sábado, 29 de dezembro de 2012

Seja bem-vindo, 2013!


Um novo ano está prestes a chegar e, talvez, desejar felicidade não seja suficiente... Diante de tantos episódios lamentáveis que ocorreram em 2012, tantas barbáries, tantas vidas perdidas... Só posso almejar que haja mais justiça em 2013, mais paz, mais calma, mais valor à vida, mais amor entre semelhantes e, principalmente, quero sonhar com um ano em que o preconceito possa, enfim, ser extinto... É utopia, ingenuidade... Mas acredito que todos nós temos o direito de lançar nossos pedidos ao Universo, todos nós temos o direito (e por que não o dever?) de sonhar... É preciso sempre ter esperança de que podemos melhorar o mundo em que vivemos a partir de nossas intenções e de nossas ações... Se o ano que está acabando não foi exatamente como queríamos, já sabemos o que podemos fazer no próximo... É um contínuo aprendizado viver; chegar ao fim de mais um ano de nossas vidas, parar e revisar aquilo que deu certo e aquilo que é preciso ser feito de outra maneira... Em 2013, temos mais 365 tentativas (assim eu espero), temos mais chances de sairmos do lugar, de sermos criativos e inventar a nossa realidade sonhada... O que nos move? O que nos deixa felizes de verdade? O que queremos fazer? Quais as metas mais importantes que precisamos alcançar? Cada um é capaz de encontrar suas respostas, mas sempre é bom lembrar que podemos contar com o apoio de nossa família e de nossos amigos mais queridos... São pessoas e momentos que vivemos com eles que preenchem um ano de felicidade, que criam memórias que levaremos até o fim de nossas vidas... Eu agradeço a Deus pela família que eu tenho e, principalmente, pelos amigos que conquistei ao longo dos meus 21 anos... É, já foram mais de duas décadas de vida... E, sinceramente, eu espero que outras tantas venham, que eu possa comemorar a chegada de outras dezenas de novos anos... E, primordialmente, que eu possa sempre ter pessoas ao meu lado, pessoas que amo, que respeito, que admiro, pessoas que são exemplos para mim, pessoas que são tão importantes como as mais importantes pessoas da minha família, pessoas que são luzes, que são a verdadeira felicidade...

Que 2013 seja um ano abençoado a todos e mais justo para aqueles que necessitam de uma vida mais digna! Que todos nós possamos encontrar uma forma de fazermos o melhor que pudermos ao iniciarmos esse novo percurso!

Que a Vida seja respeitada e valorizada!

Feliz Ano Novo, meus queridos!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Eu conheci o meu único ídolo brasileiro...

Existe um tipo de droga que muitas pessoas usam para fugir do mundo real: a idolatria. Como usuária moderada, observo que há momentos em que precisamos fugir de nossas realidades nada especiais para sonharmos com a vida daqueles seres atrás das telas que parecem tão extraordinários. Daqui de fora, o que se passa nas telas parece um mundo perfeito: as pessoas são talentosas, felizes, famosas e realizadas. As pessoas das telas são idolatradas no mundo real...

Quem não gosta de ser reconhecido pelo seu talento ou pelo seu trabalho? É um sonho que deve caber na vida de qualquer indivíduo. Provavelmente, as pessoas das telas também sofrem de muitos dos dilemas que enfrentamos; elas devem ter de trabalhar muito para se tornarem estrelas de grandeza maior. Não deve ser fácil. É uma carreira que exige esforço e dedicação (assim como as carreiras da vida real que almejamos)... Porém, a grande diferença que reside entre o mundo das telas e o mundo real é o reconhecimento - aquilo com que todos nós sonhamos (eu imagino...).

Às vezes, o reconhecimento de um talento pode levar anos, pois, especialmente, no país em que moramos, talentos são frequentemente confundidos com... Bem, confundidos com outra coisa que eu não consigo compreender ou explicar para vocês (se é que há pessoas lendo este post, visto que sou apenas alguém do mundo real).

Mas talentos do mundo das telas não são apenas aqueles que ganham maiores cachês, aqueles que aparecem em mais comerciais, aqueles que já perderam a conta de quantas vezes trabalharam no horário nobre. Não. Talentos são reais também; talentos são diferentes daquilo que a maioria gosta (ou acha que gosta); talentos buscam fazer aquilo que gostam (e não aquilo que rende mais). Há talentos que buscam em outra cultura a inspiração para a realização de seus sonhos, tendo de enfrentar o estranhamento ou o desconhecimento da gente que faz parte do lugar em que vivem.

Há pessoas que conhecemos devido às telas que estão há mais de 4 décadas por aí, mas que há pouco tempo nos alcançou pela mídia. Por quê? Imagino que certos dons, como uma voz de barítono, não seja algo simplesmente que se adquira com prática - é preciso nascer com uma voz assim (é claro que técnicas para aprimoramento existem, mas você não decide ter um dom assim). Mas por que aqui, neste país em que nasci, não se idolatra aquilo que é diferente?

Eu acredito que é um problema de educação cultural. Cultura no Brasil é cara e poucos têm acesso. Aquilo que é diferente, muitas vezes, fica restrito a grandes centros urbanos (como garantia de que haverá público) com valores que só uma pequena parcela da população pode pagar. É um cenário triste, mas a arte não é valorizada como se deve em um país subdesenvolvido (para mim, o Brasil só será desenvolvido quando for o sexto no ranking da educação...). Quem conhece o que é diferente? Aqueles que têm acesso a uma boa educação, aqueles a que diversas culturas lhes são apresentadas.

Como ter uma formação integral como ser humano se o indivíduo fica restrito a um mundo em que não lhe é oferecido a possibilidade de conhecer o novo? Como alguém pode saber se gosta ou não de teatro, por exemplo, se em sua cidade não há espaço para isso? Como mudar a perspectiva de mundo de pessoas que SÓ têm acesso à programação nada diversa da televisão aberta?

Eu tive a oportunidade de estudar e de ter professores que estavam dispostos a causar estranhamento em seus alunos para que eles conhecessem algo novo e aprendessem a ir atrás de novidades em outras culturas. Sorte a minha. Mas tenho plena consciência de que não são todos os jovens que têm chances como eu tive. Nem todos estão dispostos a terem uma mente mais aberta para aceitar o diferente, o incomum. 

Meu gênero de entretenimento preferido eu conheci na escola - com meu professor de inglês (thank you, teacher - wherever you may be!).  Ah, é o musical! Ele passou cenas de "The Phantom of the Opera" e foi paixão à primeira vista. Bom, eu já era fã dos desenhos maravilhosos da Disney - mas nunca havia pensado neles como musicais. Depois vieram (ainda em DVD) "My Fair Lady" - meu favorito sem sombra de dúvida por uma série de razões particulares -, "West Side Story", "Singin' in the Rain", "Grease", "The Sound of Music", "Rent" e muitos outros...

"Se você gosta tanto assim de musical, por que você não assistiu a um ao vivo ainda?"

