quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Zombie mood, Casa do Estudante, RU do centro and more...

Acordo cedo. Imagine um zumbi recém saído da cova, ofuscado pela luz do dia e sentindo sua pele queimar devido à luz solar... Pois é! É o quadro do horror. E sempre quando acordo de madrugada (7 horas da manhã que absurdo!), a coisa se configura desse jeito. Pelo menos sei o horário do bus! Bah, que tri! Hoje levo o notebook. Sala lilás e organizar materiais já! Hmm... Deixei a Internet ligada! Ideia brilhante? Sim! Twitter! Como uma maníaca viciada que é controlada pela máquina, tenho disposição para digitar meia dúzia de tweets em pleno início das atividades do dia. Depois de um café preto delicioso feito pela minha mãe, estou acordada e animada - por incrível que pareça! Agenda lotada: projeto de pesquisa com a Carol (que mora na Casa do Estudante da UFRGS - já falo sobre essa minha visita...), depois apresentação de trabalho com o grupo de LIBRAS. Estou gostando do temido final do semestre. Na escola sim é que eu enfrentava verdadeiros infernos... A vida acadêmica é boa demais!

CONGESTIONAMENTO na Avenida Protásio Alves... O quê? Mas como? Pois é! Que coisa absurda isso, hein? Chego na FACED. A Carol e eu iniciamos uma busca pelos 9 andares daquele prédio atrás de um lugar sossegado e com tomada para o meu notebook de preferência. Não foi dessa vez... Então, partirmos rumo à Casa do Estudante. Elevador para subir, que chique... O corredor. Sério, foi uma experiência única. O quarto que a Carol divide com a colega dela é quase no final do corredor. Fomos caminhando lentamente através do espaço relativamente estreito do tal corredor... Ao bisbilhotar as portas, encontra-se de tudo... Lixo nas portas, garrafas de bebidas alcoólicas, um cheirinho particular de substâncias químicas ilícitas e portas destrancadas revelavam pequenos universos de jovens adultos recém libertos da supervisão familiar... Para mim, foi uma experiência exótica. Com todo o conforto e auxílio que tenho em casa (sem falar do amplo espaço da minha moradia), não sei se teria coragem de deixar tudo para trás e me meter em uma aventura dessas.

O quarto da Carol é bem legal. Ela o divide com uma estudante de AV, então, obras de arte e pinturas se misturam ao pequeno espaço compartilhado por alguns eletrodomésticos, duas camas, um roupeiro-escrivaninha-parede, livros e marcas próprias de um ambiente habitado por meninas.

Iniciamos nosso querido projeto de pesquisa e blá, blá, blá... Ah, o quarto tem Internet e de graça (isso é bom)! Hora do almoço. 11h30min. RU do centro. Aquela coisa de sempre: fila, multidão, R$ 1,60 com suco de limão metálico aguado, barulho, mas com algumas diferenças. O feijão do RU do centro é divino! Sério! Feijão bom mesmo. Hoje teve salada de folhas selvagens, não sei o que era aquilo, mas com um salzinho vai! Também, teve um negócio que uma funcionária colocou no meu prato que mais tarde descobri que era a sobremesa... No início achei que era lasanha... SONHA, IDIOTA! Depois, a Carol me falou que era torta de bolacha. Para vocês verem o aspecto da coisa... Mas estava tri boa - tinha até UM pedacinho de pêssego (que eu cuspi de volta porque não tinha visto o que era e achei duro demais para ser uma bolacha ou o creme embolotado).

De volta ao quarto. Fui ao banheiro coletivo. Deve ser estranho tomar banho escutando outras pessoas fazendo suas necessidades ao lado ou usando a pia, etc. Finalizamos o que tínhamos de fazer no projeto de pesquisa e me fui para a FACED. Trabalho apresentado com uma desenvoltura que nem eu mesma esperava. Também! Depois de tantas horas lendo no ônibus imóvel na Protásio... Ai, ai. Só sei que hoje o dia valeu a pena. É simplesmente incrível ir descobrindo coisas novas desse vasto universo acadêmico. Na volta pra casa, passei no barzinho da FACED e comprei uma salada de frutas. Fui para a parada. Aproveitei para ler um texto sobre CLL, pois amanhã darei uma aula de Inglês! :) 

That's all, folks!