sábado, 31 de dezembro de 2011

CAMP HALF-BLOOD T-SHIRT

Hello, demigods!


Ontem acordei pensando em colocar em prática meus dons criativos e, como todo início de férias é sinônimo de Rick Riordan, resolvi decorar uma camiseta ao estilo Acampamento Meio-Sangue - em homenagem à série de livros do autor: "Percy Jackson e os Olimpianos" e "Os Heróis do Olimpo".

Abaixo, algumas imagens do processo de criação...

* Neste blog, vocês podem encontrar inspiração: goodness (recycled and otherwise) - http://goodnessrecycled.blogspot.com/2010/03/how-to-make-camp-half-blood-tshirt.html.



1) Primeiro, encontre via Google a arte para a sua camiseta:

2) Compre a camiseta! Esta é um modelo feminino, custou R$ 8,90:

3) Compre tinta preta para tecido, arrume tesouras, pincéis, estilete, papel contact e uma base de papelão para colocar entre a parte de frente e a parte de trás da camiseta para que a tinta não ultrapasse os dois lados:

4) Imprima a arte e recorte a parte preta, deixando as formas vazadas:



5) Espere a tinta secar e aproveite a sua camiseta do mundo mágico da literatura feita em casa! Clique nas imagens para ver a minha em tamanho maior. Estou louca para usá-la e me sentir um pouquinho semi-deusa também!



 


Um grande abraço a todos e FELIZ ANO NOVO!

Magic stars,
Junie.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O herói perdido...

"(...) a beleza é encontrar o que melhor nos serve, o que é mais natural em nós. Para ser perfeita, você precisa sentir-se perfeita consigo mesma... Evite tentar ser algo que não é. (...)" - Afrodite

"(...) Devemos começar pelo começo, ele disse a si mesmo. Hoje, a tarefa é sobreviver. Pensar no destino era algo  que deixaria para mais tarde. (...)" - Leo

O herói perdido, Rick Riordan.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Babbling bumbling band of baboons!

Professor McGonagallThe house of Godric Gryffindor has commanded the respect of the wizarding world for nearly ten centuries. I will not have you, in one night, besmirching that name by behaving like a babbling bumbling band of baboons!



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

B U T T E R B E E R


Minha irmã e eu decidimos encarar um desafio mágico neste Natal: preparar a famosa cerveja amanteigada do universo de Harry Potter! Abaixo, dois exemplos de receitas que encontramos.


BUTTERBEER

Start to finish: 1 hour (10 minutes active)
Servings: 4
1 cup light or dark brown sugar
2 tablespoons water
6 tablespoon butter
1/2 teaspoon salt
1/2 teaspoon cider vinegar
3/4 cup heavy cream, divided
1/2 teaspoon rum extract
Four 12-ounce bottles cream soda

In a small saucepan over medium, combine the brown sugar and water. Bring to a gentle boil and cook, stirring often, until the mixture reads 240 F on a candy thermometer.
Stir in the butter, salt, vinegar and 1/4 heavy cream. Set aside to cool to room temperature.
Once the mixture has cooled, stir in the rum extract.
In a medium bowl, combine 2 tablespoons of the brown sugar mixture and the remaining 1/2 cup of heavy cream. Use an electric mixer to beat until just thickened, but not completely whipped, about 2 to 3 minutes.

To serve, divide the brown sugar mixture between 4 tall glasses (about 1/4 cup for each glass). Add 1/4 cup of cream soda to each glass, then stir to combine. Fill each glass nearly to the top with additional cream soda, then spoon the whipped topping over each.

Cerveja Amanteigada

Ingredientes:

1 bola de sorvete creme derretido
1/2 colher (chá) de manteiga
1 colher (sopa) de açúcar mascavo
1 pitada de canela
1 pitada de noz moscada
1 pitada de cravo em pó
200 ml de cidra de maçã ou pêssego (você pode usar cidra sem álcool para a criançada)

Dica 1: a Hermione prefere a Cerveja Amanteigada dela com uma pitada de gengibre, conforme uma cena de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, o que deixa o sabor levemente mais picante.

Como fazer:

Acrescente a manteiga, o açúcar e os temperos ao sorvete e retorne ao congelador. Espere congelar novamente. Leve a cidra ao fogo brando, em uma panela ou caneca, por 2 a 3 minutos. Encha a caneca ou cálice com uma colherada do sorvete temperado. Derrame dentro a cidra aquecida, que vai espumar.

Dica 2: se usar um recipiente de vidro, você vai poder ver melhor a cor da bebida.

Dica 3: a espuma derrete em pouco tempo.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Reflexão de ônibus...