EXCELENTE PERGUNTA! O problema é que eu moro no Rio Grande do Sul. As adaptações de musicais da Broadway ficam restritas a São Paulo e ao Rio de Janeiro (núcleos artísticos do país). Eu quero muito ver uma adaptação brasileira, pois, pelos vídeos que eu vejo, os musicais com o elenco brasileiro são fantásticos! Recheados de talentos desconhecidos e outros conhecidos também. Estou me organizando para ir no próximo ano - talvez!

Isso me faz lembrar do motivo pelo qual eu comecei a escrever este post... É que eu conheci o meu ídolo brasileiro (o único da minha lista nacional). É um cara que eu admiro muito! Ele é ator (sim, aparece nas famosas telas), mas ele canta e tem uma voz linda (uma voz de balançar as estruturas). Virei fã dele quando eu vi pela televisão uma divulgação da adaptação brasileira do musical "My Fair Lady". Eu fiquei maravilhada com o talento desse artista e comecei a procurar mais informações sobre ele... Achei o musical  "A Bela e a Fera" completo de 2002 na internet para ver... Foi mágico! Eu até comecei a gostar do Gaston só por causa dele! Eu adoro múltiplas expressões faciais para expressar diversos sentimentos - e isso é um outro talento que ele tem de sobra! Enfim, apaixonei-me pelo talento dele, pelos trabalhos que realizou e pela voz surpreendente - algo que eu nunca havia escutado por aqui antes.

Em 2010, ele lançou um CD e se apresentou em PoA. Eu fui ao show dele porque ele era o ator/cantor dos musicais (que nunca vi ao vivo) e me surpreendi ainda mais com a voz e com as músicas que ele escolheu interpretar. Foi a partir daquele show que ele virou o meu ídolo. Sempre achei que ter um ídolo era carregar um sentimento muito forte junto de si. Não sou do tipo de fã que se declara super apaixonada... Admiração por alguém é algo bem mais significativo para mim. É isso o que eu sinto: uma profunda admiração pelo artista dos musicais, pelo cantor de músicas em inglês (e em italiano também) e pelo ator das telas.

Ah, quem é o meu ídolo brasileiro? O nome dele é Daniel Boaventura. Ele é baiano. Ele tem mais de 40 anos (mas não parece). Ele canta, dança, atua, toca saxofone... E ele se apresentou em Porto Alegre, no dia 14 de setembro, no Teatro Bourbon Country... E eu o conheci após o show em um momento em que o público pode se aproximar dele para tirar fotos e para ele autografar o CD duplo e o DVD (Daniel Boaventura ao vivo). 

Conhecer o meu ídolo foi um momento interessante... Na fila, eu pensava no que iria dizer e como iria proceder... Eu não sou do tipo histérica - ainda bem! Bom, acho que eu disse apenas um "Oi!" tímido e o Daniel Boaventura conduziu o resto do momento com muita simpatia. Foram minutinhos mágicos! Ele foi muito querido! Eu amei tê-lo conhecido - quando comprei os ingressos para o show (o da minha mãe e o meu), não passou pela minha cabeça que eu iria falar com ele! A sensação foi ótima!

Eu voltei para casa muito feliz após o show dele. Repertório fabuloso! As músicas eram tocadas com muita qualidade! Foi sensacional! É uma experiência que eu desejo para todas as pessoas! Espero que um dia todo mundo tenha condições de ir a um teatro lindo para o ver o seu artista preferido e viver uma noite mágica, uma noite inesquecível... A night to remember for all time!

Obrigada, Daniel Boaventura! Obrigada por trazer essa cultura maravilhosa através de sua voz divina! Realmente foi um presente. Muito obrigada!




It feels like praying...


A blank page, is that what I am? I do not work. I only study. I like my undergraduate course, but I do not want to be a teacher… It is worse… I do not know what I want to be. I just do not want to be stuck anywhere. I would like to find something that could make me happy. I do not wish to be a leader, I like to help; I like to do my best for someone that needs me. I work better backstage. I am too shy to talk in front of a crowd. I do not like talking to many people. I like to do my stuff quietly. I love peace. I love organization. I love professionalism.
...
I know I have to live in a big city, my heart tells me that every day… But what should I do? I need money, my money… I love so many things and there are so many places I want to visit. I need to earn well to achieve my dreams - dreams cost a lot (unfortunately!). I do not want to surrender myself desperately to any opportunity that may appear just to prove something to my family. I need to grow up, but I want to do what I think it is the right thing to do.
...
Sometimes I know I am too accommodated… But that is because everything seems to be so confusing. What do people do? Is there a book where I can find what I need to know to not give in to despair? I am not neurotic, but I am worried. I am worried because I do not know if I am following the right light.
...
I know I cannot complain about my life. It is wonderful, but it is not mine. I am not responsible for my life. I want to raise myself. I am tired to be like a child who needs protection. I am not a child anymore, but I do not know how to be free and fly away to find my own destiny. I am not afraid of work; I just do not want to be a teacher for the rest of my life - that is what my heart screams every night when I go to sleep. I need some guidance. Can He listen to me now? Please, help me to find my way. Amen. 

Junie Nunes de Souza

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Bússola...

A mão que a segura é firme.
As mulheres não têm culpa,
são guiadas pelo coração.
Ao menos, a maioria.
O problema é a flecha.
A flecha da bússola
que não para de girar
e apontar para todas as
direções.

domingo, 10 de junho de 2012

Fantasmagórica...

Quando o mundo desaba,
eu vejo o fantasma nas
abas que no livro dobrei.
Não o fantasma da realidade,
vejo o fantasma da minha
imaginação...

Aquele que morava comigo,
que me abraçava de noite,
que andava de mãos dadas
comigo pelos corredores
frios e escuros de minha prisão.

Era um bom fantasma,
mas era uma visão.
Um dia desapareceu e
não deixou rastros.
Levou embora a esperança,
a alegria e pedaços do meu
coração petrificado.

Minha alma, aos poucos,
congelou. Faltava partes
demais do órgão que a
alimentava.

Uma velha surgiu no espelho,
contava histórias e sussurrava
mistérios em meus ouvidos.
Os olhos não viam mais o que
deveriam ver.

O veneno entrava lentamente...
O corpo balançava para frente
e para trás num ritmo impossível
de se acompanhar. As dores voltavam,
mas o corpo insistia em viver.

sábado, 9 de junho de 2012

Urubus...

Estamos todos crus,
prontos para sermos
devorados por
canibais.


Ofereça seu coração
e os urubus arrancarão
um pedaço de cada vez
até não sobrar uma
migalha.


Falta-me o pão
para alimentar
meus olhos famintos
por atenção.


Nada
nunca
fez
sentido
entre
razão
e
emoção.

Adaga...

Ela rasgou a pele dele com toda a sua força... Queria abrir o peito dele e arrancar a verdade escondida, nem que para isso tivesse de matá-lo, lentamente, a cada pranto derramado. O sangue fervia dentro de sua pele transparente. Ele estava imobilizado. Ela continuava a estudá-lo; precisava descobrir o ponto que seria o início ou o final de tudo o que havia presenciado nos últimos meses. Não importava o quanto o exterior lhe parecesse fraco e vulgar; lá dentro poderiam estar as respostas.

Minha cura...

