terça-feira, 30 de agosto de 2011

Welcome, Minerva!

Após exercitar meus músculos preguiçosos e minhas cordas vocais adormecidas em um típico dia de Drama Club, recebo a notícia de que havia ganhado mais um presente de aniversário.
- Mas onde elas estão?
- Esse é o problema. Não sabemos. Elas simplesmente sumiram.
Fiquei imaginando durante o sábado e o domingo o que poderia ter acontecido com elas. Nem as conhecia, mas começava a nutrir um sentimento de afeição por aquelas pequenas criaturas desaparecidas. No domingo pela manhã, ao entrar no banheiro da casa, um vestígio havia sido deixado: elas ainda estavam dentro de casa... Mas em que lugar? Não ouvimos nenhum ruído que denunciasse a presença delas.
Já era tarde da noite quando minha mãe me chamou dizendo que uma delas havia aparecido. Subi as escadas correndo, estava cheia de expectativas... Quando olhei por baixo da cama, ela estava lá: encolhida, assustada e tremendo. Tão pequena, tão fofinha... Quando, finalmente, consegui pegá-la, tive a certeza de que ela seria uma amiga muito especial para mim.
A pequena gatinha recebeu o nome de Minerva (em homenagem à professora do Harry Potter). Sua cor é cinza e tem manchas brancas. O foucinho dela é preto. Ela é bem calminha e já demonstra sua independência.  Nada de ficar escalando as pessoas, ela gosta mesmo é de desfilar com o seu cat walk e bisbilhotar o ambiente... Mas, quando recebe um colinho, fica toda manhosa e fecha os olhos, emitindo o barulhinho de motor característico dos gatos.
A Minerva tem uma maninha, a Katty. A diferença entre as duas é o foucinho - o da Katty é rosinha - e o local das manchas brancas. A Katty já é mais arisca e gosta de escalar as pessoas.
Hoje a Minerva e eu ficamos um tempo juntas enquanto respondia e-mails e organizava minhas tarefas pela manhã. Ela se comportou como uma lady e não me perturbou em nada. Ficou observando e aproveitando o carinho. Qualquer dia escrevo mais sobre ela por aqui.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A poor manifest for the freedom of individual thoughts...

Some people don't think by themselves. They need others to help them to make their choices. Actually, they are afraid of taking risks. They don't want to expose their fragility or their passions to the world. They don't show what they really feel for people they use to think they love. They just hide themselves behind those people  who create a wall where they can lock their fears inside a group that will speak for them in any kind of situation. They become blind, they become deaf and, then, they are voiceless. Their sacred society points what's right and what's wrong, it defines who they're allowed to be friends by making fun of other people they know that they would never change into a being that cannot think by itself. It's invisible, but the wall is there. They just don't accept to be only who they are. They need to protect each other from mysterious forces that are in the world to divide them. There is just one brain in their lives, and it is going to speak for them all. That's the way you lose some people you have thought once that could be your friends. But if they're fixed by chains, it's useless trying to reach them out. It's sad, but it happens all the time. You just have to know that the first thing they do is  to humiliate who they think that may represent a terrible danger for their stupidly perfect limited little universe. I think that you is the person who must be protected from them, because their kind of prejudice may hurt you with words and actions that will bring you down. This is just a poor manifest for the freedom of individual thoughts of human beings. It's important to think by yourself, because there are certain things in life that only you can solve. The magic of life is to face your own challenges and discover what's the best for you - not for other people. You aren't alone if your universe allows the people you care to be themselves and show who they really are. There is not any kind of rule that will limit someone to be less than he or she is. It's never smart to be less than you are just to please other people and to fit in some stupid group that represents some kind of image. You have your own DNA, your own face, your own name... You have your own brain, you just need to learn how to use it by yourself.

sábado, 6 de agosto de 2011

Meu primeiro amor...