Através do vidro eu via a chuva caindo lá fora. Deveria ter ouvido minha mãe. Não, não levei o guarda-chuva. Pequena esperança de alguém que esperava por um dia de sol. Fazer o quê? No assento em frente ao meu, havia um senhor lendo um jornal. Estiquei os meus olhos para espiar a notícia e só o que vi foram fotos de mulheres de biquíni. Comecei a refletir sobre como as pessoas são enganadas facilmente pela propaganda pretensiosa. As mulheres que eu vejo na vida real não são aquelas que estão impressas em jornais e revistas ou que aparecem nas telas de aparelhos de televisão ou computadores. As mulheres que encontro todos os dias nas ruas, nos quatro ônibus que pego por dia, nos corredores da minha universidade e em outros caminhos que percorro são mulheres de carne e osso e muitos defeitos. As mulheres que eu vejo são mulheres baixinhas, com cabelos rebeldes, que não sabem sorrir, que sorriem demais, que têm pouco estilo, que são gordinhas, que são magrinhas, que são pequenas, que aparentam ser adolescentes, que parecem ter muito mais do que a idade que têm, que têm gordurinhas espalhadas aqui e ali, que têm espinhas, que têm celulites (e que não têm vergonha de as mostrar através daquelas calças de suplex dois números menor que o ideal), que são altas demais, que são sem jeito, que são tímidas, que têm medo, que têm sonhos, que são românticas, que são pegadoras, que querem compromisso, que querem curtição, que querem conquistar, que querem se apaixonar, que querem dirigir, que querem trabalhar, que querem estudar, que querem ficar em casa, ver novela da Globo e não levantar a bunda do sofá, são mulheres que querem ser rainhas, outras querem ser como os homens, umas amam outras mulheres, outras endeusam homens que só as tratam mal, outras encontram suas almas gêmeas nos lugares menos esperados, outras são meninas que ainda não sabem como serem mulheres, mas todas essas mulheres são reais. Essas mulheres estão disponíveis para serem amadas, admiradas e valorizadas. Não são mulheres de papel ou digitais. Não são objetos para homens sedentários e descontentes utilizarem como papel de parede de seus desktops. Essas mulheres são, muitas vezes, difíceis de compreender, porque elas não são as heroínas dos romances de Hollywood, elas são as heroínas da vida real: que precisam tomar banho, escovar os dentes, depilar as pernas, as axilas, o buço e as sobrancelhas, se maquiar, passar desodorante, subir em saltos desconfortáveis, vestir roupas apertadas, ouvir piadinhas de animais desocupados, que trabalham o dia inteiro e mal têm tempo de serem a mãe que gostariam de ser ou ser a namorada ou esposa ideal... Essas mulheres heroínas da vida real aprendem desde cedo que são mulheres e que, portanto, estão em desvantagem em relação aos homens porque tudo o que elas fizerem será julgado: se quiserem beijar alguém, se quiserem transar com alguém, se quiserem trabalhar 12 horas por dia ou se quiserem apenas cuidar da casa, se quiserem vestir uma roupa curta, se quiserem se vestir como freiras, se quiserem estudar, se quiserem vadiar, se quiserem sonhar, se quiserem fantasiar, se quiserem ser boas ou más... Não importa. Elas sempre serão avaliadas por suas escolhas, atitudes, jeito de se vestir, jeito de falar, jeito de andar e até mesmo pelo seu jeito de olhar. Elas amadurecem muito mais cedo por estarem sempre preocupadas com as regras que lhes são impostas enquanto observam de longe os meninos serem meninos eternamente, sujando-se à vontade, falando palavrão, subindo em árvore e correndo na rua... E elas? Elas não podem fazer isso. Não ficaria bem. Elas têm que se comportar, entrar dentro da fôrma e seguir padrões. Liberdade? Desde quando as mulheres são livres? Igualdade? Quando uma mulher puder andar com as pernas cabeludas com a mesma naturalidade que um homem, talvez possamos falar de igualdade entre os gêneros. Mas isso não importa, essa não é a questão. O meu ponto com todo esse discurso é apenas uma reflexão de ônibus, porque as mulheres reais são preteridas? Por que elas são ignoradas? Por que não são elas as protagonistas? Por que elas insistem em viver a vida de outras mulheres que estão atrás de uma lente? Por que elas são coadjuvantes de suas próprias vidas? Elas é que deveriam criar o ambiente que quisessem dentro de suas casas e enfeitarem a vida das pessoas que amam, elas podem. Elas podem porque elas são reais, são inteligentes e criativas. Elas podem porque amam, porque sabem amar, porque podem tocar, porque podem sentir, porque podem ouvir, porque podem curar... Se você é homem e, por ventura, leu este texto, preste atenção no caminho que faz diariamente e nos lugares que frequenta... Com certeza, você vai encontrar uma mulher real. Pode ser em um rosto tímido que se esconde ou numa expressão de auto-controle e poder que você descobrirá uma mulher que sua após um longo dia de atividades, mas que tem todos os atributos e ferramentas necessárias para construir uma história bem mais rica e completa - e real - do que aquelas que eles vendem todos os dias nos meios de comunicação.

Junie Nunes de Souza

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Olhares que não se encontraram...



Não sei qual a real direção que os seus olham tomaram.

No fundo desejei que fosse verdade, que - de fato - você estivesse notando a minha presença naquele mundo particular que somente duas pessoas podem ocupar um espaço ao mesmo tempo.

Mas, provavelmente, eu me enganei.

Eu me enganei como de costume.

Como das outras vezes em que me perdi no caminho, em que fui deixada ali no meio do vazio contemplativo das ilusões perdidas.

E é tão incompreensivelmente boa a falsa sensação de ser supostamente a criatura observada por aquela outra criatura que, desde a primeira vez que foi vista, despertou aquela curiosidade avassaladora que invade, cheia de si, um coração indefeso.

Então, talvez, eu tenha reagido inesperadamente com pressa demais - e digo isso somente a mim -, porque viajei com pressa para chegar logo ao destino incerto que desconhece os pontos finais de uma busca e de um encontro.

Não aproveitei a paisagem.

Não fotografei.

Não roubei uma conchinha da praia para levar comigo de lembrança; não juntei do chão a folha daquela árvore que não tem aqui; não guardei no bolso o guardanapo com a marca daquela cafeteria dos sonhos...

Esqueci-me de armazenar tantas memórias.

Perdi meu passaporte.

Fui uma turista incompleta.

Perdi a confiança e voltei ao ponto de partida.

Não espero mais nada.

Ele continua aqui dentro esperando... E batendo... Batendo com força.

Ignoro.

Finjo que não escuto.

Talvez eu simplesmente jamais ganhe o visto que me garanta acesso àquela terra indomável, cujas experiências transformam todas as criaturas.

Decidi recomeçar e esperar, não ter mais pressa... Viajar sem rumo, sendo guiada apenas pela paisagem que me desperta o interesse...

Talvez eu o aviste de longe e ele acene para mim, reconhecendo a criatura de olhos grandes e profundos que tanto o impressiona...

A criatura de olhos que revelam os segredos escondidos por aquele coração cansado de tanto bater em vão.

Sobre o tal horário de verão...

E de repente a primavera não é insuportavelmente colorida... Confesso que sou uma jovem adulta (ainda estou me acostumando com este rótulo) bastante influenciada pela ideia de que lugares com neve são fabulosos. É algo que faz parte da minha imaginação. Nunca estive em um lugar gelado com neve para comprovar minha teoria. O fato é que estamos no horário de verão aqui no estado mais meridional do Brasil. A minha primeira reação quando ouvi meu tio falar sobre isso foi "QUE DROGA!". Ai, sei lá, pessoal! Eu fiquei irritada de perder uma hora do meu final de semana. Senti-me furtada. Mas agora, eu estou gostando de chegar em casa e ter mais tempo de luz natural! Dá uma sensação de que você ganha mais dia... Tudo é sensação e imaginação, mas vale a pena igual ser menos chata e aproveitar aquilo que nos é diretamente imposto.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dúvidas dentro da aparente certeza...

