segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Debaixo do Plátano...

Debaixo do Plátano estou. Meia sombra, meia luz. Sinto cheiro de fumaça. Tem gente, ao meu redor, morrendo ao fumar lentas doses de veneno. Estou aqui a escrever, colocando em dia o que eu tinha que fazer no final de semana que passou. Aquele em que eu só procrastinei! São 16h50min agora. Se até às 17h ela não aparecer, pego o 343 sem Tri e até o outro campus vou. Sem celular, não pude minha mãe contatar - por isso estou aqui a esperar... Mas não era nada disso que queria contar! O problema é que quando começo a digitar, as palavras logo começam a brotar... O caso que quero contar é sobre um cachorro preto que hoje eu vi passar. Ele não era um cachorro preto comum. Era preto, mas não comum. Tinha um ar faceiro ao correr com a língua de fora, perseguindo as pobres pombas que tentavam se alimentar ali no gramadinho perto da livraria. Porém, o mais curioso de tudo era o rabo dele. Ele tinha um rabo torto. Mas não era um torto qualquer. Era um torto em forma de mola. Uma mola que não amola. Uma graça de mola que enrola. Logo que o vi, não acreditei. Tive de olhar outra vez. E não é que para meu espanto e encanto o cachorro era mesmo preto e balançava alegremente o seu rabinho de mola? E agora já são cinco horas. Um pássaro pousou aqui, mas - agora - já vou embora!