domingo, 31 de julho de 2011

Um caminho para o lar...

Então, quando ela abriu os olhos, viu diante de si um espaço vazio. No começo, estava um pouco insegura, pois duvidava que ali poderia ser o lar perfeito para ela. Na verdade, o lar que ela imaginava desde que era criança nunca se concretizou e ali, dentro daquelas paredes brancas e sobre o chão frio da cerâmica alaranjada, ela tentaria construir o seu próprio mundo doméstico com tudo aquilo que supostamente um lar deveria representar. Os trabalhos começaram há alguns anos e talvez leve mais um ou dois anos para que tudo esteja no lugar certo. Mas, ao entrar em sua pequena casa, ela consegue perceber que aquele ambiente a ajudou a redefinir seu conceito de lar.
Com cinco anos de idade, certo dia ela acordou e, com os olhos semi-abertos, ela enxergou o quarto de criança dos seus sonhos: ao lado de sua cama havia um criado mudo branco com duas gavetas que servia de assento para um lindo urso de dormir que tinha a cor de mel. As paredes eram coloridas com sua cor preferida: o lilás que se confunde com um tom fraco de rosa. Havia brinquedos por toda parte e um tapete macio e aconchegante cobria o chão... A alegria invadiu o pequeno coraçãozinho dela, quis pular da cama e correr para o seu mundinho perfeito... Abriu bem seus olhos e viu tudo desmoronar. As paredes ao redor eram cinzas, a cama em que estava não passava de um mero colchão doado no chão de madeira opaco. Ao olhar para cima, via aranhas de pernas intermináveis passearem pelo teto. Do seu lado, sua mãe dormia e ao lado de sua mãe havia um homem que não era seu pai. Ela tinha muito medo de olhar a cena real. Sua imaginação, construída através das mais belas histórias infantis não conseguia assimilar a nova realidade que se apresentava a ela. Onde estavam os seus brinquedos? Tudo o que tinha eram cópias imperfeitas de sua vida que tentavam assumir um papel principal em sua vida. No entanto, com apenas cinco anos, ela já era capaz de saber quem era e o que queria, embora não tivesse consciência disso.
Quinze anos depois, ela entra em seu quarto e sorri. Observa alegremente aquelas paredes em um tom lilás que lembra o rosa às vezes. Seus livros estão por toda parte - substituindo os velhos brinquedos. Adesivos de parede    refletem a criatividade de seu ser e a vivacidade de cores de sua nova vida. Ela está feliz. Seu espaço, aos poucos, se transforma na casa dos sonhos. O aconchego procurado ao longo de tantos anos está tomando formas reais. Logo, tudo estará pronto para que todos os temperos e sabores comecem a serem testados em sua cozinha, para que diversos filmes sejam vistos de seu sofá azul, para que a cafeteira e o forno elétrico produzam o café e o pão de queijo quentinho que acompanharão uma boa leitura, para que as suas pequenas irmãs a venham visitar, para que receba as pessoas queridas de sua vida e para que, enfim, possa dizer que criou o seu lar.
E sua mãe tinha razão. Aos dez anos, a menina queria que o seu lar fosse constituído de uma casa com um pai e uma mãe e a genitora, irritada, perguntou se ela seria feliz tendo que viver com dificuldades e entre duas pessoas que brigavam a maior parte do tempo. Na época, ela respondeu com um sim indeciso. E hoje ela sabe que foi apenas um desejo infantil de uma menina mimada pela sua própria imaginação. Seu destino foi outro e é outro. Hoje ela sabe disso. Agradece todos os dias a Deus pelo amor e proteção que recebeu de sua outra mãe, que a está ajudando a construir o seu próprio lar e a jamais deixá-la ser influenciada pelo que a maioria faz. 
A menina que imaginou um ursinho de dormir com a cor de mel não deixou de existir. Ela ainda ama a mulher que estava dormindo ao seu lado naquela manhã, mas sabe que a maneira como ambas decidiram viver são como dois rios que percorrem caminhos distintos, embora, um dia, cheguem ao mesmo mar. E, talvez, com seus cabelos brancos interiores, compartilhem o amor que as uniu no princípio. 