Um dia vou escrever...
Vou escrever tanto
que vou me curar...
Mas, por enquanto,
só sei rascunhar e me
perder em pedaços.

O que uma velha me disse...

"Quando eu era jovem e inocente, me faziam de boba devido a minha esperança. Hoje sou uma velha, com fios brancos, rugas e feridas que a vida deixou. Não tenho mais aquela doce lembrança da espera, só restou o vazio preenchido com a raiva de uma existência perdida."

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Grite...

Não quero o vazio do silêncio,
ele já me persegue há tempo demais.

domingo, 20 de maio de 2012

A casa de três...

A casa nunca está vazia. A casa está cheia de vozes. Vozes que não pertencem àquele lugar. Vozes estranhas que tentam se infiltrar, conquistando uma intimidade que deveria ser preservada pela família. Mas três pessoas não se satisfazem, três pessoas podem ocupar para si uma peça da casa individualmente, três pessoas podem viver sob o mesmo teto sem se conhecerem... Porque essas três pessoas apenas cumpriram compromissos, apenas preencheram papéis sociais e, agora, elas simplesmente mantêm suas interpretações. Cada um sabe de si, cada um acha que é o melhor, todos reclamam de todos... Porque essas três pessoas não constroem pontes entre si, apenas levantam tijolos para cima sem olhar para os lados. As estruturas não se firmam, os cofres resplandecem... Mas as almas adoecem. Há acordos, há tratados, há contratos... A burocracia rege, as relações se enfraquecem e a tempestade lá fora, aos poucos, se infiltra nos domínios da família - ou, se assim preferir pensar, se infiltra nos domínios dessa gente que se agrega ignorando as consequências do futuro.

O que foge de mim...


A melhor forma que tenho para expressar-me insiste em abandonar-me. Minhas palavras estão escorregadias; elas se metem em qualquer vão e me deixam aqui em um silêncio ruidoso. As ideias ainda persistem em me acompanhar, mas não consigo vê-las sem transpô-las ao papel... E a mão falha e o vazio impera e a terra adormece. 

Incapaz de exercer a tarefa, eu me canso facilmente. O solo, antes fértil, nega-se a florescer para mim. Observo fixamente as mudanças climáticas e percebo que é aí que residem meus problemas. Temperamento inconstante, furacão de sentimentos, os pés enraizados demais, a mente em perigo constante de queda por querer alcançar as nuvens... 

Chega o terceiro parágrafo e os sinais começam a apitar. Confusão de luzes e cores que cegam, os membros paralisam e eu começo a inquietar-me. Nada parece bom, nada é digno... Um mosquito para na parede e juntos paramos, ambos à espera do momento certo. 

As últimas linhas são as piores, as mais apressadas, as que menos dizem... Há muito sobre o que pensar, o que dizer, o que notar... Mas o conteúdo é tanto que não há um começo e não há um fim. Desenrolo o novelo de lã só para descobrir que existem nós que não consigo desatar. 

As cores do meu quarto me convidam a sonhar, as teclas do meu notebook também... Mas não me concentro; olho ao redor e leio títulos e títulos de obras de arte, observo as pilhas de papel que devo ler... Tudo me angustia, tudo me desespera. Minha razão perde a sensibilidade, o encadeamento das ideias... e tudo vira uma mistura incompreensível. 

A falta da doçura combinada com a acidez deixa meu espírito abatido. Estou em desequilíbrio. Onde está a paz e a inconveniente esperança? Só restou o medo ordinário de que as coisas fiquem pela metade, de que os objetivos não sejam cumpridos, de que a entrega seja maior que as responsabilidades... 

O sonho se desfaz a cada amanhecer, a música é alta demais e machuca os meus ouvidos. Não quero acordar, não quero olhar mais uma página de papel em branco esperançosa pela minha vontade de tocá-la e preenchê-la. Tem dias que acabam sem cor, porque, às vezes, me visto de preto e branco e saio por aí atirando em pássaros. Invejo-os porque eles têm asas e tento trazê-los ao chão. 

Tudo em vão, tudo em vão... A página ainda está em branco. Eu ainda não acordei. Eu ainda não sonhei.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Luísa...


Luísa,

Dos teus olhos emana a simplicidade da flor...
Adorada criança,
Um encanto, um amor...

Enche-me de esperança.
Hei de amá-la sempre,
Minha querida irmã.

Se poetisa fosse,
Escrever-te-ia um poema...
Porém, domino pouco essa arte
Que sabe descrever com tamanha grandeza
A riqueza da vida
E a beleza da alma.

Luísa, querida!
Só posso dizer-te o que vem de dentro,
Aquilo que somente o coração de quem a tem tamanha afeição pode expressar...

Impossível é falar de coisas pequenas,
Quando a vida que nos une
É de tamanho esplendor...

Do ventre materno,
Só fruto e amor.
A vida nos uniu,
O caminho desuniu...

Mas o que é o sentimento
Se não um movimento para
Ligar aqueles cuja história
Uma vez quis separar?

Se crianças nós formos,
Jamais esqueceremos
Que o que realmente importa
É o coração a pulsar.

(Texto que escrevi para minha irmã quando ela tinha 10 anos.

Octópode

Tremendo de frio, ela sai do banheiro:
toalha enrolada no cabelo e vestida com seu roupão rosa.
Pequenas gotas d'água caem no chão quando ela se movimenta...
O vapor do banho a acompanha;
e o ar gelado do outro cômodo a machuca.
Como aquilo foi parar ali?
Havia ela passado a noite inteira escondida?
Na entrada do quarto, a invasora:
negra, octópode, rechonchuda,
tamanho semelhante ao de uma moeda de dez centavos...
- Que não pule em mim!
PLAFT!
Seu chinelinho, vermelho e com um delicado tope da Melissa, a esmaga sem piedade.
Entra, finalmente, em seu quarto...
Desesperada por um tecido quente que a protegesse do frio...
Era uma vez o medo, era uma vez a aranha.

Junie Nunes de Souza

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ácido...

Hoje as lágrimas estão soltas,
mas insistem em escorrerem para dentro...
Ácidas, como o limão,
atingem como balas o músculo envelhecido,
que bate, às vezes, forte demais para o meu
fôlego doentio...


Junie Nunes de Souza

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cartas na mesa...

Só faltava o topo,
mas o vento soprou...
As ideias caíram.
As certezas se foram.
E as cartas?
Todas na mesa.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser sua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

Cecília Meireles

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Sempre!

Obrigada, Deus.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Reflexão...

Fico indignada com essas pessoas que, valendo-se de uma força invisível por fazerem parte de grupinhos populares, discriminam e disseminam preconceitos em direção a pessoas que se expressam de maneira diferente. Não há nada pior do que a falta de respeito mútuo. É preciso ser tolerante e consciente de que fazemos parte de um mundo plural em que somos livres para sermos quem somos. Se dentro de uma instituição de ensino superior observamos barbáries praticadas por colegas contra outros colegas, o que podemos esperar do mundo lá fora? Discursos acadêmicos vindos desses “haters” são totalmente vazios de humanidade e insuportáveis de serem ouvidos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quero alguém...