Saudade, palavra triste
Quando se perde um grande amor
Na estrada longa da vida
Eu vou chorando a minha dor
Igual a uma borboleta
Vagando triste por sobre a flor
Seu nome, sempre em meus lábios,
Irei chamando por onde for
Você nem sequer se lembra
De ouvir a voz desse sofredor
Que implora por seus carinhos
Só um pouquinho do seu amor
Meu primeiro amor
Tão cedo acabou,
Só a dor deixou
Nesse peito meu
Meu primeiro amor
Foi como uma flor
Que desabrochou e logo morreu
Nesta solidão, sem ter alegria
O que me alivia são meus tristes ais...
São prantos de dor
Que dos olhos caem...
É porque bem sei
Quem eu tanto amei
Não verei jamais...

* Composição: Herminio Gimenez, José Fortuna e Pinheirinho Jr.

Possivelmente impossível...


"Eu nunca desisti do que parecia impossível, mas o que era impossível desistiu de mim."

- Boa, Junie!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Amor impossível, possível amor...

Gostaria de compartilhar trechos do livro que me fez tão bem hoje e que conseguiu acalmar meu espírito inquieto, provocando em mim lágrimas que lavaram minha alma... Lágrimas que libertaram a dor, que amenizaram as cicatrizes da adolescência não vivida. De Pedro Bandeira e Carlos Queiroz Telles: Amor impossível, possível amor...



"(...) Não se desce a escada do conhecimento, querida. Uns sobem mais depressa do que os outros. Outros, coitados, por falta de condições, são obrigados a ficar parados nos primeiros degraus. Muitos, mesmo tendo a oportunidade de subir, empacam e cismam em ficar parados porque querem ou porque são preguiçosos demais. Desse modo, um bom professor precisa saber em que degrau está seu aluno para, a partir dele, ajudá-lo a subir a escada com segurança.(...)"



"Deve haver uma escada dessas para os amores acumulados. E a humanidade inteira está na minha frente..."

"(...) Mas, coitada, nunca leu nada na vida. É, querida, dinheiro e cultura nem sempre andam juntos! (...)"

"Lá vem o 'querida' de novo..."

"(...) Nossa língua é maravilhosa, Fernanda. Para conhecê-la bem, é preciso que você a veja viva, apaixonada, sangrando nos textos fantásticos de nossos poetas e romancistas. Nas emoções desses textos, você compreenderá muito melhor o funcionamento do seu próprio idioma do que decorando terminologias gramaticais.(...)"

"A menina aos poucos foi descobrindo, pelas mãos de Bruno, que todos os sentimentos da humanidade moravam em seu cora­ção. Foi tão gostoso descobrir isso, tão gostoso..."

"—Está tudo escrito, Fernanda. Está tudo lá, nos nossos livros, escritos muito antes de você nascer... Leia, Fernanda, leia a sua própria alma, Fernanda..."

"— Beijos, Fernanda, só roubados!
 E quantos beijos você deixou o pai roubar de você?
 Isso é coisa que se pergunte à própria mãe, menina?
 Ah, fala mãe! Quantos?
Dona Luísa baixou a cabeça como uma menininha tímida. E foi num suspiro que revelou:
Todos que ele quis..."

"Mesmo quando terminam, Fernanda achava que sonhos não se jogam no lixo."

"(...) O que ela havia temido? (...) 
Ou, na verdade, tinha medo de si mesma, temia passar de uma menina colecionadora de amores em caixas de papelão a uma mulher que acreditava na possibilidade da concretização dos sonhos? O sonhos são possíveis? Podem ser realizados? Podem sair de dentro das caixas para tornarem-se vida? (...)"

Meu cantinho da leitura...




