domingo, 26 de setembro de 2010

Eu tenho esperança...


Não quero saber do que foi feito e do que não foi. Todos fazem algo e todos nada fazem. A questão é que política não é televisão e políticos não são celebridades. Votamos para eleger nossos funcionários - quem está administrando o Brasil deve nos servir e não posar como o salvador da Pátria! Durante a campanha eleitoral deste ano, achei ridículo ver o representante do nosso país fazer bico de garoto propaganda por aí. Populismo maldito. Por que as pessoas agradecem por receber migalhas que pertencem a elas? Ninguém está fazendo nenhum favor. Ninguém está sendo generoso - pai dos pobres - nesta história. E aqui eu poderia gastar as pontas dos meus dedos, enumerando outros exemplos, mas quero chegar na questão EDUCAÇÃO. É a mais importante. Não me digam que não é, pois quem está lá no poder deixa exatamente tudo como está só para poderem serem eleitos na próxima eleição. Se o povo fosse instruído, pensaria mais... Pensar é um perigo. Se o povo pensar, o banquete iria logo acabar... Por isso, alienam os jovens os mandando para cursos profissionalizantes logo após o Ensino Médio - para que formar acadêmicos? É melhor botar todo mundo a trabalhar logo de uma vez - quando receberem o dinheirinho, ficarão bem felizes. Dinheiro. Aí, tudo acaba mesmo... E a roda começa a girar outra vez... E tudo parece um ciclo interminável de mesmice.

No dia 3 de outubro meu voto vai para a Marina Silva, do partido verde, da legenda 43... Acredito que ela seja o resultado da educação que ela em um determinado período da vida buscou. Ela é o novo. Preciso renovar minhas esperanças, preciso ver o que pode acontecer com uma nova proposta. Não gosto de rotina, de coisas previsíveis, de gente repetitiva, de lavagem cerebral... Não votarei nas pessoas que a maioria irá votar - eu não fui massificada ainda... Quero uma política limpa que não tente monopolizar as pessoas. Estou cansada dos argumentos da maioria, prefiro ouvir a minoria - que, longe dos flashes, não tem a visão ofuscada e pensa melhor... Pense você também! Não é fácil - requer paciência, gera conflito... Mas asseguro-lhe que é muito melhor do que repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir... Você não está cansado?

Marina Silva no 2º turno... Eu tenho esperança! No dia 3 de outubro é 43!


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Blog do Guilherme Fiuza

Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”, adaptado para o cinema. Neste blog, trata de grandes temas da atualidade, com informação e muita opinião principalmente sobre política.

Sigo tanta gente no Twitter e, casualmente, o tweet da ÉPOCA chamou a minha atenção... O link me levou ao blog do Guilherme Fiuza. Achei interessante a maneira como ele escreve - seus argumentos são muito bons. Então, resolvi colar um texto dele sobre política aqui no meu humilde blog.




Dilma versus Lula




Dilma Rousseff declarou que não viu “nenhuma ação inidônea da ex-ministra Erenice”.

O presidente não se referia, naturalmente, a alguma opção profissional de Erenice Guerra da qual ele discordasse. Lula estava falando tão somente das tais ações inidôneas que Dilma não viu.

“Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo ao mesmo tempo”, disse Lula sobre Erenice.

“E quando acontece, a pessoa perde”, concluiu o presidente, a respeito da ex-braço direito de Dilma.
Criador e criatura, como se vê, estão pela primeira vez mal ensaiados. Mas isso é problema deles. O problema do Brasil é entender o que está em jogo no caso Erenice.

E o que está em jogo foi enunciado, com grande clareza, pelo próprio Lula: “chegar aqui e se servir”. É só isso. Nada mais é importante realmente, nem mesmo o resultado das eleições.

O que está em jogo é o que será feito com o Estado brasileiro. E quais as reais intenções de seus dirigentes para com ele. Chegar e se servir, ou chegar e servir.

Fora as torcidas organizadas vermelha e azul, não tem a menor importância para os brasileiros comuns a filiação partidária de quem está no poder. Lula chegou lá e praticou uma política econômica conseqüente, diferente da que seu partido propunha. Nesse ponto, serviu ao Estado e à sociedade. É só isso que o Brasil quer.

Mas o Brasil está confuso. Confunde o seu bem-estar com as bravatas esquerdistas do mesmo Lula, acreditando que a vida melhora porque Lula foi pobre.