Literatura é algo fácil e simples para mim. Embora, não tenha desenvolvido uma paixão por suas teorias, consigo lidar muito com o fator "escreva sobre..." que se apresenta frequentemente em meu curso. Linguística é algo novo e que me deixa curiosa, tenho vontade de aprender mais sobre os assuntos complexos de minha língua materna - mas não sei para qual lado ir. Ainda tem a língua inglesa, paixão antiga que se tornou um amor constante e seguro. Dentro do que era uma aparente certeza, existem tantas dúvidas. Talvez eu deva esperar um pouco mais para encontrar o que gosto e me encontrar. Queria saber o que fazer, queria fazer algo que me deixasse satisfeita comigo mesma.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Coração com defeitos...

Sinto que ele bate aqui dentro. Bate forte. Às vezes, bate aceleradamente. Falo dele. Aquele órgão que bombeia sangue e que não sente nada abstrato - dizem. Duvido. Sempre quando há uma esperança, ele bate. Ele, se pudesse, gritava para todo mundo ouvir tudo aquilo que suas incessantes batidas manifestam desesperadas abafadas sob meu peito. Ele quer saltar aqui de dentro e se materializar naquilo que sente. Se ele não sentisse, suas batidas não se alterariam quando vissem a projeção traiçoeira da imaginação. A mente inventa, idealiza, projeta construções impossíveis... O coração não sabe nada disso. Como alguém que apenas segue as ordens da razão, ele se joga com todas as suas forças rumo à direção indicada. O que ele sente é real, embora a mente possa estar apenas pregando uma de suas peças. O coração ignora tal artimanha. Ele é puro e só quer sentir, sua maior alegria é provocar suspiros e palpitações. Ah! Que vaidoso ele fica quando o peito desta jovem arfa, é o momento em que ele faz com ela sinta que existe algo vivo ali dentro e cheio de emoções a serem concretizadas... Mas, pobre coração... Que pobre coração! Tão iludido, tão perdido em sua própria função de amar... Ele desconhece a realidade e seus limites. Ele desconhece os medos da razão. Diante da fonte que o inspira momentaneamente, ele se transforma em uma banda marcial, cujas melodias emitidas são as de mais sincero afeto direcionadas através de um olhar desesperado por reciprocidade. Esperanças correspondidas, eis a grande ânsia deste coração... Mas, algo está errado... Algo sempre parece estar... Aqueles pequenos buraquinhos não são frutos da razão? Mente cancerígena! Minou com defeitos o meu coração.


Junie Nunes de Souza

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Unfinished thought...

Delicacy belongs to almost no one...

Questions about the girl on the wall...

Have you noticed that girl on the wall?
Do you know what is she made of?
Is it only a shadow?
Or can it be a dream?
All I see is girl
She is wearing a hat
She has beautiful black shoes that were made to dance
But she is all alone in her fairy tale
Have you noticed her dress?
What is she waiting for?
What is there on that basket she has?
Is she selling some flowers?
Or is she stealing some dreams?

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Às vezes, só ela me entende...


Virgem
de 23/08 a 22/09
O amor puxa pra lá, o trabalho puxa pra ali, a família puxa pra acolá... Nossa, nada mole é a sua vida, hein, amigo Virgo?! Você segura todas, mas às vezes deve dar vontade de jogar tudo pra cima... Ah, não pode? Quem sabe, então, pôr aquele som que você adora e dançar, dançar, dançar?

Obrigada, Amanda Costa!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Nobody's home...

"(...)
Open your eyes
And look outside
Find the reason why
You've been rejected
And now you can't find
What you left behind

(...)"


* Avril Lavigne

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Welcome, Minerva!

Após exercitar meus músculos preguiçosos e minhas cordas vocais adormecidas em um típico dia de Drama Club, recebo a notícia de que havia ganhado mais um presente de aniversário.
- Mas onde elas estão?
- Esse é o problema. Não sabemos. Elas simplesmente sumiram.
Fiquei imaginando durante o sábado e o domingo o que poderia ter acontecido com elas. Nem as conhecia, mas começava a nutrir um sentimento de afeição por aquelas pequenas criaturas desaparecidas. No domingo pela manhã, ao entrar no banheiro da casa, um vestígio havia sido deixado: elas ainda estavam dentro de casa... Mas em que lugar? Não ouvimos nenhum ruído que denunciasse a presença delas.
Já era tarde da noite quando minha mãe me chamou dizendo que uma delas havia aparecido. Subi as escadas correndo, estava cheia de expectativas... Quando olhei por baixo da cama, ela estava lá: encolhida, assustada e tremendo. Tão pequena, tão fofinha... Quando, finalmente, consegui pegá-la, tive a certeza de que ela seria uma amiga muito especial para mim.
A pequena gatinha recebeu o nome de Minerva (em homenagem à professora do Harry Potter). Sua cor é cinza e tem manchas brancas. O foucinho dela é preto. Ela é bem calminha e já demonstra sua independência.  Nada de ficar escalando as pessoas, ela gosta mesmo é de desfilar com o seu cat walk e bisbilhotar o ambiente... Mas, quando recebe um colinho, fica toda manhosa e fecha os olhos, emitindo o barulhinho de motor característico dos gatos.
A Minerva tem uma maninha, a Katty. A diferença entre as duas é o foucinho - o da Katty é rosinha - e o local das manchas brancas. A Katty já é mais arisca e gosta de escalar as pessoas.
Hoje a Minerva e eu ficamos um tempo juntas enquanto respondia e-mails e organizava minhas tarefas pela manhã. Ela se comportou como uma lady e não me perturbou em nada. Ficou observando e aproveitando o carinho. Qualquer dia escrevo mais sobre ela por aqui.


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A poor manifest for the freedom of individual thoughts...

