousei imaginar que poderia, também, ser o meu...