E é sob as bravatas populistas que a companheirada oportunista se abriga no Estado, para se servir dele – se possível com cadeira cativa.

Essa é a importância do caso Erenice. Mostrar o quanto há, no Plano Dilma, de privatização do Estado pela casta dos amigos dos amigos. E de controle das instituições para a perpetuação de um grupo no poder.

O autoritarismo provém da mediocridade. Ela é a grande – e única – adversária do Brasil nessas eleições.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

NÃO LEIA



Não aconselho a ninguém a leitura deste post. Não há nada que interesse aqui e que seja útil a você. Não há produção, informação, reflexão... Apenas revolta. Sim, hoje acordei com um sentimento estranho - algo que foi piorando ao longo do dia. Não leia este post, pois não quero que você se sinta agredido com as minhas palavras.

Eu tenho tudo que eu preciso para ser feliz. Tudo mesmo. Mas o fato é que não consigo não sentir os problemas alheios, os problemas que me rodeiam, as maldades que circundam a Terra. Dramática - é herança. FATO. Por que sou assim? Não sei. Para mim não é certo um milhão de coisas que outras pessoas encaram como normal. Anormal - devo ser. Não importa. Hoje chorei. Chorei por ver uma notícia na televisão que fez com que eu me lembrasse de um filme. Fiquei pasma. A mesma história, a mesma desgraça, a mesma ação criminosa... Fiquei com nojo de fazer parte deste mundo e nada poder fazer. Sinto-me presa, impotente... Uma inútil. Que raiva desse Homem maldito que só produz o improdutivo, o mal. Há gente sem coração, sem alma... Hão de pagar. Acredito nisso. E não me venham falar que as vítimas se foram porque Deus quis. Calem a boca, seus imbecis. Deus não pode ser culpado pela maldade do Homem. Injustiça. Deus é a vida. Aqui na Terra podemos escolher. Alguns mais, outros menos. Mas sempre há a escolha. E aconselho aos psicopatas tratamento ou internação perpétua - ou melhor ainda: coloquem sua cabeça cheia de merda dentro do vaso sanitário durante cem horas.
 
As coisas podiam ser tão melhores por aqui... Não precisamos de nenhuma intervenção divina. Temos todas as ferramentas capazes de mudar o mundo, de sermos melhores e de vivermos em paz. Paz. Isso parece algo tão distante, tão utópico... Mas ainda acredito, ao menos, que o mundo possa oferecer tranquilidade às pessoas que nele habitam. Seria bom sair de casa sem ouvir aquela lista de recomendações da minha mãe, seria bom voltar para casa e saber que a minha mãe não teve de suportar nenhuma incomodação.

Se todos os livros que tanto amo pudessem me acalmar... Mas sinto que vivo por satisfazer vontades insignificantes sem de fato ser útil a algo ou alguém. Estou recebendo um milhão de informações literárias, filosóficas, históricas e sociológicas e, no entanto, tudo isso me traz inquietação - grande agonia que sinto. Se as pessoas têm as receitas, por que não as produzem? Não entendo. Não entendo. Não entendo. Do que adianta saber tanto se não é possível aplicar um terço de todo esse conhecimento. Do que adianta sonhar com o dia em que você se sentará pela primeira vez em uma cadeira de uma aula de nível superior? E depois? Por que alcançar o emprego dos sonhos? Por que votar em alguém que faz promessas que jamais poderá cumprir? Por que amar alguém que não é da sua família e que pode vir a trair você? POR QUÊ? A qualquer momento todos os seus sonhos podem acabar pelas mãos de um filho da puta qualquer. Não quero saber sua opinião. Não era para você ter lido este post. Eu avisei, não diga que eu não avisei...

Oh, God, despite all my anger against the world, I just want to find a way to help. I don't want to see good people be injured by monsters anymore... I hope the justice of mankind be able to heal the wounds that every scream reveals.

PAREM DE BEBER
PAREM DE TRAIR
PAREM DE FERIR
PAREM...
POR FAVOR, PAREM...
PAREM DE MENTIR
PAREM DE INVENTAR
PAREM DE ODIAR
PAREM DE NÃO SER
PAREM DE NÃO SER HUMANOS
PAREM DE AGIR COMO MONSTROS
PAREM DE TORNAR A VIDA UM PESADELO
PAREM DE ASSUSTAR AS CRIANÇAS
PAREM DE MATAR AS CRIANÇAS
PAREM DE MATAR
PAREM ESSA VIDA VULGAR
PAREM DE NÃO VIVER
PAREM DE NÃO SER
PAREM...
POR FAVOR, PAREM...
PAREM DE MALTRATAR
PAREM...
PAREM DE DIZER QUE DEUS NÃO EXISTE
VOCÊS É QUE NÃO DEVERIAM EXISTIR...
PAREM DE EXISTIR, MONSTROS!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Relato de uma emoção forte...