Quero alguém que me ligue,
que me mande mensagens,
que me abrace,
que me veja depois de um longo período ausente
e corra para os meus braços...
Quero alguém que não seja pedante,
que não seja um romântico incurável a todo momento,
quero alguém natural...
Que aprecie as pequenas coisas da vida
como pães de queijo - ou simplesmente queijo...
Boa música, bons textos, boas conversas em dias nublados...
Não quero alguém alegre, não quero alguém triste...
Quero alguém alegre e triste,
quero alguém presente quando estiver presente...
Quero alguém que segure a minha mão e não se importe com o resto do mundo.
Quero alguém que seja livre,
que seja consciente,
que saiba amar a natureza e respeitar as diferenças...
Quero um pessimista otimista.
Quero um amigo,
quero um alguém para confiar...
Não quero um anjo, um santo, um bom e puro coração...
Quero alguém que saiba ser justo.
Alguém que diga sim e não,
alguém que não se importe com a opinião alheia...
Quero alguém com quem possa discutir ideias,
quero alguém que não espere eu tomar a iniciativa,
que não tenha medo de me dizer o que for preciso...
Quero alguém do meu lado sempre - mesmo estando distante...
Quero alguém que fale comigo, que concorde e que discorde...
Não quero saber de sorrisinhos tímidos, de palavras meladas...
Eu quero diálogos reais, a observância de valores e bons costumes...
Não quero alguém corporal, quero alguém mental...
Quero alguém intelectualmente compatível...
E eu sei que existe alguém assim.
Quero segurança.
Quero amizade verdadeira, não quero mais saber de palavrinhas...
Quero atitudes que demonstrem afeto, lealdade e interesse.
Quero um alguém café da manhã, pijama e preguiça...
Quero um alguém leitura e tema de casa juntos...
Quero um alguém simples que não complique o que é tão fácil e natural.
Quero ser amada porque sou real e não uma princesa de contos de fada.
Quero um alguém que goste de mim pelos meus defeitos e, depois, pelas minhas qualidades...
Porque sou uma chata inconstante com pouca paciência.
Quero alguém Rock'n'Roll que seja certinho por fora, mas por dentro um rebelde sem cura.
Quero tardes de sol em silêncio apreciativo debaixo de uma árvore frondosa,
quero piquenique no parque e caminhadas pela beira do mar...
Quero alguém que me entenda, que não seja meu juiz - mas meu companheiro de aventuras e loucuras.
Quero alguém que desperte em mim o melhor que eu tenho, não alguém que me deixe insegura, furiosa e com medo...
Quero alguém que não tenha problemas do mundo da imaginação...
Quero alguém com problemas reais e que não tenha medo de expô-los para tentar solucioná-los...
Quero alguém que saiba rir comigo...
Quero alguém que seja como você aí perdido no mundo tentando encontrar alguém como eu.
Quero alguém que NÃO DESISTA nunca de mim.

E, para finalizar, quero alguém que entenda essa música:


"(...)I'm 4 real,
Are you 4 real?
I can't help myself
It's the way I feel (...)" 
4 real, Avril Lavigne

sábado, 21 de abril de 2012

Meu primeiro conto...

* Não sou muito de escrever textos literários, falta-me muita prática. Há tempos que queria escrever um conto, mas nunca conseguia terminar os que começava. Foi preciso uma comoção na vida real, um desabamento de sentimentos e uma enorme criatividade para esconder o verdadeiro sentido de minhas palavras. A história acabou aparecendo de maneira inesperada, numa aula que pouco aproveito. Queria gritar algumas verdades, mas, provavelmente, seria considerada uma louca vulgar. Então, a primeira ideia é transformar a verdade em metáfora para que os segredos permaneçam guardados. O conto ainda está em processo de aprimoramento. Aqui está a primeira versão:


RAÍZES VERMELHAS
Junie Nunes de Souza

     Adriano entrou em cena e deu seu show, deixando a plateia extasiada pela sua presença e interpretação. O texto era medíocre, mas isso era o de menos. As mulheres queriam ouvir a voz de Adriano e sua maneira ruidosa de dialogar e narrar os fatos que levavam ao vislumbre de ações, exigindo o desdobramento de seu corpo de tal forma que fazia com que os peitos das senhoras sentadas na última fileira arfassem.
     Atingira o auge. O topo para o menino pobre do interior que sonhava em subir nos palcos poderia almejar. De teatros sujos, infestados por ratos e baratas, Adriano chegara ao Teatro Municipal e era aplaudido de pé ao final de cada apresentação.
     As luzes, enfim, se acenderam e seu brilho, agora, parecia eterno. No entanto, o escuro volta e meia estava a sua espera, no vazio que sua vida se transformava quando o barulho dos aplausos cessava. Tinha medo de olhar para trás e encarar tudo o que havia deixado. Andava cercado de amigos de bar, bons companheiros para piadas, bebidas e cigarro; mas, a cada madrugada, voltava sozinho para casa e recebia nauseado o silêncio que o atormentava.
    Era assim que eles surgiam... No silêncio de sua solidão... O par de olhos verdes circundado por raízes vermelhas sempre aparecia em seus sonhos embriagados. Era inútil embebedar-se, o torpor aumentava a intensidade dos gritos que se seguiam ao olhar que o fazia lembrar-se de todos os seus medos e arrependimentos. Não conseguia livrar-se daquilo.
     O passado havia morrido quando ele tomou a decisão que mudara a vida daquelas pessoas que ele maculara.  Tomado por uma vontade de ter aquela mulher para si, ele usou sua grandiloquência – já bem desenvolvida à época – e conquistou para si a graça e a beleza de Ana. Alugou um casebre para viverem juntos e por lá ficaram até o nascimento da criança.
     O barulho de louças quebradas foi o último som que escutou vindo daquela casa. Nunca mais vira Ana, pois lhe tirara a vida e desaparecera sem remorso. Entregou o valor combinado e olhou para o pacote uma última vez: foi neste momento que ele viu pela primeira vez o par de olhos verdes de que tão facilmente abriu mão.
     Antes de cada apresentação, lavava o rosto e olhava para o espelho tentando encontrar a saída daquele pesadelo. Tudo o que via era aquele par de olhos verdes, envelhecido e contornado pela marca dos vícios de sua vida. Os mesmos olhos que sempre iriam lhe atormentar em sonho.

Perguntas sem respostas...

Às vezes, acho que me comporto de maneira ingênua. Eu ainda acredito nas pessoas... Mas é inútil esperar que alguém a valorize da mesma forma que você valoriza sua família e seus amigos. Quando alguém puder usá-la em benefício próprio, eu garanto a você que assim será feito. Você serve enquanto o outro está só, precisando de ajuda, precisando de conselhos, precisando de alguém que pergunte um simples "Você está bem?"... 

Será que no mundo adulto perdemos nossos melhores amigos para sempre? Ou é preciso chegar em uma fase mais madura para poder saber ao certo quem estará ao seu lado até o final?

Continuo com minhas perguntas sem respostas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Desistência...

As pessoas desistem tão facilmente de tudo...


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Something about writing...