Some people don't think by themselves. They need others to help them to make their choices. Actually, they are afraid of taking risks. They don't want to expose their fragility or their passions to the world. They don't show what they really feel for people they use to think they love. They just hide themselves behind those people  who create a wall where they can lock their fears inside a group that will speak for them in any kind of situation. They become blind, they become deaf and, then, they are voiceless. Their sacred society points what's right and what's wrong, it defines who they're allowed to be friends by making fun of other people they know that they would never change into a being that cannot think by itself. It's invisible, but the wall is there. They just don't accept to be only who they are. They need to protect each other from mysterious forces that are in the world to divide them. There is just one brain in their lives, and it is going to speak for them all. That's the way you lose some people you have thought once that could be your friends. But if they're fixed by chains, it's useless trying to reach them out. It's sad, but it happens all the time. You just have to know that the first thing they do is  to humiliate who they think that may represent a terrible danger for their stupidly perfect limited little universe. I think that you is the person who must be protected from them, because their kind of prejudice may hurt you with words and actions that will bring you down. This is just a poor manifest for the freedom of individual thoughts of human beings. It's important to think by yourself, because there are certain things in life that only you can solve. The magic of life is to face your own challenges and discover what's the best for you - not for other people. You aren't alone if your universe allows the people you care to be themselves and show who they really are. There is not any kind of rule that will limit someone to be less than he or she is. It's never smart to be less than you are just to please other people and to fit in some stupid group that represents some kind of image. You have your own DNA, your own face, your own name... You have your own brain, you just need to learn how to use it by yourself.

sábado, 6 de agosto de 2011

Meu primeiro amor...


Saudade, palavra triste
Quando se perde um grande amor
Na estrada longa da vida
Eu vou chorando a minha dor
Igual a uma borboleta
Vagando triste por sobre a flor
Seu nome, sempre em meus lábios,
Irei chamando por onde for
Você nem sequer se lembra
De ouvir a voz desse sofredor
Que implora por seus carinhos
Só um pouquinho do seu amor
Meu primeiro amor
Tão cedo acabou,
Só a dor deixou
Nesse peito meu
Meu primeiro amor
Foi como uma flor
Que desabrochou e logo morreu
Nesta solidão, sem ter alegria
O que me alivia são meus tristes ais...
São prantos de dor
Que dos olhos caem...
É porque bem sei
Quem eu tanto amei
Não verei jamais...

* Composição: Herminio Gimenez, José Fortuna e Pinheirinho Jr.

Possivelmente impossível...


"Eu nunca desisti do que parecia impossível, mas o que era impossível desistiu de mim."

- Boa, Junie!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Amor impossível, possível amor...

Gostaria de compartilhar trechos do livro que me fez tão bem hoje e que conseguiu acalmar meu espírito inquieto, provocando em mim lágrimas que lavaram minha alma... Lágrimas que libertaram a dor, que amenizaram as cicatrizes da adolescência não vivida. De Pedro Bandeira e Carlos Queiroz Telles: Amor impossível, possível amor...



"(...) Não se desce a escada do conhecimento, querida. Uns sobem mais depressa do que os outros. Outros, coitados, por falta de condições, são obrigados a ficar parados nos primeiros degraus. Muitos, mesmo tendo a oportunidade de subir, empacam e cismam em ficar parados porque querem ou porque são preguiçosos demais. Desse modo, um bom professor precisa saber em que degrau está seu aluno para, a partir dele, ajudá-lo a subir a escada com segurança.(...)"



"Deve haver uma escada dessas para os amores acumulados. E a humanidade inteira está na minha frente..."

"(...) Mas, coitada, nunca leu nada na vida. É, querida, dinheiro e cultura nem sempre andam juntos! (...)"

"Lá vem o 'querida' de novo..."

"(...) Nossa língua é maravilhosa, Fernanda. Para conhecê-la bem, é preciso que você a veja viva, apaixonada, sangrando nos textos fantásticos de nossos poetas e romancistas. Nas emoções desses textos, você compreenderá muito melhor o funcionamento do seu próprio idioma do que decorando terminologias gramaticais.(...)"

"A menina aos poucos foi descobrindo, pelas mãos de Bruno, que todos os sentimentos da humanidade moravam em seu cora­ção. Foi tão gostoso descobrir isso, tão gostoso..."

"—Está tudo escrito, Fernanda. Está tudo lá, nos nossos livros, escritos muito antes de você nascer... Leia, Fernanda, leia a sua própria alma, Fernanda..."

"— Beijos, Fernanda, só roubados!
 E quantos beijos você deixou o pai roubar de você?
 Isso é coisa que se pergunte à própria mãe, menina?
 Ah, fala mãe! Quantos?
Dona Luísa baixou a cabeça como uma menininha tímida. E foi num suspiro que revelou:
Todos que ele quis..."

"Mesmo quando terminam, Fernanda achava que sonhos não se jogam no lixo."

"(...) O que ela havia temido? (...) 
Ou, na verdade, tinha medo de si mesma, temia passar de uma menina colecionadora de amores em caixas de papelão a uma mulher que acreditava na possibilidade da concretização dos sonhos? O sonhos são possíveis? Podem ser realizados? Podem sair de dentro das caixas para tornarem-se vida? (...)"

Meu cantinho da leitura...




    Organização total! Quero só ver até quando isso irá durar! Em cada prateleira coloquei uma etiqueta para identificação. Do lado esquerdo (de cima para baixo): literatura brasileira, books in English, literatura estrangeira e Letras & UFRGS. Do lado direito (de cima para baixo): cantinho da Itália, livros didáticos, língua inglesa, diversos e revistas. Começarei o segundo semestre com muitas novidades em meu recanto divino de estudos em que compartilho experiências intelectuais perto de verdadeiros deuses e longe dos mortais. Nada como um ambiente super decorado com as coisas e cores que você mais gosta para dar ânimo e energia para o início de mais um semestre de Letras na UFRGS.
    Algumas das preciosidades de minha estante:
- Sapos de pelúcia, pantufa de sapinhos, uma bruxinha dentro de uma sacolinha de Halloween, dentro da caixa laranja o último livro do Harry Potter está escondido. Guardo-o assim para não pegar poeira já que ele foi importado e é inglês e, também, porque foi o melhor presente que o meu pai já me deu.
- Caixa de adesivos, dicionário de italiano, A Divina Comédia, vários livros da Jane Austen, livros das aventuras de Sherlock Holmes, O Mundo de Sofia, dicionário de latim, diversos livros de clássicos da literatura brasileira, livros infantis, materiais antigos de Letras, livro completo com os contos de Virginia Woolf, "Clarice, uma biografia", Como funciona a ficção, O Engenhoso Fidalgo D. Quixote da Mancha, Shakespeare, manual de linguística, AliceO Diário de Anne Frank e vários outros livros encantadores e especiais para mim.
    Como vocês podem notar, eu adoro livros. Eles substituíram os brinquedos que preenchiam o meu quarto na infância e se tornaram meus mais leais e sinceros companheiros.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Their happy ending...