A revolta do jardim...

Conversando com as minhas amigas no último dia de nosso intensivo de italiano, aproveitei mais um daqueles momentos de liberdade que venho experimentando ultimamente. Foi tão bom parlare italiano e, durante os intervalos, saborear um lanche maravilhoso naquela pequena padaria do Bom Fim. No nosso último dia de curso não deixamos de repetir o ritual, porém, desta vez, prolongado e recheado de uma conversa feminina cheia de histórias e risadas. Falar só por falar, rir muito e planejar outras oportunidades da mais barata e completa terapia que se pode desejar: um momento entre amigas livres.
Pensando sobre como este momento de liberdade é arrebatador, comecei a refletir sobre uma frase que foi dita por uma gênia neste encontro que mencionei: "Eles adoram brincar, mas quando a novidade acaba, eles partem em busca de um novo brinquedo." Em casa comecei a rir sozinha pensando em como isso é verdade, porque ao enjoarem do objeto eles podem simplesmente dizer que não conseguiram gostar dele. Nossa, e como isso acontece. Eles começam com elogios e dizem o quanto você é especial, escrevem poemas para você e diversos outros tipos de declarações, cartões de aniversário, e-mails maravilhosos, enviam mensagens enigmáticas, seguem você até o inferno se for preciso... Então, quando finalmente você resolve dar uma chance, quando você enfim começa a acreditar nas gentis palavras... Eles somem da sua vida e fazem com que você se sinta culpada ainda por cima. E não importa qual o tipo de relacionamento. Eles sempre decepcionam. Pai, irmão, primo, amigo ou namorado. Eles, sob o disfarce de imaturidade, propositalmente deixam você na mão quando você está acostumada com eles. Simplesmente é impossível confiar neles. Depois de 20 anos de fracasso com relacionamentos com o gênero oposto, estou trabalhando em um filtro da verdade. É simples. Basta desconfiar de qualquer atitude "gratuita" vinda de algum homem. NÃO CAIA NESSA! Alguma coisa ele está querendo. Um dos maiores casos de decepção masculina é o do meu próprio genitor. Ultimamente, se ele aparece por aqui não significa que ele está com saudades de sua filha ou de sua própria mãe. E eles, apesar das diferenças, são todos iguais. Querem receber muito em troca de pouco. Tendo sua vontade contrariada, eles culpam quem? Mulheres, vocês já sabem a resposta.
Pela primeira vez em minha vida, estou livre de qualquer sentimento pelo sexo oposto. Não nutro mais esperanças por nenhum deles mais. Sim, continuo heterossexual, mas estou me sentindo muito bem ao tomar a atitude de não acreditar mais nos homens, pois assim não sofro mais com suas figuras falsas. Não se apaixonem por mim, porque eu não mais me apaixonarei por vocês. Esta é uma decisão extremamente momentânea, sei disso, mas estou feliz demais cuidando do meu jardim. São tantos afazeres, planos e mudanças que esta minha decisão se tornou uma janela por onde entra um ar fresco e puro, que renova o ambiente, deixando um leve perfume de flor.
As mulheres da minha vida estão sempre ao meu lado e fazem de tudo para que eu me sinta bem. Elas são sinceras. Elas me escutam. Elas têm o que dizer. Elas têm conteúdo, são criativas e são melhores ainda quando não estão sob a sombra de uma figura masculina que faz com que todas as suas cores brilhantes se esvaeçam. Em minhas percepções de mundo, vejo o quanto as mulheres que estão livres de influências masculinas obtêm sucesso naquilo que eu julgo como ideal: o sucesso intelectual e profissional. Sou contra o casamento. Quero experimentar o mundo e fazer parte dele - não quero me prender a um contrato social. Abomino a reprodução da espécie. Minha linha de vida é outra.
Romance só dá certo nos livros, nos palcos e no cinema. A arte é sempre bela de ser apreciada. Mas o que acontece entre seres humanos que dividem a mesma casa está longe de ser considerado arte. A vida a dois parece mais um campo de batalha em que interesses diversos se conflituam o tempo inteiro. Ou então, um acaba cedendo suas vontades devido à pressão do/a outro/a e se torna um cônjuge amargurado/a - ou que tem vontade de fugir a toda hora e ser livre. Mas digo que essa vontade é falsa, pois quem desde cedo não consegue ficar só jamais experimentou o que é ser livre de verdade.
Admiro quem tem a coragem de investir em relacionamentos hoje em dia. As coisas estão tão efêmeras. O casamento parece a maior loucura do século. Não dá para confiar mais. Acabou o conto de fadas. A igreja se tornou o palco dos horrores. As pessoas dizem que amam a todo momento sem de fato amar. O que mais se vê é textinho romântico por aí com declarações infundadas. AME-SE e pare de iludir o próximo. 
O nascimento de asas é um processo lento e dificultoso. Só com quase 20 anos é que as minhas começaram a nascer. Decidi voar sozinha nesta vida. E foi só quando meu coração ficou livre de qualquer sentimento é que comecei a ver com outros olhos o mundo de oportunidades oferecidas para aqueles que permitem que suas asas cresçam. Não é tão simples se livrar dos velhos fantasmas, mas depois que você se acostuma a estar só, você não quer mais saber de dividir o seu espaço com ninguém. Além do mais, acredito que quem tem bons livros por perto e amigos sinceros jamais estará alone in the dark.
Nem sei quantas linhas deu este texto. Sei que são ideias insanas, mas eu já me acostumei com aquele rótulo de aberração que a sociedade dita normal me presenteou. E este texto é uma revolta específica, não genérica. Mas preferi escrever neste tom para homenagear uma amiga minha que, com certeza, já se decepcionou muito mais do que eu com a espécie masculina. Também dedico este texto para todas as meninas e mulheres que tiveram esperança e tudo o que acumularam foi descrédito. Um último conselho: sempre desconfie e não confie na sua intuição porque, geralmente, ela está tentando enganá-la em prol da reprodução da espécie. Raciocine. A razão é o que faz você ouvir as batidas do seu próprio coração e perceber que ele só quer ser livre parar amar e se entregar ao amor à vida.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Crianças crescem...

