quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Um ano se passou...

Após ler o blog da Bibiana Dihl, fiquei com vontade de escrever uma espécie de o que vem depois daquilo que ela escreveu. As palavras dela me fizeram lembrar de tudo o que eu senti quando a minha vida, enfim, começou a mudar... Leiam Amar e Mudar para saber mais. ;D/

     Não foi difícil, porque isso era tudo com o que eu sonhava desde o último ano do ensino fundamental. Muito antes de todas as complicações da adolescência, eu sabia que Letras era o meu curso. Não sabia se queria ser professora ou não (e confesso que tenho outros planos), mas o curso sempre foi o que quis. 
     Nunca pensei muito sobre tudo o que ficaria para trás antes de realmente deixar tudo para trás. Sempre me portei como uma menina ansiosa pelo que viria logo ali adiante e, em muitos momentos, decepcionei meus amigos por dedicar atenção demais ao mundo adulto.
     Quando saímos da escola, sim, as coisas mudam... Deixamos de ver cinco vezes por semana nossos amigos de todos os dias - aqueles que sabem o que significam cada linha de expressão em seu rosto. Cada um segue um caminho diferente - planejado ou não... Então, você literalmente cai em uma nova realidade e as pessoas que você encontra lá não são as mesmas, não são nem parecidas com os seus amigos de longa data. Você até que se enturma rápido, mas sente falta de algo. Não é a sua turma. Eles não sabem quando está triste, não sabem quando está feliz... Não sabem que você é engraçada, divertida ou extremamente depressiva em alguns momentos. Eles simplesmente não sabem... Você não pode contar com eles quando está de mau-humor, não pode ter um ataque empolgado do nada - olhares estranhos seriam lançados a você... Enfim, você começa a perceber que perdeu muita coisa e a perspectiva de uma vida nova com novas aventuras e pessoas já não parece tão promissora.
     Você sabe que tem de continuar e tentar, mas não é fácil... Afinal, você não é mais criança: destemida, curiosa e sempre disposta a fazer novos amigos. Fazer amigos novos quando você sente tanto a falta dos seus melhores amigos não é tão simples... Seu coração já não está tão aberto... Aquilo que você tinha era muito importante para você e você amava cada minuto com os seus amigos - por que não aproveitou mais? É uma pergunta constante.
     Agora é difícil marcar um encontro para reunir o seu grupo, cada um se envolveu em atividades diferentes. Você começa a pensar que talvez seus amigos já não não se importem tanto assim com você, mas, não... Não pode ser verdade. 
     Um ano se passou desde que deixei a escola. Ainda sinto muita falta... Da escola? Nem pensar! Das pessoas. Dos professores que me achavam uma das melhores alunas e das minhas melhores amigas... Dos ataques eufóricos do nada, das fofocas, dos silêncios, dos olhares confidentes, das conversas, dos passeios, dos trabalhos, da amizade mais que especial... Em cada lugar que vou, sinto falta disso tudo. Não tenho certeza se encontrarei amigos tão sinceros como os que eu já fiz e isso é muito, muito perturbador... Mas é inevitável escolher, é assim que vivemos... Fazendo escolhas, errando, acertando, amando, ganhando, perdendo...                
     As perdas são dolorosas demais quando se tratam de pessoas. Pior do que se afastar de alguém por causa de caminhos distintos, é perder um amigo por ter feito escolhas erradas...     Você se culpa o tempo inteiro e o famoso "e se..." pode assombrá-la por muito tempo... Bom, mas isso é outra história. Acabei falando mais do que pretendia e misturando algumas páginas da vida...     
     Mudanças são inevitáveis. Quando você entra na faculdade, você percebe que a adolescência nem era tão complicada assim, porque agora você é uma "jovem adulta" e não tem a menor a ideia de como isso terminará.

Dedico este post para as minhas eternas melhores amigas da vida escolar... 

Jéssica S., Morgana, Bruna A., Priscila e eu em uma visita à Unisinos em 2009...