A tarefa de Leitura e Produção Textual da semana era tentar escrever um relato sobre uma emoção forte. Não sei se consegui, saberei hoje de tarde. Aí vai o meu relato!


O TELEFONEMA 


Andava de um lado da casa até o outro impacientemente. O relógio marcava vinte e uma horas do décimo-sétimo dia do mês de maio. Resolvi sentar no sofá da cozinha para assistir ao Fantástico. Olhava as imagens que se passavam na tela da televisão, mas não conseguia distinguir os sons que eram emitidos. Meu coração já batia aceleradamente e minhas mãos começavam a suar frio, eu jamais receberia aquela ligação se passasse da meia-noite.
Dois mil e nove: meu último ano na escola. Se o telefone tocasse, tudo terminaria diferente do que eu havia planejado durante os últimos cinco anos. Eu não precisaria me preocupar mais com a ideia de enfrentar o Vestibular sem estar devidamente preparada, pois asseguraria o transporte para o meu caminho até a universidade.
O telefone ainda não havia tocado e eu estava cada vez mais inquieta. Minha mãe não estava em casa para me acalmar. A noite tornava audível minha respiração e meus batimentos cardíacos, misturando-os a outro ruído que logo identifiquei... Há quanto tempo eu não comia nada? Resolvi esquentar a água em uma panela e adicionar farinha de milho. Não sei por quanto tempo eu fiquei movimentando a mistura.
Tentei comer um pouco, mas a comida não descia bem... Até que, em uma das minhas colheradas, o telefone tocou. Saltei da cadeira e corri até a sala. Tinha que ser a minha ligação.
- Alô?
- Junie?
- Sim, sou eu.
- Aqui é a professora Luisa do Unificado...
Na hora, o que consegui dizer foi um “Ai, não acredito!” e, em rápidos minutos, fiquei sabendo que o meu texto havia sido um dos 5 vencedores, que eu havia ganhado a bolsa de estudos no curso pré-vestibular semi-extensivo e que na quarta-feira eu iria conhecer a redação do jornal Zero Hora.
Quando a conversa terminou, meu corpo inteiro tremia... Comecei a gritar. Gritei muito alto para que a cidade inteira pudesse ouvir... Então, sentei-me no chão e comecei a chorar... Mal podia acreditar... Liguei para o meu pai, que acompanhou minhas lágrimas, e juntos ficamos em um silêncio molhado.


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Palavras do feriado...

Poderia falar sobre muitas coisas - fazer algumas reflexões sobre os excessos do comportamento humano que presenciei... Mas... Pensando bem, deixa para lá. Acho que o que importa é entrarmos e sairmos dos lugares que frequentamos eventualmente com a nossa consciência limpa - sabendo que agimos como sempre agimos e que não fizemos nada que poderia nos deixar arrependidos depois. Bem, minha visão - você tem a sua e eu respeito isso, pois acredito que cada um sabe o que é bom pra si... O que eu quero evidenciar é o fato de que nós não precisamos e nem devemos mudar por causa das outras pessoas e por causa das mudanças de ambientes. Você é e deve continuar sendo o que é - não importa aonde esteja.

Passado o momento reflexão de fim de tarde, vamos aos fatos do final de semana... 

Fui a um boliche pela primeira vez! :) Depois de não acertar nada, consegui fazer strikes e acho que peguei o jeito da coisa!

Fui visitar meu pai também. Estava com saudades do pessoal. Minha irmã e eu assistimos filmes, lemos Percy Jackson e brincamos com o Spock - o cocker spaniel dela. Muito fofo!!!

Amanhã a rotina recomeça aqui no RS!



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Opinión

Recebi da Endry. É de se pensar sobre. Resolvi postar. Tirem suas próprias conclusões.

QUINO (autor da Mafalda) e o mundo no século XXI









Bah, que tri!

Encontrei este vídeo por acaso, achei muito legal... :) E vou aproveitar o mesmo post para compartilhar um texto que recebi por e-mail da Endry - o autor é desconhecido, quem souber quem é o dono do texto avisa aí! 