A melhor coisa em ser adulta é o novo olhar que se adquire sobre o mundo e sobre as pessoas ao seu redor. Quando criança e adolescente, costumava fantasiar que eles poderiam mudar e me amar ou, ao menos, se importar. Mas hoje vejo que as pessoas são o que são. Elas não são especiais porque você quer que elas sejam. Elas são aquilo ali mesmo. São limitadas. Não saem do seu pequeno universo e acham que são o centro de tudo. As crianças crescem e logo descobrem que o mundo não é feito do material que eles usaram para construir os muros que os impedem de ver a luz do sol. As crianças, quando têm vontade, se libertam arrancando as correntes que as prendiam e dão o grito mais alto que um dia já se foi ouvido. Ali, elas têm uma opção. Podem aprender a viver no novo mundo ou, assustadas, podem voltar correndo para a escuridão. Cabe somente a elas essa decisão. Um dia todas as crianças farão essa escolha e, talvez, condenarão o passado. Quem não gira acompanhado dos movimentos terrestres já deve estar atrasado, mas sempre é tempo de mudança. Quando verem a nova criança, provavelmente, eles irão se assustar com o NOVO. Tudo o que é diferente eles condenam. Mas, crianças, lembrem-se: vocês têm opção. O mundo é de vocês e, por favor, não inutilizem suas vidas repetindo as ações do passado. Eles não sabem de nada e os fizeram para o mundo, façam com que eles entendam isso de uma vez por todas e mostrem a eles o quanto são diferentes. Vocês são assim porque fazem parte de uma nova geração e esta é a explicação. Eles é quem têm que compreender isso e dar o apoio que cabe a eles. Crianças, cresçam, mas não tornem suas vidas mera repetição. Questionem - SEMPRE. Reflitam a todo o momento. Criem o mundo ao qual vocês desejam pertencer.

Um abraço, 
uma criança que cresceu.

Sette stelle...


A
leitura orientada inspirou.

A linguística ultrapassou os limites dos conceitos básicos.