Nunca pensei que corrigir meu próprio texto em inglês fosse tarefa árdua. Sua escrita em uma língua estrangeira, às vezes, prega algumas peças. É impossível deixar de lado sua carga de conhecimentos e maneira de encarar o mundo adquiridas a partir de sua língua materna. Muitos dos meus erros são transposições erradas do pensamento escrito em português para o inglês. Há outra maneira de pensar em inglês - não que seja tremendamente diferente, mas, ainda assim, é uma maneira estrangeira. Adquirir esse estrangeirismo e fazê-lo parecer natural é um desafio empolgante quando você começa a perceber as pequenas mudanças que fazem com que você aprenda novos conceitos e viaje através do maravilhoso mundo das palavras - sejam elas maternas ou adquiridas em segundo plano.

domingo, 15 de abril de 2012

Um pouquinho de Clarissa...


"(...) O fato é que os namorados de romances falam bonito. Na vida tudo é diferente. Gente feia, sem graça. (...) Não sabem dizer nem fazer coisas delicadas e agradáveis. (...)" (p. 54 e 55)

VERISSIMO, Érico. Clarissa. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. 

* I think it is going to be a pleasurable adventure to write an article about this girl. When I was her age, I had pretty much the same impressions of hers related to the surrounding world of a teenager.

I am RAVENCLAW!


Congratulations! I’m Prefect Robert Hilliard, and I’m delighted to welcome you to RAVENCLAW HOUSE. Our emblem is the eagle, which soars where others cannot climb; our house colours are blue and bronze, and our common room is found at the top of Ravenclaw Tower, behind a door with an enchanted knocker. The arched windows set into the walls of our circular common room look down at the school grounds: the lake, the Forbidden Forest, the Quidditch pitch and the Herbology gardens. No other house in the school has such stunning views.

Without wishing to boast, this is the house where the cleverest witches and wizards live. Our founder, Rowena Ravenclaw, prized learning above all else – and so do we. Unlike the other houses, who all have concealed entrances to their common rooms, we don’t need one. The door to our common room lies at the top of a tall, winding staircase. It has no handle, but an enchanted bronze knocker in the shape of an eagle. When you rap on the door, this knocker will ask you a question, and if you can answer it correctly, you are allowed in. This simple barrier has kept out everyone but Ravenclaws for nearly a thousand years.

Some first-years are scared by having to answer the eagle’s questions, but don’t worry. Ravenclaws learn quickly, and you’ll soon enjoy the challenges the door sets. It’s not unusual to find twenty people standing outside the common room door, all trying to work out the answer to the day’s question together. This is a great way to meet fellow Ravenclaws from other years, and to learn from them – although it is a bit annoying if you’ve forgotten your Quidditch robes and need to get in and out in a hurry. In fact, I’d advise you to triple-check your bag for everything you need before leaving Ravenclaw Tower.

Another cool thing about Ravenclaw is that our people are the most individual – some might even call them eccentrics. But geniuses are often out of step with ordinary folk, and unlike some other houses we could mention, we think you’ve got the right to wear what you like, believe what you want, and say what you feel. We aren’t put off by people who march to a different tune; on the contrary, we value them!

Speaking of eccentrics, you’ll like our Head of house, Professor Filius Flitwick. People often underestimate him, because he’s really tiny (we think he’s part elf, but we’ve never been rude enough to ask) and he’s got a squeaky voice, but he’s the best and most knowledgeable Charms master alive in the world today. His office door is always open to any Ravenclaw with a problem, and if you’re in a real state he’ll get out these delicious little cupcakes he keeps in a tin in his desk drawer and make them do a little dance for you. In fact, it’s worth pretending you’re in a real state just to see them jive.

Ravenclaw house has an illustrious history. Most of the greatest wizarding inventors and innovators were in our house, including Perpetua Fancourt, the inventor of the lunascope, Laverne de Montmorency, a great pioneer of love potions, and Ignatia Wildsmith, the inventor of Floo powder. Famous Ravenclaw Ministers for Magic include Millicent Bagnold, who was in power on the night that Harry Potter survived the Dark Lord’s curse, and defended the wizarding celebrations all over Britain with the words, ‘I assert our inalienable right to party'. There was also Minister Lorcan McLaird, who was a quite brilliant wizard, but preferred to communicate by puffing smoke out of the end of his wand. Well, I did say we produce eccentrics. In fact, we are also the house that gave the wizarding world Uric the Oddball, who used a jellyfish for a hat. He’s the punch line of a lot of wizarding jokes.

As for our relationship with the other three houses: well, you’ve probably heard about the Slytherins. They’re not all bad, but you’d do well to be on your guard until you know them well. They’ve got a long house tradition of doing whatever it takes to win – so watch out, especially in Quidditch matches and exams.

The Gryffindors are OK. If I had a criticism, I’d say Gryffindors tend to be show-offs. They’re also much less tolerant than we are of people who are different; in fact, they’ve been known to make jokes about Ravenclaws who have developed an interest in levitation, or the possible magical uses of troll bogies, or ovomancy, which (as you probably know) is a method of divination using eggs. Gryffindors haven’t got our intellectual curiosity, whereas we’ve got no problem if you want to spend your days and nights cracking eggs in a corner of the common room and writing down your predictions according to the way the yolks fall. In fact, you’ll probably find a few people to help you.

As for the Hufflepuffs, well, nobody could say they’re not nice people. In fact, they’re some of the nicest people in the school. Let’s just say you needn’t worry too much about them when it comes to competition at exam time.

I think that’s nearly everything. Oh yes, our house ghost is the Grey Lady. The rest of the school thinks she never speaks, but she’ll talk to Ravenclaws. She’s particularly useful if you’re lost, or you’ve mislaid something.

I’m sure you’ll have a good night. Our dormitories are in turrets off the main tower; our four-poster beds are covered in sky blue silk eiderdowns and the sound of the wind whistling around the windows is very relaxing.

And once again: well done on becoming a member of the cleverest, quirkiest and most interesting house at Hogwarts.

POTTERMORE

sábado, 14 de abril de 2012

O que mais prezo...

O que eu mais prezo? 
Liberdade. 
Não deixarei que cortem minhas asas antes mesmo de elas se abrirem para seu primeiro voo.


A... & L...

Não existe amor sem liberdade, sem pleno poder e consciência sobre si mesma. O contrário não é amor: pode ser carência ou submissão, mas nunca amor...

Espinhos...

Nem sempre há somente o perfume de rosas aqui. Cultivo espinhos também. É preciso manter-se em constante equilíbrio com as dores e as alegrias... Por que o que é a vida senão um caminhar descalços sobre pedras pontiagudas em uma desesperada tentativa de encontrar um momento de redenção?

sábado, 7 de abril de 2012

Hoje...