PARA REFLEXÃO...

"Precisa-se de seres humanos com qualidades para realizações de qualidade;
Precisa-se de seres humanos que não façam suas tarefas por obrigação, mas sim por consciência, por prazer;
Precisa-se de seres humanos que vivam seus casamentos com ternura e amizade;
Precisa-se de seres humanos que sejam pais, e não simples procriadores e mantenedores;
Precisa-se de seres humanos que sejam amigos, e não simplesmente colegas;
Precisa-se de seres humanos que tenham Deus como aliado, e não como um adversário;
Precisa-se de seres humanos que vejam a vida como uma dádiva, e não como um fardo...
Por quê? Porque são eles que vão construir um mundo digno de viver!"




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

I'm a junkie...

"Sou uma viciada... Não há reabilitação que possa me curar. O meu vício é para sempre... Injeto palavras direto na veia a todo momento e verbalizo no interior dos meus pensamentos criações psicológicas que deixariam um ser humano normal abismado. Minha mente foi alterada pelo consumo desenfreado de palavras... Jamais encontrarei a saída para lugar algum... O meu vício se tornou minha paixão. Entrego-me a ele sem pudor. Despi-me de qualquer sanidade e me abriguei no recanto das palavras que deturpam minha velhice precoce. Cheguei ao fundo do poço das palavras proibidas...  Todo dia ao acordar tenho ao lado um livro para me embriagar. Já não me reconheço mais como quem eu costumava ser. Ao observar minha imagem refletida no espelho, vejo-me em preto e branco; coberta por linhas infinitas de palavras contagiosas que irão me consumir ao longo dessa existência pueril." 

Junie Nunes de Souza


“I'm a junkie... There is no rehabilitation able to heal me. My addiction is forever... I inject words into the veins all day long and verbalize inside my thoughts psychological creations that would let any normal human being shocked. My mind was changed by the unrestrained consumption of words... I will never find a way out to any place... My addiction became my passion. I surrender myself to it without shame. I undress any sanity and take shelter in the corner of the words that distort my early old age. I got to the bottom of the prohibited words... Every day I wake up next to a book to get drunk. I no longer indentify myself as the one who I used to be. By observing my reflection in the mirror, I watch me in black and white, covered with endless lines of contagious words that will consume me along this puerile existence.”

Junie Nunes de Souza


Filosofia: uma quase nova paixão...

Poderia ser em um dia de sol em um Café próximo a um lago de uma praça arborizada, mas, mesmo sendo em um prédio antigo e gelado, o ambiente se transforma à medida que o nosso pensamento toma rumos contemplativos e reflexivos sobre o homem e a sua busca incessante pelo conhecimento. Pela primeira vez, vejo o quanto a Filosofia é interessante e nos faz crescer. É claro que há sempre um bom encantador por trás do encantado, pois, dificilmente, uma pedra no escuro falaria com o nosso espírito. Hoje, gostaria de compartilhar com vocês frases e imagens para refletirmos sobre o tema: Homem e Educação!

Uma boa "viagem" a todos!

Afetuosamente,
Junie.

* * *

"Sem a pressuposição de que é possível ser melhor, não há educação." (15/09/2010 - aula de Filosofia)

"Por que eu não faço o bem que quero e acabo fazendo o mal que não quero?" (Santo Agostinho)

A caça - Piero di Cosimo
A volta da caça - Piero di Cosimo
A descoberta do mel - Piero di Cosimo


Vulcano e Eolo - Piero di Cosimo



Prometeu I - Piero di Cosimo


Prometeu II - Piero di Cosimo
A construção de um palácio - Piero di Cosimo





terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dois em um...

Tenho de arrumar esse texto, mas algumas pessoas gostaram... Então, resolvi postá-lo aqui. Só para esclarecer, eu preciso dividir este texto em dois, pois há assunto para dois textos... Bem, tire suas próprias conclusões, caro(a) leitor(a)!

