domingo, 27 de fevereiro de 2011

Sobre a intensidade de certas palavras...

Que cada um tem o direito de exprimir sua opinião é verdade, mas é realmente necessário ser sempre o desagradável da vez? É tão importante assim mostrar ao mundo que você é um rebelde implacável que nada sempre contra a maré? 

Fico imaginando o que esse tipo de gente deixa para o coletivo... Palavras amargas? Facadas em corações ansiosos por apenas um olhar de compreensão ou um sorriso generoso?
Ainda não consigo me acostumar com sentimentos ruins - por mais que saibamos que coisas péssimas ocorram o tempo inteiro, eu não consigo me acostumar com tamanha falta de respeito, educação e consideração pelos sentimentos alheios. 

Recuso-me a ter em minha companhia pessoas desagradáveis. Sou careta? NOSSA! Vocês (que não me conhecem) nem imaginam o quanto eu sou careta. Procuro amigos que exprimam sentimentos bons, generosos, educativos, respeitosos... Graças a Deus, tenho muitos assim. Às vezes somos bombardeados por pessoas que só se importam com a vontade própria, que não respeitam a opinião da maioria e partem para a agressividade total. 

As palavras também podem ser consideradas uma forma de violência. Na escola, vemos muito isso. As crianças se machucam o tempo inteiro ao usar adjetivos nada amigáveis uns contra os outros. Infelizmente, tais crianças que se armam com a palavra agressora crescem. Elas crescem e aumentam a intensidade de sua raiva contra as pessoas e o mundo que não são como elas desejam.

O que fazer, bom amigo, diante de tais circunstâncias? Jamais responda a uma agressão de uma pessoa assim. O melhor que você tem a fazer é ignorar, excluir, deletar... Despoluir-se! Peça a Deus iluminação a essas pessoas - quem sabe assim um pequeno sopro de consideração ao próximo possa recair sobre os sentimentos amargurados delas? 

O mundo não é rosa pink, mas também não precisa ser preto o tempo inteiro. Encontro nesta vida milhares de razões para não acreditar que o mundo possa vir a ser um lugar melhor, porém, sem a fé nas pessoas boas que existem não há razão alguma para estar aqui.

Junie Nunes de Souza