Hoje uma felicidade tomou conta de mim desde as primeiras horas do dia. Hoje acordei cedo e tomei um café com leite com a minha mãe. Hoje eu acordei minha irmã e, juntas, cantamos e pulamos com a música The Best Damn Thing, da Avril Lavigne. Hoje eu fiz o almoço para a minha irmã aqui em casa depois de ter ouvido músicas alegres de nossos artistas pop preferidos. Hoje um sono tranquilo nos invadiu e deixamos a tarde passar em sonho. Hoje a vida está feliz e multicolorida. Hoje tenho certeza que posso voar, pois faço parte de uma história que é só minha e de mais ninguém. Hoje a vida aprendeu a cantar no meu tom, desafinada, mas tão, tão feliz... Hoje podia não acabar, hoje podia continuar a ser doce como o saco cheinho de meu bombom preferido que minha mãe me deu.

CONSOLO NA PRAIA


Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento…
Dorme, meu filho.

Carlos Drummond de Andrade

Good morning, Sun!

Maybe after so many disappointments, your scars begin to heal faster than before. A new day is here, a new Sun... I believe it is a new opportunity to be happy again.


Junie Nunes de Souza

Touched by a different source of inspiration...

Let us dream, read and navigate through the same pages. I allow you a special entrance in my world. I will give you this unique chance. It is time to trust again in friendship and permit hope to win.

Junie Nunes de Souza

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Atitude!

Atitude! é tudo o que eu mais prezo. Pequenas atitudes, simples atitudes... Mas sempre atitudes que demonstrem a força de vontade individual, a determinação para conquistar sonhos, a coragem para enfrentar os problemas, a inteligência para lidar com as pessoas e o amor para saber o momento certo de estar perto para oferecer o apoio necessário ao outro quando o que sobrou foi apenas escuridão. Atitude!, isso é doação.

Junie Nunes de Souza

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lógica...

É muito fácil ficar no meio de pessoas que se mostram para o mundo como personagens que estão sempre contando piada, rindo e falando besteira. O desafio é encarar as pessoas como elas são de verdade: aceitá-las; dizer e ouvir coisas que não são agradáveis, mas que fazem parte do crescimento individual; saber o momento de estar presente e o momento de se ausentar; saber ser amigo de verdade - não companheiro de risadas... Pessoas de verdade são tristes e alegres, têm momentos de sucesso e outros de falha, aceitam seus problemas e tentam melhorar. Um dia a gente cresce e aprende tudo isso e mais um pouco... Um dia a gente cresce e fica sem paciência para atitudes infantis vindas de adultos que têm medo de palavras tortas. Um dia a gente descobre o poder da própria voz e começa a falar... E é aí que os personagens de comédia começam a cair: um a um... E a gente aprende que o mundo tem outras cores.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Menina da Lua


Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina da lua
Quero te ver clara
Clareando a noite intensa deste amor
O céu é teu sorriso
No branco do teu rosto
A irradiar ternura
Quero que desprendas
De qualquer temor que sintas
Tens o teu escudo
O teu tear
Tens na mão, querida
A semente
De uma flor que inspira um beijo ardente
Um convite para amar
Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem amada
Princesa, olhos d'água
Menina linda

* Letra de "Menina da Lua", música interpretada por Maria Rita

Uma homenagem para as mulheres e uma mensagem: VALORIZEM-SE!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Desabafo sobre contradições...

Há pessoas que parecem tão inteligentes, tão conscientes de seu papel no mundo e tão dedicadas a serem justas, mas que, no entanto, quando têm de enfrentar a oportunidade e o desafio de aprender a lidar com as diferenças para construírem, enfim, um verdadeiro aprendizado para suas vidas, fogem e deixam sua crida maturidade desmoronar vertiginosamente.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Eu aqui e acolá...

Não sou uma coisa'qui e outra'colá, 
só sei ser eu em todo lugar.

Junie Nunes de Souza

Não vale a pena ser professor...


   Como assim o RS pode ser a Grécia do Brasil? Por questões econômicas pagar o piso aos professores é um problema? A educação e os demais serviços vitais de atendimento à população são negligenciados há anos, enquanto os políticos se refestelam com seus privilégios e poder imediato de promover a si mesmos um aumento de salário significativo quando bem entendem. Se a lei vale para eles e isso não é visto como um fator prejudicial à economia, a lei vale e deve ser cumprida para os professores também.
   Será que essa gente que está no poder disputaria tanto um lugar para chupar a teta e mamar à vontade se as condições de trabalho fossem as mesmas enfrentadas pelos professores da educação pública diariamente? Sem auxílios disso e daquilo, sem salários exorbitantes, sem gabinetes bem equipados, sem poder nenhum para transformar a realidade - usando apenas o talento para tentar fazer o melhor?
   Ser professor é uma escolha profissional, não é serviço voluntário, caridade ou assistencialismo. Educar é tarefa séria e desgastante e, hoje em dia, começo a pensar que não vale a pena o esforço. Vamos para a faculdade e aprendemos conteúdos maravilhosos, ampliamos nossa visão de mundo e nos preparamos arduamente para chegar a uma sala de aula e fazermos aquilo que é certo, aquilo que o profissionalismo exige.
   E tudo isso para quê? Para enfrentar as cartilhas partidárias que cada governo implanta quando chega ao poder? Para que a classe de professores seja vista com maus olhos por fazer greve? Para que um aumento ínfimo de salário seja negado? Para que sejamos culpabilizados pela falência do Estado em sei lá eu quantos anos?
   Não vale a pena o esforço, não nessas condições. Não vale a pena acreditar em algo que é desrespeitado a todo o momento, não vale a pena trabalhar desmotivado e acabar repetindo aquelas velhas fórmulas originadas pelo desânimo, pelo descontentamento e pela falta de incentivo. A educação é muito bonita, mas a beleza se desgasta com a pobreza.


Junie Nunes de Souza

Eu vi um cachorro...

Eu vi um cachorro.
Segurava com sua boca enorme, 
entre dentes quebrados e cariados,
uma almofada velha e encardida.
Balançava lepidamente o pedaço de esponja para todas as direções,
pulando para lá e para cá num ritmo intermitente...
Do outro lado da rua, 
uma cabeça com um par de olhos grandes e tristonhos se encosta à janela do ônibus...
Inveja em silêncio a indiferença e o humilde contentamento canino -
quase deseja juntar-se ao animal e participar de sua feliz brincadeira.
Suspira...
Olha para o intolerante marcador das horas:
chegaria atrasada outra vez.

Junie Nunes de Souza

* Texto escrito em uma viagem de ônibus.

domingo, 18 de março de 2012

Gosto de gente que sabe comunicar...