    Organização total! Quero só ver até quando isso irá durar! Em cada prateleira coloquei uma etiqueta para identificação. Do lado esquerdo (de cima para baixo): literatura brasileira, books in English, literatura estrangeira e Letras & UFRGS. Do lado direito (de cima para baixo): cantinho da Itália, livros didáticos, língua inglesa, diversos e revistas. Começarei o segundo semestre com muitas novidades em meu recanto divino de estudos em que compartilho experiências intelectuais perto de verdadeiros deuses e longe dos mortais. Nada como um ambiente super decorado com as coisas e cores que você mais gosta para dar ânimo e energia para o início de mais um semestre de Letras na UFRGS.
    Algumas das preciosidades de minha estante:
- Sapos de pelúcia, pantufa de sapinhos, uma bruxinha dentro de uma sacolinha de Halloween, dentro da caixa laranja o último livro do Harry Potter está escondido. Guardo-o assim para não pegar poeira já que ele foi importado e é inglês e, também, porque foi o melhor presente que o meu pai já me deu.
- Caixa de adesivos, dicionário de italiano, A Divina Comédia, vários livros da Jane Austen, livros das aventuras de Sherlock Holmes, O Mundo de Sofia, dicionário de latim, diversos livros de clássicos da literatura brasileira, livros infantis, materiais antigos de Letras, livro completo com os contos de Virginia Woolf, "Clarice, uma biografia", Como funciona a ficção, O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha, Shakespeare, manual de linguística, AliceO Diário de Anne Frank e vários outros livros encantadores e especiais para mim.
    Como vocês podem notar, eu adoro livros. Eles substituíram os brinquedos que preenchiam o meu quarto na infância e se tornaram meus mais leais e sinceros companheiros.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Their happy ending...


"It was something right. Something that was meant to be. Time. It was all that they needed, all that separated them... But somehow it worked. The fantasy was not just a fantasy, it was a possible reality for them. They were finally together. That little girl sat down on the bench observed them walking by holding hands and gave them a smile, but inside she was sad because they have made her remember about everything she had thought she lived once. Her hopes, her dreams... Her innocent wishes didn't come true e would never be a reality like theirs. She cried inside her mind. Nostalgic tears cut her sweet and pitiful face. She smiled to them and imagined another couple walking by holding hands, the one that has never existed..."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Julie, Julia & Junie...

Sempre me emociono com o filme Julie & Julia. Os atores foram muito bem escolhidos e representam os personagens reais desta belíssima história com tamanho envolvimento e sentimento que é impossível não entrar dentro de suas vidas e experimentar os altos e baixos gastronômicos temperados com amor. O que mais me encanta no filme é o casal Julia e Paul Child. Os dois, ao menos como são retratados no filme, são um encanto de casal. Apaixonados e compreensivos um com o outro. Só vendo o filme para entender, porque eu não consigo explicar mais. Simplesmente eles ativam em mim um certo tipo de esperança romântica. Eles entraram na minha lista de casais inspiradores - que, obviamente, são provenientes de livros, palcos ou cinema. 
Hoje o dia foi bastante inusitado. Levantei às 6h45min e dei de cara com um frio colossal ao colocar os pés fora de casa. Autoescola. Não sei se foi o frio (e o sono!), mas cometi todos os erros possíveis hoje. Não estava entendendo aquele carro e ele tampouco estava me ajudando. Queria que aprender a dirigir fosse mais simples para mim, mas parece que este é um desafio que terei que enfrentar sozinha. Está difícil completar a baliza e a garagem em cinco minutos - se fossem dez minutos seria o paraíso. Regras são regras para quem está aprendendo a dirigir, embora o que eu vejo não seja o que eu tenho de fazer. Às vezes eu tenho alguns momentos  instantâneos de brilhantismo ao volante, mas a maior parte do tempo eu me sinto desconfortável em meio ao trânsito caótico. Dirigir é uma necessidade, mas também é uma grande responsabilidade com a vida. É como manusear uma arma. Você sabe que se não for cauteloso, alguém pode sair ferido.
Antes das 10h já estava em casa e decidi fazer um bolo salgado. Por causa do fermento errado, minha tentativa culinária não deu muito certo. Enfim... Pela tarde dormi, quando acordei o filme Julie & Julia estava passando na TV e eu o assisti pela segunda vez. Uma página para o meu diário.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Descobri que na vida a gente tem que cantar...

Deixar o vento levar-nos daqui
Tirar as raízes do chão
Sentir os pés flutuarem
Como se fossem algodão


Não há amor e solidão
Não há anéis ou oração
Não há sentindo em assinar
simples contratos para amar


Não há tristeza se você voa
com a melodia do seu coração
Não há vaidade ou incerteza
para quem utiliza a razão


E já não se importar
Livrar-se de todos os medos
E só acreditar
naquilo que é possível (ou não!)
de alcançar...