A língua inglesa continua sendo minha grande paixão.

A literatura brasileira surpreendeu.

A psicologia da educação nem Freud explica.

A educação de jovens e adultos é uma modalidade que deve ganhar mais atenção.

A pesquisa em educação completou a última grande obra do semestre.


- Mãe, dedico a você minhas sete estrelas.

La bambina...

É preocupante. Sei que é. Não poder parar de pensar por um simples segundo. A incapacidade de ficar quieta e apreciar um momento de ócio já não é mais plausível. A mente trabalha. Insana. Condena todo o tempo perdido. Dentro de articulações neuronais, há alguém que grita ali, lá, aqui, do outro lado, em frente, atrás, acima, em baixo... A menina não para. Se escuta uma voz, a imagem do dono da voz se materializa em sua mente e logo ela começa a criar um perfil condizente àquela voz. Escuta passos e já imagina de quem eles o são. Dois peixes se movimentam em um aquário sujo e ela logo cria o contexto perfeito para uma história de horror. Se pássaros cantam é a primavera a dona da vez. A lua... Lua! Saia já do céu antes que ela a transforme em poema. Narcisa, Narcisa, Narcisa... O que mais ocupa a sua mente? Livros! Livros! Livros! E o espelho que reflete a exatidão de sua aparência física... Quando balança seu cabelo, a alma voa solta e dá giros no ar. Silêncio. As palavras saltam. Imprecisão. Desespero. A menina que rouba livros e que por eles é apaixonada descobre-se. Aceita o destino que um dia conheceu, mas mal sabia ela que aquilo seria tudo pelo qual valeria a pena lutar. Ama. Chora. Decepciona-se. Cresce. Aprende. A menina é assim. Sabe que a vida comum não lhe pertence, pois tem certeza absoluta que jamais se contentaria com a paz doméstica. Isso seria seu pior pesadelo. A menina gosta de movimento. Gosta de correr. Mudar. Quer conhecer o mundo, pois a ele ela pertence. Nasceu com o mundo dentro de si, com a vontade de servir a ela mesma. Tem sede por saber. Tem amor pelo amor, mas prefere a liberdade e ser solidária com as causas perdidas do que se entregar às correntes que prendem os pequenos mortais que contribuem para o aumento da mão-de-obra barata do planeta. Uma risada ela ouve e já sabe que é de alguém que busca agradar na vã tentativa de ser adorada. Sente pena. Continua a leitura. As teclas não descansam. O braço direito até dói, mas ela está ali. Quer mais. É mais. O tempo já não a incomoda. Tudo o que ela quer é um palco em que possa brilhar. Canções um dia serão ouvidas, mas tenha calma... O mundo é pequeno e você, querida, é até grande demais para ele.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Filosofia...

