quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O início de algo sem fim...

PRÓLOGO

“Conhece-te a ti mesmo.” Sócrates. Um cara legal – deve ter sido. Pena que foi sentenciado à morte – assim como muitos outros gênios da nossa história que sabiam exatamente quem eram (ou não!) e não se deixavam influenciar pelo pensamento medíocre de suas épocas. Criavam. Amavam. Viviam a sua genialidade ao extremo, mesmo que isso os enlouquecesse ou os levasse à morte.

Quantas pessoas realmente sabem quem são? Quantas pessoas se dão conta de que isso é importante? Você recebe um nome ao nascer e se acostuma com ele. Você nasce em um corpo e o vê mudando através dos anos. Você é inserido em uma família – goste ou não. Você usa determinado tipo de roupas – influenciado ou não pela moda vigente. Você age de determinada maneira quando está no meio de muitas pessoas, pois foi assim que ensinaram você a agir... Mas quem? Quem é você no meio de todos esses fatores externos que o motivam, influenciam ou o obrigam a parecer dessa maneira que você representa todos os dias no grande palco da vida?

Às vezes, tenho a impressão de já não saber mais se estou vivendo para os outros ou por mim. Claro, você pode dizer que isso é problema de quem precisa de um psicólogo. Geralmente, as pessoas vivem. Apenas vivem. Ninguém fica refletindo sobre o motivo que as leva a ser como elas são. De repente, elas nem sabem quem são. Só sabem que precisam se enturmar, trabalhar e se divertir sempre que possível – porque, afinal, a vida é curta.

Claro que tudo o que vou escrever a partir de agora é, provavelmente, um resultado de todas as influências que sofri e que, certamente, não serei realmente EU a escrever, mas a ideia é tentar descobrir quem sou. Finalmente, vou usar o meu diário como um diário – um espaço terapêutico? Ideia de minha mãe. Não exatamente dela – de uma influência externa... Minha mãe é uma ótima psicóloga. Se ela não fosse professora, cientista social e política, ela poderia ser uma excelente psicóloga.

Vou descrever minhas desventuras em série para fazer com que este espaço se transforme em um espelho que me mostre quem eu sou de verdade. Espero realmente encontrar no meio de tantas influências a essência de quem sou para poder, enfim, crescer e me libertar de tantos medos. Acho que isso será difícil, mas escrever sempre foi a saída para mim. Então, já é hora de saber quem eu sou e visualizar o caminho que o meu EU verdadeiro deseja trilhar.