* * *


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE LETRAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS CLÁSSICAS E VERNÁCULAS
LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL
Professora Juliana Roquele Schoffen


O tempo, o caminho e eu

- Mãe, estou atrasada...
Por que repito essa frase todos os dias? Na verdade, é a primeira vez que paro para refletir sobre isso. Quando minha mãe escuta eu gritar desse jeito, dá um suspiro e responde:
- Que novidade!
E logo já vai dando sermão:
- Por que você não se acordou mais cedo? Tem que se programar!
A correria começa e as perguntas e pedidos se intensificam à medida que os ponteiros do relógio se aproximam do horário em que eu tenho que sair correndo, ultrapassar fechaduras e cadeados, respirar o ar poluído da cidade e preparar meus ouvidos para os ruídos do trânsito da Avenida Presidente Getulio Vargas. Mãe, onde está minha chave? Escovo os dentes. Você viu meu celular? Calço meu All Star. Mãe, tem dinheiro na minha carteira? Pego o casaco. Mãe, vai chover? Procuramos desesperadamente a sombrinha que não encontramos em lugar nenhum, já que provavelmente eu a perdi no último dia de chuva. Desisto de levar a sombrinha e saio, mas antes escuto minha mãe dizer que eu tenho que ser mais organizada com as minhas coisas, que eu não devo mais deixar tudo para a última hora, que eu tenho que cuidar ao atravessar as avenidas e, finalmente, ela deseja que Deus me proteja!
É. Ela tem razão. Eu até poderia ser mais organizada mesmo, mas a verdade é que eu não gosto de ser um robô: programar a rotina não é comigo. Gosto dos movimentos alucinantes que o horário apertado me proporciona, dos batimentos acelerados do meu coração ao correr para não perder o ônibus e dos cálculos absurdos que faço com o meu relógio digital de pulso sobre quanto tempo eu vou levar para chegar até a faculdade, porque, apesar de estar sempre cruzando ilegalmente a fronteira do tempo, eu não gosto de chegar atrasada na UFRGS.
Se a aula é na FACED, pego o Alvorada Protásio e chego lá em 40 minutos se não houver congestionamento na saída da Av. Manoel Elias. Quando a velocidade dos automóveis pode ser comparada à de uma tartaruga, começo a multiplicar e dividir o tempo que aparece no visor do meu relógio e, se ele pudesse, daria gargalhadas do meu desespero e mostraria os minutos passando ainda mais rápido enquanto eu assisto pela janela o meu destino nem um pouco mais próximo, pois o ônibus é incapaz de se mover.  Aí desisto das contas e começo as minhas observações que são mais profundas quando tenho que pegar dois ônibus para ir até o Campus do Vale.
Vargas, Baltazar, Manoel, Protásio, Antônio e Bento: qual será a história desses personagens reais e o que fizeram de tão importante para ganharem avenidas dedicadas a sua memória? Fico divagando e chegando a conclusões pouco prováveis sobre essas questões, mas o mais interessante das viagens que faço sobre o chão cinzento dessas avenidas é ver como as pessoas se movem rapidamente para sair de um lugar e ir a outro. Em uma de minhas viagens, achei fascinante quando o ônibus parou e o motorista desceu para ajudar uma pessoa de cadeira de rodas a se acomodar no coletivo. Na cidade em que moro, não havia presenciado esse gesto. Quando acordo do transe, olho no relógio e calculo que vou me atrasar... Mas é incrível como a essa altura da viagem já estou mais calma e certifico as minhas inquietações que não serei a única a chegar depois do horário.
Em alguns dias da semana, tenho que me deslocar do Vale até a FACED. É o percurso que mais gosto de fazer. Pego o 343 e o meu passeio pela Av. Ipiranga logo começa. Toda vez que vejo o arroio Dilúvio, eu lembro que seguidamente algum carro prova daquelas águas nada límpidas. Em seguida, meu olhar é atraído para uma construção que me reaviva a vontade de ir ao cinema e comer pipoca, o ônibus deixa para trás os meus desejos e continua o seu itinerário. Ao passarmos pela PUCRS, a nostalgia toma conta de mim: duas das minhas grandes amigas frequentam as salas de aula daqueles prédios todos os dias. Fico pensando no quanto gostaria de vê-las, enquanto sobem pessoas que lotam o ônibus. Dirijo discretamente meu olhar a elas, desejando que talvez uma delas fosse uma das minhas amigas.
Depois da aula, caminho lentamente até a parada, pois sei que o ônibus da Soul vai demorar muito para chegar... Fico invejando os moradores de Viamão, pois passam muitos ônibus dessa cidade enquanto eu fico criando fungos na parada em frente à FACED. Minha atividade enquanto isso é ler as identificações dos coletivos que se aproximam. Enquanto espero o Alvorada, passam pelo menos uns quatro ônibus da linha T7 - queria morar para esses lados... De tempo em tempo, olho para o relógio impacientemente e me pergunto por que os minutos custam tanto a passar?