"It was something right. Something that was meant to be. Time. It was all that they needed, all that separated them... But somehow it worked. The fantasy was not just a fantasy, it was a possible reality for them. They were finally together. That little girl sat down on the bench observed them walking by holding hands and gave them a smile, but inside she was sad because they have made her remember about everything she had thought she lived once. Her hopes, her dreams... Her innocent wishes didn't come true e would never be a reality like theirs. She cried inside her mind. Nostalgic tears cut her sweet and pitiful face. She smiled to them and imagined another couple walking by holding hands, the one that has never existed..."

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Julie, Julia & Junie...

Sempre me emociono com o filme Julie & Julia. Os atores foram muito bem escolhidos e representam os personagens reais desta belíssima história com tamanho envolvimento e sentimento que é impossível não entrar dentro de suas vidas e experimentar os altos e baixos gastronômicos temperados com amor. O que mais me encanta no filme é o casal Julia e Paul Child. Os dois, ao menos como são retratados no filme, são um encanto de casal. Apaixonados e compreensivos um com o outro. Só vendo o filme para entender, porque eu não consigo explicar mais. Simplesmente eles ativam em mim um certo tipo de esperança romântica. Eles entraram na minha lista de casais inspiradores - que, obviamente, são provenientes de livros, palcos ou cinema. 
Hoje o dia foi bastante inusitado. Levantei às 6h45min e dei de cara com um frio colossal ao colocar os pés fora de casa. Autoescola. Não sei se foi o frio (e o sono!), mas cometi todos os erros possíveis hoje. Não estava entendendo aquele carro e ele tampouco estava me ajudando. Queria que aprender a dirigir fosse mais simples para mim, mas parece que este é um desafio que terei que enfrentar sozinha. Está difícil completar a baliza e a garagem em cinco minutos - se fossem dez minutos seria o paraíso. Regras são regras para quem está aprendendo a dirigir, embora o que eu vejo não seja o que eu tenho de fazer. Às vezes eu tenho alguns momentos  instantâneos de brilhantismo ao volante, mas a maior parte do tempo eu me sinto desconfortável em meio ao trânsito caótico. Dirigir é uma necessidade, mas também é uma grande responsabilidade com a vida. É como manusear uma arma. Você sabe que se não for cauteloso, alguém pode sair ferido.
Antes das 10h já estava em casa e decidi fazer um bolo salgado. Por causa do fermento errado, minha tentativa culinária não deu muito certo. Enfim... Pela tarde dormi, quando acordei o filme Julie & Julia estava passando na TV e eu o assisti pela segunda vez. Uma página para o meu diário.



terça-feira, 2 de agosto de 2011

Descobri que na vida a gente tem que cantar...

Deixar o vento levar-nos daqui
Tirar as raízes do chão
Sentir os pés flutuarem
Como se fossem algodão


Não há amor e solidão
Não há anéis ou oração
Não há sentindo em assinar
simples contratos para amar


Não há tristeza se você voa
com a melodia do seu coração
Não há vaidade ou incerteza
para quem utiliza a razão


E já não se importar
Livrar-se de todos os medos
E só acreditar
naquilo que é possível (ou não!)
de alcançar...





domingo, 31 de julho de 2011

Um caminho para o lar...

Então, quando ela abriu os olhos, viu diante de si um espaço vazio. No começo, estava um pouco insegura, pois duvidava que ali poderia ser o lar perfeito para ela. Na verdade, o lar que ela imaginava desde que era criança nunca se concretizou e ali, dentro daquelas paredes brancas e sobre o chão frio da cerâmica alaranjada, ela tentaria construir o seu próprio mundo doméstico com tudo aquilo que supostamente um lar deveria representar. Os trabalhos começaram há alguns anos e talvez leve mais um ou dois anos para que tudo esteja no lugar certo. Mas, ao entrar em sua pequena casa, ela consegue perceber que aquele ambiente a ajudou a redefinir seu conceito de lar.
Com cinco anos de idade, certo dia ela acordou e, com os olhos semi-abertos, ela enxergou o quarto de criança dos seus sonhos: ao lado de sua cama havia um criado mudo branco com duas gavetas que servia de assento para um lindo urso de dormir que tinha a cor de mel. As paredes eram coloridas com sua cor preferida: o lilás que se confunde com um tom fraco de rosa. Havia brinquedos por toda parte e um tapete macio e aconchegante cobria o chão... A alegria invadiu o pequeno coraçãozinho dela, quis pular da cama e correr para o seu mundinho perfeito... Abriu bem seus olhos e viu tudo desmoronar. As paredes ao redor eram cinzas, a cama em que estava não passava de um mero colchão doado no chão de madeira opaco. Ao olhar para cima, via aranhas de pernas intermináveis passearem pelo teto. Do seu lado, sua mãe dormia e ao lado de sua mãe havia um homem que não era seu pai. Ela tinha muito medo de olhar a cena real. Sua imaginação, construída através das mais belas histórias infantis não conseguia assimilar a nova realidade que se apresentava a ela. Onde estavam os seus brinquedos? Tudo o que tinha eram cópias imperfeitas de sua vida que tentavam assumir um papel principal em sua vida. No entanto, com apenas cinco anos, ela já era capaz de saber quem era e o que queria, embora não tivesse consciência disso.
Quinze anos depois, ela entra em seu quarto e sorri. Observa alegremente aquelas paredes em um tom lilás que lembra o rosa às vezes. Seus livros estão por toda parte - substituindo os velhos brinquedos. Adesivos de parede    refletem a criatividade de seu ser e a vivacidade de cores de sua nova vida. Ela está feliz. Seu espaço, aos poucos, se transforma na casa dos sonhos. O aconchego procurado ao longo de tantos anos está tomando formas reais. Logo, tudo estará pronto para que todos os temperos e sabores comecem a serem testados em sua cozinha, para que diversos filmes sejam vistos de seu sofá azul, para que a cafeteira e o forno elétrico produzam o café e o pão de queijo quentinho que acompanharão uma boa leitura, para que as suas pequenas irmãs a venham visitar, para que receba as pessoas queridas de sua vida e para que, enfim, possa dizer que criou o seu lar.
E sua mãe tinha razão. Aos dez anos, a menina queria que o seu lar fosse constituído de uma casa com um pai e uma mãe e a genitora, irritada, perguntou se ela seria feliz tendo que viver com dificuldades e entre duas pessoas que brigavam a maior parte do tempo. Na época, ela respondeu com um sim indeciso. E hoje ela sabe que foi apenas um desejo infantil de uma menina mimada pela sua própria imaginação. Seu destino foi outro e é outro. Hoje ela sabe disso. Agradece todos os dias a Deus pelo amor e proteção que recebeu de sua outra mãe, que a está ajudando a construir o seu próprio lar e a jamais deixá-la ser influenciada pelo que a maioria faz. 
A menina que imaginou um ursinho de dormir com a cor de mel não deixou de existir. Ela ainda ama a mulher que estava dormindo ao seu lado naquela manhã, mas sabe que a maneira como ambas decidiram viver são como dois rios que percorrem caminhos distintos, embora, um dia, cheguem ao mesmo mar. E, talvez, com seus cabelos brancos interiores, compartilhem o amor que as uniu no princípio. 

