sexta-feira, 15 de julho de 2011

Asas verdes e azuis, olhos tristes...

Acordei desperta de um sonho ao estilo Alice no país das maravilhas. Estava em uma estrada de terra que ficava ao meio de árvores e flores distintas. Era uma descida. Ao final da estrada, podia-se ver um grande morro se erguendo diante de meus olhos. Caminhava rápido demais. Havia perdido a condução. Estava acompanhada por pessoas que me conheciam, mas que não me recordo... Um pequeno lago de águas cristalinas reservava um quadro digno de animação para crianças. Uma coruja, uma coruja gigante de asas azuis e verdes bebia água ali. Ela estava machucada, quase morrendo. Ao seu lado havia um pequeno pássaro, as duas aves pareciam conversar, planejando algo. Não pude me aproximar dos animais durante o sonho, mas lembro que a coruja morreu e ressuscitou. E quando ela ganhou vida outra vez já não era mais uma coruja, mas uma boneca de pano deformada e costurada. Uma menininha chorava ao ver sua boneca daquele jeito e uma mulher a consolava, dizendo que ambas poderiam costurá-la de novo. 

Alguém bate na janela. O café está pronto. Levanto tonta, pensando no animal maravilhoso que vi diante de mim. Sonho. Abro a janela e o dia lá fora está ensolarado. O Sol está levando embora a umidade do dia anterior. Os pássaros saem de seus ninhos, desfilando vaidosos no ar com suas asas esticadas. Seu canto ecoa ao longe trazendo lembranças daquela terra dos sonhos. O cappuccino esfria enquanto me perco em meus pensamentos, enquanto sonho acordada.