Junie Nunes de Souza

Porto Alegre, 14 de setembro de 2010.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Constatações tecnológicas...

Estou aqui no Campus do Vale tomando um café com a minha mãe e acessando a Internet Wireless da UFRGS através do netbook dela. Mundo moderno... É... A tecnologia a que temos acesso é incrivelmente surpreendente e indispensável à vida de uma pessoa do século XXI que quer estar inserida no apressado desenvolvimento que vivenciamos. No entanto, ainda ela me parece tão precária perto do que poderia ser. Redes lentas e sobrecarregadas não combinam com a dimensão de informações e urgência por novidades que o ser humano busca hoje em dia. 

Sempre imagino que em outro lugar há sempre algo mais dinâmico, que está disponível para facilitar ainda mais alguma necessidade humana moderna. Talvez eu esteja errada, talvez não... Porém, a verdade é que não podemos mais imaginar a nossa vida sem inúmeros aparelhos cheios de botões e funções que nasceram para estender as potencialidades do homem e tornar menores as distâncias entre as pessoas. Algumas pessoas dizem que tanta facilidade atrapalha de certa maneira a maneira como adquirimos o nosso conhecimento. Pode ser. Hoje em dia é mais difícil para nós jovens nos concentrarmos em apenas uma atividade, pois queremos estar conectados a várias... De qualquer forma, a mudança já ocorreu e a geração conectada tende a crescer.

Ao chegar da universidade, sempre checo os meus e-mails e as minhas redes sociais. Faz parte da rotina. É algo tão natural quanto escovar os dentes. Para tentar estabelecer uma explicação, utilizo-me de um dos conceitos de aquisição de linguagem da aula de hoje: recebemos determinadas informações repetidamente até que se tornem hábitos... Bem, encerro por aqui o post que inaugura a tag tecnologia. Estou assistindo a uma aula da minha mãe agora. Enquanto ela tenta entender alguma coisa sobre Economia (para mim, o professor está falando mandarim), eu fico navegando no netbook dela. Aliás, um fato curioso aconteceu ao chegar neste prédio... O elevador - que mais parecia o interior de uma geladeira - produziu um som estranho e se acomodou de maneira brusca ao parar no andar das salas de aula da minha mãe. Ultrapassado, assim como a maioria dos nossos primeiros computadores, ele já se mostra ineficiente ao agitado mundo tecnológico.

Boa noite, internautas! 

Tenham ótimas conexões durante o final de semana e que a rede, pelo amor do santo provedor, não caia!

Adeus ao romantismo...

Recentemente fiz 19 anos. Estou cursando Letras (para quem não sabe ainda). Talvez eu me torne professora de Português, de Inglês ou de Literatura brasileira daqui a alguns semestres... Ainda não sei. O fato é que além disso, sou uma aspirante a escritora. Só aspirante... Já ganhei um concurso estadual de redação e tal, já tive poucos dos meus escritos publicados no jornal da minha escola, na ZH e no jornal de redação do Unificado. Atualmente, publico meus textos só aqui no blog. O fato é que, por um ato insano, tentei mudar o meu estilo de escrita. Tentei me aventurar a escrever umas coisinhas melosas que julguei que talvez se assemelhassem a uma história de amor e blá, blá, blá... Porém, não é a minha área e eu não tenho o dom de escrever sobre isso. Meu estilo é mais corriqueiro, diário e urbano. Com movimentos dançantes e leve toque de humor, gosto de transformar meu dia-a-dia e minhas impressões da vida em crônicas. Quando as pessoas gostam de um texto meu, com certeza, deve ser uma crônica ou algo parecido...

Hoje, conversando com uma das minhas leitoras assíduas, fui alertada para o fato de que meu estilo romântico estava um lixo. Realmente, estava. Não posso deixar momentos de ataques cardíacos por insanidade ultra subjetiva destruírem meu palco de objetos que trazem um certo toque de humor à vida dos meus poucos, mas preciosos leitores. Ainda bem que me curei do estado febril em que me encontrava. Com olhos de águia, percebo aos poucos que a realidade não tem nada de ideal... Bem, ela é bem simples: tem aquelas coisinhas feinhas que você simplesmente ignora para não ser a totalmente careta do grupo e passar a ser só a "quietinha". Tanto faz, acho que já estou misturando as coisas... Mas estou escrevendo este post para pedir desculpas por tentar escrever um tipo de produção que não tem nada a ver comigo e para me lembrar de que eu não devo me deixar levar por devaneios juvenis, mas  seguir a linha que sempre me faz ver sorrisos reais no rosto de pessoas queridas. 