A revolta do jardim...

Conversando com as minhas amigas no último dia de nosso intensivo de italiano, aproveitei mais um daqueles momentos de liberdade que venho experimentando ultimamente. Foi tão bom parlare italiano e, durante os intervalos, saborear um lanche maravilhoso naquela pequena padaria do Bom Fim. No nosso último dia de curso não deixamos de repetir o ritual, porém, desta vez, prolongado e recheado de uma conversa feminina cheia de histórias e risadas. Falar só por falar, rir muito e planejar outras oportunidades da mais barata e completa terapia que se pode desejar: um momento entre amigas livres.
Pensando sobre como este momento de liberdade é arrebatador, comecei a refletir sobre uma frase que foi dita por uma gênia neste encontro que mencionei: "Eles adoram brincar, mas quando a novidade acaba, eles partem em busca de um novo brinquedo." Em casa comecei a rir sozinha pensando em como isso é verdade, porque ao enjoarem do objeto eles podem simplesmente dizer que não conseguiram gostar dele. Nossa, e como isso acontece. Eles começam com elogios e dizem o quanto você é especial, escrevem poemas para você e diversos outros tipos de declarações, cartões de aniversário, e-mails maravilhosos, enviam mensagens enigmáticas, seguem você até o inferno se for preciso... Então, quando finalmente você resolve dar uma chance, quando você enfim começa a acreditar nas gentis palavras... Eles somem da sua vida e fazem com que você se sinta culpada ainda por cima. E não importa qual o tipo de relacionamento. Eles sempre decepcionam. Pai, irmão, primo, amigo ou namorado. Eles, sob o disfarce de imaturidade, propositalmente deixam você na mão quando você está acostumada com eles. Simplesmente é impossível confiar neles. Depois de 20 anos de fracasso com relacionamentos com o gênero oposto, estou trabalhando em um filtro da verdade. É simples. Basta desconfiar de qualquer atitude "gratuita" vinda de algum homem. NÃO CAIA NESSA! Alguma coisa ele está querendo. Um dos maiores casos de decepção masculina é o do meu próprio genitor. Ultimamente, se ele aparece por aqui não significa que ele está com saudades de sua filha ou de sua própria mãe. E eles, apesar das diferenças, são todos iguais. Querem receber muito em troca de pouco. Tendo sua vontade contrariada, eles culpam quem? Mulheres, vocês já sabem a resposta.
Pela primeira vez em minha vida, estou livre de qualquer sentimento pelo sexo oposto. Não nutro mais esperanças por nenhum deles mais. Sim, continuo heterossexual, mas estou me sentindo muito bem ao tomar a atitude de não acreditar mais nos homens, pois assim não sofro mais com suas figuras falsas. Não se apaixonem por mim, porque eu não mais me apaixonarei por vocês. Esta é uma decisão extremamente momentânea, sei disso, mas estou feliz demais cuidando do meu jardim. São tantos afazeres, planos e mudanças que esta minha decisão se tornou uma janela por onde entra um ar fresco e puro, que renova o ambiente, deixando um leve perfume de flor.
As mulheres da minha vida estão sempre ao meu lado e fazem de tudo para que eu me sinta bem. Elas são sinceras. Elas me escutam. Elas têm o que dizer. Elas têm conteúdo, são criativas e são melhores ainda quando não estão sob a sombra de uma figura masculina que faz com que todas as suas cores brilhantes se esvaeçam. Em minhas percepções de mundo, vejo o quanto as mulheres que estão livres de influências masculinas obtêm sucesso naquilo que eu julgo como ideal: o sucesso intelectual e profissional. Sou contra o casamento. Quero experimentar o mundo e fazer parte dele - não quero me prender a um contrato social. Abomino a reprodução da espécie. Minha linha de vida é outra.
Romance só dá certo nos livros, nos palcos e no cinema. A arte é sempre bela de ser apreciada. Mas o que acontece entre seres humanos que dividem a mesma casa está longe de ser considerado arte. A vida a dois parece mais um campo de batalha em que interesses diversos se conflituam o tempo inteiro. Ou então, um acaba cedendo suas vontades devido à pressão do/a outro/a e se torna um cônjuge amargurado/a - ou que tem vontade de fugir a toda hora e ser livre. Mas digo que essa vontade é falsa, pois quem desde cedo não consegue ficar só jamais experimentou o que é ser livre de verdade.
Admiro quem tem a coragem de investir em relacionamentos hoje em dia. As coisas estão tão efêmeras. O casamento parece a maior loucura do século. Não dá para confiar mais. Acabou o conto de fadas. A igreja se tornou o palco dos horrores. As pessoas dizem que amam a todo momento sem de fato amar. O que mais se vê é textinho romântico por aí com declarações infundadas. AME-SE e pare de iludir o próximo. 
O nascimento de asas é um processo lento e dificultoso. Só com quase 20 anos é que as minhas começaram a nascer. Decidi voar sozinha nesta vida. E foi só quando meu coração ficou livre de qualquer sentimento é que comecei a ver com outros olhos o mundo de oportunidades oferecidas para aqueles que permitem que suas asas cresçam. Não é tão simples se livrar dos velhos fantasmas, mas depois que você se acostuma a estar só, você não quer mais saber de dividir o seu espaço com ninguém. Além do mais, acredito que quem tem bons livros por perto e amigos sinceros jamais estará alone in the dark.
Nem sei quantas linhas deu este texto. Sei que são ideias insanas, mas eu já me acostumei com aquele rótulo de aberração que a sociedade dita normal me presenteou. E este texto é uma revolta específica, não genérica. Mas preferi escrever neste tom para homenagear uma amiga minha que, com certeza, já se decepcionou muito mais do que eu com a espécie masculina. Também dedico este texto para todas as meninas e mulheres que tiveram esperança e tudo o que acumularam foi descrédito. Um último conselho: sempre desconfie e não confie na sua intuição porque, geralmente, ela está tentando enganá-la em prol da reprodução da espécie. Raciocine. A razão é o que faz você ouvir as batidas do seu próprio coração e perceber que ele só quer ser livre parar amar e se entregar ao amor à vida.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Crianças crescem...