Gosto de gente que sabe comunicar. Gente que saia por aí dizendo "Sim!" e "Eu te amo!" sem a menor vergonha, mas também gosto de gente que não tem o menor constrangimento em dizer "Não!" e "Eu odeio isso!". Não tem essa de ficar em cima do muro. Adolescência já passou. Não tá gostando de alguma coisa? Vaza! Você não merece estar em um lugar em que as pessoas o tratam mal ou o ignoram.
Quando eu era pequena, diziam que eu fazia muitas caras e bocas. Sinceramente, eu não entendia muito bem o que estavam dizendo, mas ficava meio irritada. Hoje entendo que as minhas caretas fazem parte da minha maneira de expressar sentimentos. Está tudo ali: dúvida, afirmação, negação, admiração, indignação... Meu rosto grita o que eu penso em dizer antes mesmo de eu poder formular uma frase a ser dita.
Comunicação é tudo! Não dá para ficar calada, não em um mundo como o nosso... Em que há tanta coisa errada que milhões fingem não perceber... ACORDAR É PRECISO! Tá na hora de mais ação, mais fala, mais interação e menos medo e "Ai, meu Deus! O que os outros vão pensar?". DANEM-SE os outros - entidades inibidoras da livre-expressão. O que que é isso? Invasão? Queridos, olhem para a minha cara... Aham, isso mesmo: FORA! ADEUS! A PORTA DE SAÍDA É LOGO ALI.
Não tem espaço aqui para vozes que não atingem a última fileira de cadeiras no teatro, não tem espaço aqui para olhos que se voltam para baixo e bocas emudecidas, não tem espaço... Não! Não tem espaço aqui para "os rebanhos que desconhecem a primeira pessoa do singular" - não é Quintana?

Junie Nunes de Souza

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ele...


Ele. Ele tem que ser um pedaço de mim. Ele tem que ser ele, porque se não for ele eu não o quero. Ele precisa tentar me compreender, respeitar meu espaço e minha solidão. Ele tem que olhar dentro de meus olhos e me dizer aquilo que quero saber e entender aquilo que quero expressar. Ele tem que ser a gentileza, ele tem que ser a amizade, ele tem que ser a sinceridade... Ele... Ele tem que ser o livro novo, o filme preferido, o chocolate que mais gosto, a manhã de chuva, o frio do inverno... Ele tem que ser o que eu amo. Ele tem que saber que adoro andar de mãos dadas e contemplar o silêncio; que adoro ser confortada em todos os momentos em que meus olhos parecerem tristes... Ele tem que saber que tudo o que preciso é de um abraço seguro, um abraço que promete o infinito agora e para sempre... Ele tem que ter a voz doce para falar comigo, ele tem que sentar-se à mesa e estar presente durante as refeições, ele tem que sorrir... Ele tem que falar minha língua e a língua que escolhi como segunda opção para extravasar meus sentimentos, ele tem que saber que a educação é algo importante para mim. Ele tem que fazer surpresas, me fazer dar risadas e prometer a cada instante através de atitudes que ele me fará feliz. Ele precisa ser alguém que me inspire confiança, alguém que eu admire, que tenha os mesmos valores que eu tenho, alguém que eu respeite e ame incondicionalmente. Ele tem que me fazer estar apaixonada pela vida, ele tem que me proporcionar a liberdade que tanto prezo e persigo. Ele tem que ser inteiro. Ele tem que ser real. Ele tem que ser um sonho, porque o amor para mim é idealizado, é romanesco, é cinematográfico... E se algo desse porte jamais existir, não vale a pena perder um segundo de meu precioso tempo. Afinal, a vida é cheia de oportunidades e momentos para viver, mesmo que a solidão seja sua única e mais fiel companhia.

Thinking about love...

Today I was thinking about that thing called love. Weird thing called love. Well, at least, I allow myself to think about it sometimes. I am just not allowed to love.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Doubt

Year by year, something inside me keeps evolving into this unknown being, and I watch myself trapped among screaming books that say out loud what I should know. As the time goes by, I am certain that what is called a normal life is far, far away from me. But I do expect to find home.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Personalizando...

Que tal voltar às aulas com um pouco de criatividade neste semestre?

Já ultrapassei a fase dos bichinhos fofinhos - ainda bem - e como ando bastante econômica, resolvi reciclar dois cadernos do semestre passado e transformá-los num só. Foi bem rápido e o resultado ficou muito bom.

Primeiro, selecionei várias imagens de filmes, pessoais e outras coisas que eu gosto. Imprimi umas seis imagens em cada folha de ofício em preto e branco. Recortei tudo e comecei a montar a capa. Após tudo colado devidamente, protegi as imagens e a capa com papel contact transparente e fui para papelaria colocar uma mola maior.

No final, a obra ficou mágica, pois tem um pouquinho de cada coisa que eu gosto ali. Neste semestre vou levar para a faculdade meus amigos do mundo cinematográfico e do mundo literário, além de pessoas queridas do mundo real...

Capa

Dentro

Capa de trás

Questions after midnight...


1) Qual teu maior sonho? Como pretende alcançá-lo?
No momento, eu diria que o meu maior sonho é terminar minha graduação e conseguir um bom emprego para conquistar independência pessoal e financeira.

2) O que te faz valorizar um amigo?
A lealdade.

3) O que espera de um verdadeiro amor?
Amizade e comprometimento incondicional... Difícil encontrar um amor assim, hein?!

4) O que mais te faz feliz?
Eu me sinto feliz quando as pessoas que eu amo não me tratam com indiferença, quando elas demonstram com suas atitudes que a minha existência é importante.

5) O que te deixa mais triste?
Indiferença. Isso dói.

* Tive esta ideia de post e pedi para o meu amigo, Alexandre, escrever as perguntas para eu responder.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Café com leite...


Se tem uma bebida pela qual sou apaixonada é o café com leite. Sempre que eu tomo um café com leite, eu me lembro de estar em casa e em família. É uma sensação confortante. Adoro segurar uma caneca quentinha com as duas mãos e sorver aquele líquido saboroso. Quando tomo um café com leite assim parece que estou protegida, segura dentro de minha casa e em companhia daqueles que amo. Gosto de preencher a xícara com mais da metade de café preto passado e completá-la com leite só para quebrar o domínio do líquido escuro. A mistura para mim é perfeita, ainda mais quando é acompanhada de umas três colheres de chá de açúcar - único momento em que me permito extravasar na doçura.

Sobre economizar...

Acho as liquidações incríveis. Ano passado, vi em uma loja uma sandália linda - aquele tipo de sapato que faz o coração de uma mulher bater mais rápido -, porém, o preço era abusivo. Quase um ano depois, os produtos de verão estão com 50% de desconto e eu, finalmente, comprei minha sandália dos sonhos. O mais legal é que com o valor original da sandália eu paguei duas aulas de autoescola, coloquei créditos no meu cartão TEU (ônibus) e levei para casa mais um sonho de consumo. Por que pagar o dobro se dá para esperar um pouco mais? Eu não tenho dinheiro para doar para as empresas. Aprendi a esperar pela promoção. E esse negócio de que algo vai estar "fora de moda" em tal época é papo de quem tem a carteira cheia e pode se dar ao luxo de mudar o guarda-roupas inteiro a cada estação. Economia em primeiro lugar - sempre.

Hey, boys, date a girl who reads!


A minha amiga Taise encontrou um texto muito lindo e postou no Facebook, dizendo que tinha achado a minha cara... Realmente, eu me identifiquei com as belas palavras cuja autoria é desconhecida e resolvi postar aqui no blog! 

Hey, boys, date a girl who reads!

"If you find a girl who reads, keep her close. When you find her up at 2 AM clutching a book to her chest and weeping, make her a cup of tea and hold her. You may lose her for a couple of hours but she will always come back to you. She'll talk as if the characters in the book are real, because for a while, they always are. Date a girl who reads because you deserve it. You deserve a girl who can give you the most colorful life imaginable. If you can only give her monotony, and stale hours and half-baked proposals, then you're better off alone. If you want the world and the worlds beyond it, date a girl who reads."