E ela entrou na sala. Linda como sempre. A maquiagem só ressaltava a beleza de seus traços. Quem a via pela primeira vez, jamais dizia que faltava tão pouco para ela completar 30 anos. Vestida com uma elegante roupa preta, o espaço naquela sala se tornava pequeno quando ela estava ali. Todos a admiravam. Os adolescentes, os jovens adultos, os adultos e também os idosos. Não, ela não era mãe - tampouco era casada. Era livre. Sua alma conhecia o mundo e o mundo estava impresso nela. Quando ela começava a falar, todos prestavam muita atenção, como se o que ela dissesse fosse uma preciosidade a ser guardada com muito cuidado. Era alta e esbelta e tinha um olhar penetrante. Conseguia tudo o que queria - não simplesmente por ser bonita, mas por ser dotada de uma inteligência incomparável. Seus cabelos eram perfeitos e revelavam o charme que os livros haviam compartilhado por tantos anos. 
Prestes a ganhar seu tão merecido título de doutora, Sophia acordou. Olhou-se no espelho, as espinhas ainda estavam em seu rosto, o dever de casa ainda estava em sua escrivaninha - por fazer -, a pilha interminável de clássicos da literatura ainda a esperava, as transcrições fonéticas ainda eram um enigma, a pronúncia perfeita ainda era o grande desafio a ser alcançado, a autoescola não havia acabado e seu quarto ainda era rosa. Do alto da estante, Sophia observou suas Barbies empoeiradas. Recém saída da infância, estava vivendo a plenitude de sua vida em seu primeiro semestre de faculdade. A escola havia sido um terror, algo como a Idade Média. Finalmente ela havia alcançado o Iluminismo. E agora o caminho era um misto de cultivo e colheita. As pessoas, para ela, continuavam a ser um grande quebra-cabeça que ela havia perdido a vontade de decifrar. Decidiu tomar um banho e refrescar as ideias.
Quem era aquela do sonho? Será que era ela? Será que realmente ela seria assim se percorresse o caminho que estava trilhando? Duvidava que um dia pudesse vir a ser tão bonita, mas jamais menosprezou sua capacidade intelectual, pois sabia o quanto poderia alcançar se fosse dedicada ao seu propósito. Estudar para ela sempre havia sido a ponte até seus sonhos. O barulho da água caindo era reconfortante. Enquanto pensava, Sophia acordou. O sol iluminava o quarto de seu novo apartamento. Olhou-se no espelho, mesmo recém desperta, ela estava linda. Sorriu para si mesma e foi até a cozinha preparar seu café: suco natural de maracujá e um pão integral com queijo suíço. Pensou rapidamente sobre o sonho que tivera, era estranho, agora, olhar para trás e lembrar daquela menina insegura. Sua vida estava completa. Acabou o sanduíche e percebeu que havia tempo de sobra para terminar de ler o oitavo livro da semana até o voo para Roma. Sentiu uma felicidade fora do comum, olhou-se no espelho e sorriu outra vez.

Junie Nunes de Souza.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Asas verdes e azuis, olhos tristes...

Acordei desperta de um sonho ao estilo Alice no país das maravilhas. Estava em uma estrada de terra que ficava ao meio de árvores e flores distintas. Era uma descida. Ao final da estrada, podia-se ver um grande morro se erguendo diante de meus olhos. Caminhava rápido demais. Havia perdido a condução. Estava acompanhada por pessoas que me conheciam, mas que não me recordo... Um pequeno lago de águas cristalinas reservava um quadro digno de animação para crianças. Uma coruja, uma coruja gigante de asas azuis e verdes bebia água ali. Ela estava machucada, quase morrendo. Ao seu lado havia um pequeno pássaro, as duas aves pareciam conversar, planejando algo. Não pude me aproximar dos animais durante o sonho, mas lembro que a coruja morreu e ressuscitou. E quando ela ganhou vida outra vez já não era mais uma coruja, mas uma boneca de pano deformada e costurada. Uma menininha chorava ao ver sua boneca daquele jeito e uma mulher a consolava, dizendo que ambas poderiam costurá-la de novo. 

Alguém bate na janela. O café está pronto. Levanto tonta, pensando no animal maravilhoso que vi diante de mim. Sonho. Abro a janela e o dia lá fora está ensolarado. O Sol está levando embora a umidade do dia anterior. Os pássaros saem de seus ninhos, desfilando vaidosos no ar com suas asas esticadas. Seu canto ecoa ao longe trazendo lembranças daquela terra dos sonhos. O cappuccino esfria enquanto me perco em meus pensamentos, enquanto sonho acordada.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Allora...

Bene, nessas férias de inverno decidi viajar para a Itália. No, non de aereo, ma com um libro e com um dizionario di  italiano per brasiliani em mãos todas as tardes de autobus all'ACIRS. Aprender uma nova língua é um desafio, ainda mais quando você já não está no período sensível de aquisição da linguagem. Sono brasiliana e parlo portoghese e inglese, às vezes isso ajuda bastante no aprendizado da língua e, considerando que sou gaúcha e que a influência da língua espanhola na região faz com que nós tenhamos um pouquinho mais de facilidade para aprender espanhol, algumas parole se tornam parecidas com a nossa língua, com algumas regrinhas do latim (que tive a oportunidade de estudar um pouquinho semestre passado na faculdade), lembram bastante o spagnolo e anche o inglese. Diante desta mistura toda, estou aprendendo minha terceira língua. Sono molto feliz! A Itália é um país lindo que quero conhecer, pois eu me encanto com a cultura e as paisagens belíssimas daquela península em forma de bota. Sem mencionar a culinária italiana que, na minha opinião, é a melhor!