A melhor coisa em ser adulta é o novo olhar que se adquire sobre o mundo e sobre as pessoas ao seu redor. Quando criança e adolescente, costumava fantasiar que eles poderiam mudar e me amar ou, ao menos, se importar. Mas hoje vejo que as pessoas são o que são. Elas não são especiais porque você quer que elas sejam. Elas são aquilo ali mesmo. São limitadas. Não saem do seu pequeno universo e acham que são o centro de tudo. As crianças crescem e logo descobrem que o mundo não é feito do material que eles usaram para construir os muros que os impedem de ver a luz do sol. As crianças, quando têm vontade, se libertam arrancando as correntes que as prendiam e dão o grito mais alto que um dia já se foi ouvido. Ali, elas têm uma opção. Podem aprender a viver no novo mundo ou, assustadas, podem voltar correndo para a escuridão. Cabe somente a elas essa decisão. Um dia todas as crianças farão essa escolha e, talvez, condenarão o passado. Quem não gira acompanhado dos movimentos terrestres já deve estar atrasado, mas sempre é tempo de mudança. Quando verem a nova criança, provavelmente, eles irão se assustar com o NOVO. Tudo o que é diferente eles condenam. Mas, crianças, lembrem-se: vocês têm opção. O mundo é de vocês e, por favor, não inutilizem suas vidas repetindo as ações do passado. Eles não sabem de nada e os fizeram para o mundo, façam com que eles entendam isso de uma vez por todas e mostrem a eles o quanto são diferentes. Vocês são assim porque fazem parte de uma nova geração e esta é a explicação. Eles é quem têm que compreender isso e dar o apoio que cabe a eles. Crianças, cresçam, mas não tornem suas vidas mera repetição. Questionem - SEMPRE. Reflitam a todo o momento. Criem o mundo ao qual vocês desejam pertencer.

Um abraço, 
uma criança que cresceu.

Sette stelle...


A
leitura orientada inspirou.

A linguística ultrapassou os limites dos conceitos básicos.

A língua inglesa continua sendo minha grande paixão.

A literatura brasileira surpreendeu.

A psicologia da educação nem Freud explica.

A educação de jovens e adultos é uma modalidade que deve ganhar mais atenção.

A pesquisa em educação completou a última grande obra do semestre.


- Mãe, dedico a você minhas sete estrelas.

La bambina...

É preocupante. Sei que é. Não poder parar de pensar por um simples segundo. A incapacidade de ficar quieta e apreciar um momento de ócio já não é mais plausível. A mente trabalha. Insana. Condena todo o tempo perdido. Dentro de articulações neuronais, há alguém que grita ali, lá, aqui, do outro lado, em frente, atrás, acima, em baixo... A menina não para. Se escuta uma voz, a imagem do dono da voz se materializa em sua mente e logo ela começa a criar um perfil condizente àquela voz. Escuta passos e já imagina de quem eles o são. Dois peixes se movimentam em um aquário sujo e ela logo cria o contexto perfeito para uma história de horror. Se pássaros cantam é a primavera a dona da vez. A lua... Lua! Saia já do céu antes que ela a transforme em poema. Narcisa, Narcisa, Narcisa... O que mais ocupa a sua mente? Livros! Livros! Livros! E o espelho que reflete a exatidão de sua aparência física... Quando balança seu cabelo, a alma voa solta e dá giros no ar. Silêncio. As palavras saltam. Imprecisão. Desespero. A menina que rouba livros e que por eles é apaixonada descobre-se. Aceita o destino que um dia conheceu, mas mal sabia ela que aquilo seria tudo pelo qual valeria a pena lutar. Ama. Chora. Decepciona-se. Cresce. Aprende. A menina é assim. Sabe que a vida comum não lhe pertence, pois tem certeza absoluta que jamais se contentaria com a paz doméstica. Isso seria seu pior pesadelo. A menina gosta de movimento. Gosta de correr. Mudar. Quer conhecer o mundo, pois a ele ela pertence. Nasceu com o mundo dentro de si, com a vontade de servir a ela mesma. Tem sede por saber. Tem amor pelo amor, mas prefere a liberdade e ser solidária com as causas perdidas do que se entregar às correntes que prendem os pequenos mortais que contribuem para o aumento da mão-de-obra barata do planeta. Uma risada ela ouve e já sabe que é de alguém que busca agradar na vã tentativa de ser adorada. Sente pena. Continua a leitura. As teclas não descansam. O braço direito até dói, mas ela está ali. Quer mais. É mais. O tempo já não a incomoda. Tudo o que ela quer é um palco em que possa brilhar. Canções um dia serão ouvidas, mas tenha calma... O mundo é pequeno e você, querida, é até grande demais para ele.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Filosofia...