Já sou suficientemente formal para uma jovem do século XXI e, se eu caísse no abismo dos textos românticos, estaria me condenando à categoria de aberração total. Acho que devo dizer adeus ao romantismo temporariamente. Não combina com o meu espírito curioso divagar sobre sentimentos abstratos.

Boas leituras a todos durante o final de semana!



segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Conversando com a minha psicóloga via MSN...

Luísa diz:
E o seu domingo como foi?
@Junie_NdeS diz:
Um típico domingo de uma adolescente entediada e encantada com a vida ao mesmo tempo... (risos) Sei lá...  Internet, leituras, escritos, filmes, compras no supermercado, preguiça e é isso.
Luísa diz:
Um típico domingo de uma adolescente que sonha em ser poeta...
@Junie_NdeS diz:
Ah... Comecei a mudar as coisas de lugar no meu quarto também.
(risos)
“De poeta e louco todos temos um pouco.”
Luísa diz:
Até rimou.
@Junie_NdeS diz:
:D
Ai, ai...  Estou numa fase diferente... Sei lá... Outros gostos surgindo, um milhão de sentimentos explodindo...
Luísa diz:
Hmm...
Está ficando adolescente! o/
@Junie_NdeS diz:
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...
Que engraçadaaaaaaaaaaaaaa...!
Mas será que é isso?
Até então eu sempre reprimi tudo e, agora, estou me sentindo livre...
(ai, a irmã mais velha pedindo conselhos e desabafando com a mais nova... é, devo estar regredindo...)
Luísa diz:
Lembra quando eu falei que quando você era criança você era meio bebê; quando você era adolescente você era meio criança e que, quando você fosse adulta, você seria uma adolescente?
Então...
Então... Agora você é adulta.
@Junie_NdeS diz:
(risos)
Luísa diz:
Isso é: chegou a sua adolescência!
@Junie_NdeS diz:
Luísa, isso tem que virar um post do meu blog...
Luísa diz:
(risos)
@Junie_NdeS diz:
(risos)
Muito legal!
Luísa diz:
Eu sou uma psicóloga! ^^
@Junie_NdeS diz:
Aham!
Muito boa!
Vou contratá-la!
Luísa diz:
Promoção: R$50 por dia.
@Junie_NdeS diz:
(risos)
Chama isso de promoção?
Luísa diz:
Tá bom, R$150 por semana.
@Junie_NdeS diz:
Oh, God.
Luísa diz:
Prepare-se: adulta só quando for velha! ... Aaaaaaaaaai... Você passou tanto tempo entrando na adolescência... agora você é adolescente! Espinhas... Crises... Dúvidas... Possíveis paixões... Depois de mais ou menos 7 anos entrando na adolescência, finalmente você é uma adolescente! Como se tivesse 16 anos, entrando na Faculdade... Experimentando novas coisas, sendo mais livre... Enfim, adolescente.
@Junie_NdeS diz:
É… E eu não estou com medo… Luísa, minha irmã querida, já disse que amo você?

Eu vou lê-lo...

Como um livro, eu vou lê-lo... 
Não se dê ao trabalho de me apresentar uma capa enfeitada com letras douradas, 
Eu procuro o seu conteúdo.
Quero decifrar suas entrelinhas,
Descobrir seus segredos,
Viajar através dos seus mundos...
Não quero que você me dê uma receita,
Não gosto de seguir regras...
Eu crio as minhas estratégias,
Faço minhas próprias deduções,
Ultrapasso qualquer obstáculo que surgir em minha leitura sobre você...



* Não sei no que estava pensando quando escrevi essas linhas estranhas, mas quando acordei elas já estavam fervilhando em uma página de cor branca...

domingo, 5 de setembro de 2010

A broken smile...

She had some trouble with herself...

I don't mind spending everyday
Out on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay a while
And she will be loved...

Tap on my window, knock on my door
I want to make you feel beautiful
I know I tend to get so insecure
It doesn't matter anymore

It's not always rainbows and butterflies
It's compromise that moves us along
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want

Please don't try so hard to say goodbye...


* She Will Be Loved - MAROON 5