Arrivederci, ragazzi!
Piemonte

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ciao...

E, às vezes, é difícil deixar de ser quem lá no fundo eles esperam que você seja. Jamais aceitarei o fato de que tenho que ser normal como eles porque é isso o que eles e todos em volta determinaram como o padrão a ser seguido. Não, não. Os mortos não ditarão a vida desta jovem borboleta que só quer abrir as asas e voar. Aceito suas caras de desacordo como um estímulo a sair do casulo e visitar todas as flores que eu quiser conhecer - sejam elas tulipas, orquídeas ou girassóis. Sim, eu estudo. Gosto de estudar. Estudo muito pouco perto do que eu gostaria de ser capaz de estudar. Preciso melhorar para poder ser no futuro aquela criatura colorida de asas gigantes que é capaz de voar velozmente, atravessando oceanos e espalhando cores vivas pelo ar.

domingo, 10 de julho de 2011

Viver ou sonhar...

"Você diz que não precisa
Viver sonhando tanto...

Diz que não precisa,
A cada vez que canto,
Uma canção a mais...

Mas tem que ser assim
Pra ser de coração...
Não diga 'não precisa'...

Eu já sonhei com a vida,
Agora vivo um sonho...
Mas, viver ou sonhar, tanto faz...

Não diga 'não precisa',
Eu digo que é preciso..."





* Paula Fernandes.

sábado, 9 de julho de 2011

Viajante...


"Minha alma viajante, coração independente...
Tão longe do chão...
Nas asas do sonho rumo ao seu coração..."

* Paula Fernandes.

Decisão...



"Cansei de mentir pra mim
E decidi o que fazer
Agora vou dizer que sim

Vou voando, deslizando ao vento
Sem saber aonde chegar

Vou abrir os olhos, perder o medo
Deixo o sonho me levar
Vou dizer pro mundo inteiro agora
Que cansei de me enganar

Não vou desistir
Vou soltar a voz
Vou até o fim"




* Frases de uma música que a Paula Fernandes canta.

Porque é verdade...

"E se eu disser que não há sombras, mas aprendizado?"

Far away from the cold night air...

"O silêncio dessas horas frias são palavras que não sei dizer..."

Meu eu em você...



"Eu sou o brilho dos seus olhos ao me olhar
Sou o seu sorriso ao ganhar um beijo meu
Eu sou seu corpo inteiro a se arrepiar
Quando em meus braços você se acolheu

Eu sou o seu segredo mais oculto
Seu desejo mais profundo, seu querer
Sua fome de prazer, sem disfarçar
Sou a fonte de alegria... Sou o seu sonhar

Eu sou a sua sombra, eu sou seu guia
Sou o seu luar em plena luz do dia
Sou sua pele, proteção... Sou seu calor
Eu sou seu cheiro a perfumar o nosso amor

Eu sou sua saudade reprimida
Sou seu sangrar ao ver minha partida
Sou seu peito a apelar, gritar de dor
Ao se ver ainda mais distante do meu amor

Sou seu ego, sua alma
Sou seu céu, o seu inferno... A sua calma
Eu sou seu tudo... Sou seu nada
Sou apenas sua amada...
Eu sou seu mundo, sou seu poder
Sou sua vida... Sou meu eu em você."



* Música que a Paula Fernandes canta.

I live the dream...


"Eu já sonhei com a vida, agora vivo um sonho..."

Some people...

Quero que tu estejas lá, sentado na primeira fila, quando as cortinas se abrirem... Quando a canção se fizer ouvir, quero que saibas que também é pra ti.

Queremos...

...FÉRIAS!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Letras


E é assim que eu me sinto em relação ao curso de Letras na UFRGS...




segunda-feira, 4 de julho de 2011

A new ballad to sing...