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Verão, por favor, vá embora!

Estou começando a ficar com medo de dias de sol. Nunca me senti tão mal por causa do calor. Acordo desanimada e com vontade de chorar ao sentir que a temperatura já está alta nas primeiras horas do dia. Parece que a cada ano o Verão está mais agressivo. Tudo o que eu queria era um pouco de frio; entrar em casa e não me sentir sufocada pelo ar quente que insiste em lá ficar durante todas as 24 horas do dia; poder dormir na minha cama com tranquilidade, sem estar pipocando pelos cômodos da casa para descobrir o canto mais fresco; queria poder soltar meus cabelos e arrumá-los do jeito que gosto, não prendê-los em um coque alto e sem estilo; queria poder respirar e não me sentir mergulhada em um lago de lava... Se o Inferno existe, o Verão é uma prova disso. Além de todo o calor abusivo, os insetos parecem se refestelar com as altas temperaturas e invadem nossas casas, impedindo-nos de deixarmos as janelas abertas durante a noite para que o ar ameno da madrugada traga um pouco de paz aos nossos corpos agonizantes de calor. Considero pessoas que gostam do Verão muito corajosas, eu, se pudesse escolher agora, estaria bem longe deste forno grande do sul! Estaria em um lugar fresquinho, alto, perto de áreas verdes e humanamente possível de se viver com tranquilidade e disposição... Naquele mesmo lugar onde deixei meu coração, aonde voltarei um dia para ficar e não mais voltar.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Curitibando...

Desde pequena ouço minha mãe Clotilde falando que a mãe dela (minha bisavó) esteve em Curitiba e visitou o relógio das flores... Essa ideia de conhecer a cidade sempre esteve presente em mim e, quando surgiu a oportunidade, minha mãe e eu embarcamos nesta aventura. Tudo programado pela Internet com antecedência, trouxe uma penca de papéis com mapas, roteiros e sugestões de passeios pela cidade. Temos quatro dias para cumprir a programação e hoje foi a primeira aventura das gaúchas no Paraná.

Curitiba aos meus olhos: a primeira impressão foi um pouco decepcionante... Eu esperava que a cidade fosse mais moderna, mas os prédios do centro têm um aspecto antigo. Porém, a cidade é muito grande. O centro é muito amplo - o centro de Porto Alegre é uma caixinha de fósforo perto do centro de Curitiba. Minha mãe e eu pegamos a linha executiva do Aeroporto Afonso Pena até o centro - beleza! Tudo certo como no site e nos meus folhetos... Chegamos no hotel, deixamos as malas e fomos direto para a Estação Rodoferroviária. Lá é um lugar bem amplo, com muitas linhas de ônibus e de trem! Para o domingo, já agendamos um passeio de trem intermunicipal (essa história fica para outro dia). Logo depois de caminharmos um bom pouco pela Estação, fomos almoçar. Prato do dia: ala minuta. Gostei das fritas.

Depois minha mãe avistou um "shopping" e lá fomos nós... Na verdade, acabamos indo no Mercado Público Municipal de Curitiba! Um primor! ENORME... E muito limpinho (o de Porto Alegre é mais bonito por fora, mas por dentro o de Curitiba ganha em organização e estrutura). Compramos umas coisinhas comestíveis gostosas e, de lá, pegamos um táxi e fomos para o Shopping Curitiba.

Sobre os táxis de Curitiba (ainda não consegui fotografar a cidade porque do nada a bateria descarregou), eles são laranjas com detalhes pretos. Achei bonito o design! Mas... O mais legal é a tecnologia usada pelos taxistas daqui, eles têm um sistema de rádio informatizado através de celulares que os informam a todo momento as corridas disponíveis. Conversei com um taxista gaúcho que me explicou como funcionava e até fez demonstração (super simpático!). Ele escolhe o nome (ao que tudo indica o nome que aparece é o de um lugar da cidade, talvez bairro) e vê o endereço certinho. Após essa etapa ele pode aceitar ou não pegar essa corrida. Se ele aceitar a corrida não aparece para os demais taxistas, do contrário, ela continua ativa no visor do celular- ACHEI O MÁXIMO. O taxista com quem conversamos é gaúcho e curitibano de coração, está desde 1979 por aqui. Ele acha que Porto Alegre é muito mal administrada e que pouco se investe para o crescimento da cidade... QUEM CONCORDA GRITA EU: "EU!". Enfim, perto de Curitiba, minha amada cidade natal se torna uma província. [Nota: minha mãe continua gostando mais de Porto Alegre porque ela é uma gaúcha que tem orgulho de suas tradições, tchê!]

O Shopping de Curitiba é bem bacana, lojas legais e ambiente bonito. A gente começou a surtar quando percebemos que quase tudo estava em liquidação (50% off, OMG!)... Minha mãe comprou duas blusas bem legais e eu comprei uma blusa. Voltando para o hotel, minha mãe foi descansar... Motivo: como ela não desce do salto, ela se cansou com as caminhadas. Se eu que estava de tênis já estava meio dolorida, as pernas e pés dela deviam estar pedindo "socorro"! Também ela está um pouquinho resfriada, então, enquanto ela descansava, fui buscar o xarope na farmácia.

Fui dar um rolê sozinha pelo centro por duas ruas bem movimentadas... As ruas aqui são compridas demais, parecem que não acabam... Caminhei por uma hora e depois encontrei um shopping mais popular com preços incríveis! Acabei comprando uma calça jeans skinny (modelo que uso) por apenas R$ 29,90 - peça única... Sorry, girls!

Na volta para o hotel comprei uma COXA (mais conhecida como coxinha de galinha por aqui). O que me chamou foi o cheiro. Eu passei e senti o cheiro maravilhoso e tive que voltar e comprar. Minha mãe adorou também. Era uma coxinha de galinha (uma senhora coxa) com catupiri, mas esse catupiri daqui é bem diferente: ele parece um creme mais líquido de queijo, parecido com um requeijão derretido... Uma delícia! Nossa, minha mãe e eu comemos o lanchinho lambendo os dedos.

Depois de tanta novidade, a hora do descanso chegou. Nosso quarto de hotel é muito fofo e aconchegante. Amamos! Tomamos banho e fomos para baixo dos lençóis dormir. Minhas pernas estavam precisando depois de tanto caminhar. Eu só sei que estou adorando tudo. Sou uma moça muito urbana e adoro conhecer cidades. Não que eu não curta a natureza, eu amo o verde, mas gosto de ficar na cidade devido aos serviços e produtos que estão a nossa disposição. Também, eu tenho problemas com insetos. Verde só para um passeio de um dia, mas a estadia tem que ser na cidade.

Quando eu organizar as fotos, posto algumas aqui.

O que Curitiba tem? Estou descobrindo e me encantando com essa cidade grande, mas tranquila e que nos recebeu muito bem. O que gostei por aqui é que dá para andar sem medo, diferentemente de uma cidade como São Paulo - por exemplo - e as pessoas são simpáticas! 

Amanhã tem mais!