sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Amor impossível, possível amor...

Gostaria de compartilhar trechos do livro que me fez tão bem hoje e que conseguiu acalmar meu espírito inquieto, provocando em mim lágrimas que lavaram minha alma... Lágrimas que libertaram a dor, que amenizaram as cicatrizes da adolescência não vivida. De Pedro Bandeira e Carlos Queiroz Telles: Amor impossível, possível amor...



"(...) Não se desce a escada do conhecimento, querida. Uns sobem mais depressa do que os outros. Outros, coitados, por falta de condições, são obrigados a ficar parados nos primeiros degraus. Muitos, mesmo tendo a oportunidade de subir, empacam e cismam em ficar parados porque querem ou porque são preguiçosos demais. Desse modo, um bom professor precisa saber em que degrau está seu aluno para, a partir dele, ajudá-lo a subir a escada com segurança.(...)"



"Deve haver uma escada dessas para os amores acumulados. E a humanidade inteira está na minha frente..."

"(...) Mas, coitada, nunca leu nada na vida. É, querida, dinheiro e cultura nem sempre andam juntos! (...)"

"Lá vem o 'querida' de novo..."

"(...) Nossa língua é maravilhosa, Fernanda. Para conhecê-la bem, é preciso que você a veja viva, apaixonada, sangrando nos textos fantásticos de nossos poetas e romancistas. Nas emoções desses textos, você compreenderá muito melhor o funcionamento do seu próprio idioma do que decorando terminologias gramaticais.(...)"

"A menina aos poucos foi descobrindo, pelas mãos de Bruno, que todos os sentimentos da humanidade moravam em seu cora­ção. Foi tão gostoso descobrir isso, tão gostoso..."

"—Está tudo escrito, Fernanda. Está tudo lá, nos nossos livros, escritos muito antes de você nascer... Leia, Fernanda, leia a sua própria alma, Fernanda..."

"— Beijos, Fernanda, só roubados!
 E quantos beijos você deixou o pai roubar de você?
 Isso é coisa que se pergunte à própria mãe, menina?
 Ah, fala mãe! Quantos?
Dona Luísa baixou a cabeça como uma menininha tímida. E foi num suspiro que revelou:
Todos que ele quis..."

"Mesmo quando terminam, Fernanda achava que sonhos não se jogam no lixo."

"(...) O que ela havia temido? (...) 
Ou, na verdade, tinha medo de si mesma, temia passar de uma menina colecionadora de amores em caixas de papelão a uma mulher que acreditava na possibilidade da concretização dos sonhos? O sonhos são possíveis? Podem ser realizados? Podem sair de dentro das caixas para tornarem-se vida? (...)"