Once a upon a time a little girl
Who used to dream
With her perfect world
With her perfect life
With her perfect dreams
Though she knows life isn't that fair
Though she knows that she's not prepared
Though she knows there isn't true love in the arms of her angel
Her angel isn't real, she cannot feel his arms
He's so cold
Once a upon time a new start
Welcome to my life, dear firefly
Make me feel alive
Let my star be brightly
Teach me how to fly
Take care of my injured wings
Put all the pieces of my heart  together again
And don't say goodbye

A alma permanece...


"Podem as correntes da vida nos enclausurar. No entanto, a alma permanecerá dentro de cada um, proporcionando a incrível capacidade de sonhar."

Alexandre Martins

Paz...

Eu quero a sua paz...

A paz de você que recolhe os pedacinhos do meu coração e me faz sorrir!

domingo, 3 de julho de 2011

Dom Quixote inspira...




DOM QUIXOTE
Engenheiros do Hawaii


Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos, mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra
Vaidades que a terra um dia há de comer
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário
Muito prazer, me chamam de otário
Por amor às causas perdidas
Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas
Tudo bem... Até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Muito prazer... Ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas


Quero correr atrás das borboletas...

Acaba logo, semestre, pois quero correr atrás das borboletas e aprender a voar livremente como elas...

Final de semestre...

Procrastinou bastante?
SIM!
Tem trabalhos atrasados para fazer?
SIM!
Então, minha filha, começa a rezar...

Cérebro, não dá para eu transformá-lo em um banco de dados virtual com acesso através de pesquisa Google??? Porque está difícil tirar toda essa abstração aqui de dentro e transformar em conhecimento escrito!!!

sábado, 2 de julho de 2011

They are motionless...

Where I live I cannot see people like me. I do not have friends here. Sometimes I walk alone by the streets that I am used to, but I do not have the feeling that I belong to this place. Actually, this is not where I belong. I know that because each face around me cannot show me that they are like me. I see poor faces and poor dreams, I see people motionless like trees. Sometimes I get lost in this forest of broken wings because I am learning how to fly and I am afraid to try and have my wings crumpled like a sheet of paper. I am sorry for all those faces that carry closed windows instead of eyes, but it is not their fault. Something in this world made them be who they are, something that  I cannot think of, something that must be avoid. The only way to survive is to dream. Each human being has a destiny: when you enter in the right river, it will lead you where you belong. I hope I go sailing the right river in this life on Earth.

@Junie_NdeS

Quando gotas caem...


Porto Alegre sob um dia chuvoso é outra Porto Alegre... Não diria jamais que sob estas condições ela apenas se transforma em Porto Triste, não associo o tempo nublado à tristeza. Ao contrário de muitos, contemplo dias assim, pois a eles associo a saudade... Aquele sentimento que nos faz ter a certeza de que amamos algo ou alguém que não nos faz mais diária companhia, alguém que já se foi, alguém que está longe demais, alguém que morreu em vida, alguém que bravamente luta para continuar vivendo... Alguém que já importou e que agora, talvez, já não importe mais. Porto Alegre jamais Triste, mas Nostálgica, que abre espaço para navegações de amor, dor e esperança.


Junie Nunes de Souza

* Escrevi este texto em uma viagem de ônibus em um dia chuvoso pela capital.

A flor e o beija-flor...


Seria tão fácil amá-lo, não seria? Afinal, ele está ali... Desesperado por sua atenção. Mas a flor é um botão. Não está pronta para o beija-flor, nem para as borboletas. A flor é jovem e inexperiente. Não sabe que o beija-flor é   o mais amável dos pássaros, tampouco sabe que sua beleza de cores e a delicadeza com que se movimenta são sopros de vida primaveris que a fariam ser a flor mais especial de todos os  jardins. A bela flor tem medo de se abrir e revelar os seus segredos. Reclusa, desconhece a própria natureza e nem desconfia que foi feita para amar e a vida se entregar.

@Junie_NdeS

Take care of your flower...



If you have a flower in your hands, hold it with care. Do not let her to feel unprotected because she can die in despair. If you conquer the love of a flower, think you are the luckiest person on Earth. Flowers have an unique perfume that will enchant your life forever. Never let your flower alone: once she is yours, she will not be able to live without feeling the warm of your touch. Could you love a flower? If your hands are nice and warm, you can try to look for a flower that will turn your life into an eternal spring.