E ela entrou na sala. Linda como sempre. A maquiagem só ressaltava a beleza de seus traços. Quem a via pela primeira vez, jamais dizia que faltava tão pouco para ela completar 30 anos. Vestida com uma elegante roupa preta, o espaço naquela sala se tornava pequeno quando ela estava ali. Todos a admiravam. Os adolescentes, os jovens adultos, os adultos e também os idosos. Não, ela não era mãe - tampouco era casada. Era livre. Sua alma conhecia o mundo e o mundo estava impresso nela. Quando ela começava a falar, todos prestavam muita atenção, como se o que ela dissesse fosse uma preciosidade a ser guardada com muito cuidado. Era alta e esbelta e tinha um olhar penetrante. Conseguia tudo o que queria - não simplesmente por ser bonita, mas por ser dotada de uma inteligência incomparável. Seus cabelos eram perfeitos e revelavam o charme que os livros haviam compartilhado por tantos anos. 
Prestes a ganhar seu tão merecido título de doutora, Sophia acordou. Olhou-se no espelho, as espinhas ainda estavam em seu rosto, o dever de casa ainda estava em sua escrivaninha - por fazer -, a pilha interminável de clássicos da literatura ainda a esperava, as transcrições fonéticas ainda eram um enigma, a pronúncia perfeita ainda era o grande desafio a ser alcançado, a autoescola não havia acabado e seu quarto ainda era rosa. Do alto da estante, Sophia observou suas Barbies empoeiradas. Recém saída da infância, estava vivendo a plenitude de sua vida em seu primeiro semestre de faculdade. A escola havia sido um terror, algo como a Idade Média. Finalmente ela havia alcançado o Iluminismo. E agora o caminho era um misto de cultivo e colheita. As pessoas, para ela, continuavam a ser um grande quebra-cabeça que ela havia perdido a vontade de decifrar. Decidiu tomar um banho e refrescar as ideias.
Quem era aquela do sonho? Será que era ela? Será que realmente ela seria assim se percorresse o caminho que estava trilhando? Duvidava que um dia pudesse vir a ser tão bonita, mas jamais menosprezou sua capacidade intelectual, pois sabia o quanto poderia alcançar se fosse dedicada ao seu propósito. Estudar para ela sempre havia sido a ponte até seus sonhos. O barulho da água caindo era reconfortante. Enquanto pensava, Sophia acordou. O sol iluminava o quarto de seu novo apartamento. Olhou-se no espelho, mesmo recém desperta, ela estava linda. Sorriu para si mesma e foi até a cozinha preparar seu café: suco natural de maracujá e um pão integral com queijo suíço. Pensou rapidamente sobre o sonho que tivera, era estranho, agora, olhar para trás e lembrar daquela menina insegura. Sua vida estava completa. Acabou o sanduíche e percebeu que havia tempo de sobra para terminar de ler o oitavo livro da semana até o voo para Roma. Sentiu uma felicidade fora do comum, olhou-se no espelho e sorriu outra vez.

Junie Nunes de Souza.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Asas verdes e azuis, olhos tristes...

Acordei desperta de um sonho ao estilo Alice no país das maravilhas. Estava em uma estrada de terra que ficava ao meio de árvores e flores distintas. Era uma descida. Ao final da estrada, podia-se ver um grande morro se erguendo diante de meus olhos. Caminhava rápido demais. Havia perdido a condução. Estava acompanhada por pessoas que me conheciam, mas que não me recordo... Um pequeno lago de águas cristalinas reservava um quadro digno de animação para crianças. Uma coruja, uma coruja gigante de asas azuis e verdes bebia água ali. Ela estava machucada, quase morrendo. Ao seu lado havia um pequeno pássaro, as duas aves pareciam conversar, planejando algo. Não pude me aproximar dos animais durante o sonho, mas lembro que a coruja morreu e ressuscitou. E quando ela ganhou vida outra vez já não era mais uma coruja, mas uma boneca de pano deformada e costurada. Uma menininha chorava ao ver sua boneca daquele jeito e uma mulher a consolava, dizendo que ambas poderiam costurá-la de novo. 

Alguém bate na janela. O café está pronto. Levanto tonta, pensando no animal maravilhoso que vi diante de mim. Sonho. Abro a janela e o dia lá fora está ensolarado. O Sol está levando embora a umidade do dia anterior. Os pássaros saem de seus ninhos, desfilando vaidosos no ar com suas asas esticadas. Seu canto ecoa ao longe trazendo lembranças daquela terra dos sonhos. O cappuccino esfria enquanto me perco em meus pensamentos, enquanto sonho acordada.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Allora...

Bene, nessas férias de inverno decidi viajar para a Itália. No, non de aereo, ma com um libro e com um dizionario di  italiano per brasiliani em mãos todas as tardes de autobus all'ACIRS. Aprender uma nova língua é um desafio, ainda mais quando você já não está no período sensível de aquisição da linguagem. Sono brasiliana e parlo portoghese e inglese, às vezes isso ajuda bastante no aprendizado da língua e, considerando que sou gaúcha e que a influência da língua espanhola na região faz com que nós tenhamos um pouquinho mais de facilidade para aprender espanhol, algumas parole se tornam parecidas com a nossa língua, com algumas regrinhas do latim (que tive a oportunidade de estudar um pouquinho semestre passado na faculdade), lembram bastante o spagnolo e anche o inglese. Diante desta mistura toda, estou aprendendo minha terceira língua. Sono molto feliz! A Itália é um país lindo que quero conhecer, pois eu me encanto com a cultura e as paisagens belíssimas daquela península em forma de bota. Sem mencionar a culinária italiana que, na minha opinião, é a melhor!

Arrivederci, ragazzi!
Piemonte

terça-feira, 12 de julho de 2011

Ciao...

E, às vezes, é difícil deixar de ser quem lá no fundo eles esperam que você seja. Jamais aceitarei o fato de que tenho que ser normal como eles porque é isso o que eles e todos em volta determinaram como o padrão a ser seguido. Não, não. Os mortos não ditarão a vida desta jovem borboleta que só quer abrir as asas e voar. Aceito suas caras de desacordo como um estímulo a sair do casulo e visitar todas as flores que eu quiser conhecer - sejam elas tulipas, orquídeas ou girassóis. Sim, eu estudo. Gosto de estudar. Estudo muito pouco perto do que eu gostaria de ser capaz de estudar. Preciso melhorar para poder ser no futuro aquela criatura colorida de asas gigantes que é capaz de voar velozmente, atravessando oceanos e espalhando cores vivas pelo ar.

domingo, 10 de julho de 2011

Viver ou sonhar...

"Você diz que não precisa
Viver sonhando tanto...

Diz que não precisa,
A cada vez que canto,
Uma canção a mais...

Mas tem que ser assim
Pra ser de coração...
Não diga 'não precisa'...

Eu já sonhei com a vida,
Agora vivo um sonho...
Mas, viver ou sonhar, tanto faz...

Não diga 'não precisa',
Eu digo que é preciso..."





* Paula Fernandes.

sábado, 9 de julho de 2011

Viajante...


"Minha alma viajante, coração independente...
Tão longe do chão...
Nas asas do sonho rumo ao seu coração..."

* Paula Fernandes.

Decisão...



"Cansei de mentir pra mim
E decidi o que fazer
Agora vou dizer que sim

Vou voando, deslizando ao vento
Sem saber aonde chegar

Vou abrir os olhos, perder o medo
Deixo o sonho me levar
Vou dizer pro mundo inteiro agora
Que cansei de me enganar

Não vou desistir
Vou soltar a voz
Vou até o fim"




* Frases de uma música que a Paula Fernandes canta.