@Junie_NdeS

Mais, eu quero e espero muito mais...

Eu deveria ter escrito mais sobre os meus sentimentos e sobre mim mesma, sem ter vergonha do que iriam dizer ou pensar sobre mim. Só escrevendo consigo ver meu reflexo no espelho e entender quem é aquela que olha de volta pra mim, que às vezes sorri e que às vezes chora.

Ser letrista...

Às vezes é importante lembrar... Não estudo Letras apenas para conhecer o que os outros escreveram, pois também sei escrever e também tenho o que dizer. Mesmo que diga apenas para mim mesma - ainda assim será algo único, criativo e bom.

Vidros...



Sei que pareço uma boneca de vidro e, muitas vezes, é assim que realmente me sinto. Não vivi o suficiente para saber como lidar com alguém tão diferente de mim, mas, no entanto, sinto uma curiosidade enorme, uma vontade louca que me causa angústia... Angústia por não saber mais sobre você, por não conseguir ler seus pensamentos... Queria entender qual é a razão de tantos cuidados que você tem comigo, queria que fosse sincero... Queria que não me dissesse palavras que se perdem ao vento e levam embora a credibilidade de seus sentimentos, pois você se contradiz em seus movimentos. Por que me olhas tentando decifrar-me ou encontrar em mim mais do que sou? Não escondo o que eu sinto, você sabe que pode ler o que quiser através de meus olhos... Sou transparente como o vidro e tão delicada quanto, trinco facilmente. Você não pode querer que eu seja quem não sou; tampouco permitirei que me iluda com suas boas intenções. Se é você que não consegue se decidir, não continue me magoando ao ir correndo achar nos braços de outra a liberdade que você não tem comigo. Se é nela que a sua luz está, não me procure mais e tenha coragem para dizer o que sente e ser mais do  que alguém que tem medo de amar.

Sobre dizer adeus a você...

Bastou ver aquela foto para tudo se tornar vivo outra vez... Não que eu tenha esperança, isso eu já não tenho há muito tempo, mas fico me perguntando se ainda o amo... Talvez eu nunca deixe de amá-lo. Você foi algo intenso em minha imaginação. Para mim, você era real. No entanto, tudo não passava de delírios de uma jovem adolescente, mas é verdade aquilo que dizem: a gente nunca esquece nosso primeiro amor. Agora parece tão normal escrever sobre isso. Agora é tão fácil fechar os olhos e dizer adeus a sua lembrança.

Sobre mudanças...

Não é só a língua que muda com o tempo. A vida muda... E ela muda demais. Nossos amigos mudam, porque escolhemos caminhos que não se encontram e, nesses desencontros, surgem novos amigos que vão preenchendo a falta dos antigos. Não é que eles deixem de ser amigos, mas é que a distância enfraquece o vínculo que uma vez se teve e a sua vida segue, muda, se movimenta velozmente... Mas quando olho pra trás vejo boas lembranças, porque tudo o que não foi bom eu já esqueci. É fácil olhar em seus olhos agora, é fácil perdoar, porque hoje tenho uma nova vida com momentos e pessoas que preenchem o vazio que foi deixado no passado.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Menina de asas...

"Que menina levada, anda de nuvem em nuvem, parece perdida. Quando acha o lugar para descansar, logo vê uma borboleta e voa ao encontro dela. Menina de asas, abra o coração! Voa…voa… parece sem direção. Todos pensam que essa menina vive na plena solidão, atirada nos livros com as asas cortadas no chão. 
Muito se enganam, agora mais do que nunca a menina sabe onde pousar, ela achou uma flor para descansar. Só não quer ficar presa, quer circular de nuvem em nuvem e poder naquela flor aprender a amar."

Alexandre Martins

* Apaixone-se pela amada literatura: http://alefmartins.tumblr.com/


The Virgo Cluster...

"Feliz é aquele que é amado por um virginiano, o mais fiel e terno dos amantes..."


The Virgo Cluster of Galaxies