quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Happy 19th Birthday!

Hoje é dia 26 de agosto. Hoje é o meu aniversário. Talvez seja o meu primeiro ano de vida. É... Acho que é isso o que eu sinto em relação ao dia de hoje. Tenho os meus motivos - para quem acompanha o Diários de Estudante há algum tempo, não é tarefa impossível descobri-los. Queria uma imagem de um bolo de aniversário especialmente para os meus 19 anos. Então, digitei no Google images o seguinte:
"19th birthday cake"
Várias opções surgiram. Algumas me conquistaram e logo as arrecadei para mim como presente de aniversário. Abaixo, encontram-se as que eu mais gostei. A maioria é do site Greeting Card Universe (ótimo!).

"Some days you may feel life comes to
you fast...
Remember to enjoy every moment of it." 
I can't believe how time flies!
That sounds a lot older than just 19, doesn't it?



"Hope your birthday brings:
a beautiful cake with nineteen candles
and more happy wishes than you can handle!"
Someone like you should be celebrated every day!


Look out! Here comes another birthday! Hope it's full of surprises.

May this day be the best one of many to come!

Happy B-day, JUNIE!

Wishing you a 19th birthday and happy 364 days to follow!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Eu sou o mundo...

Almejo esconder minha felicidade e guardá-la em um mágico baú. Anseio sorrir para o dia que nasce e receber a energia infantil da vida que explode. Desejo escrever, desejo ler e assim poder viver. Um momento assim nunca eu vivi, assusto-me com a ideia de que ele possa vir a ser finito... Mas vivo a plenitude dos segundos, de cada movimento respiratório e de cada batimento cardíaco que me faz querer continuar, que me faz querer ficar e às vezes até voltar ao mundo encantado da minha literatura. Eu sou protagonista da minha história. Eu sou livre. Eu sou alguém. Alguém que eu quero ser. Estou no mundo em que eu sonhei estar e quero transformar o mundo inteiro nele, pois para mim é isso que faz sentido à medida que me transformo no melhor que eu posso ser, bem diferente da minha versão em preto e branco de quando vivia nas sombras e projeções de outrem. Agora estou viva e é tão bom respirar. É tão bom me ver em cores. Cores distintas e cheias de possibilidades. Estou descobrindo quem sou, estou testando, estou experimentando ser mais. Não uso mais algemas, não visto mais o velho uniforme, não sofro mais a cada amanhecer... Sou o mundo que eu projetei e é assim que deve ser.

Saiu desse jeito a primeira versão...

UFRGS | Letras | Leitura e Produção Textual 

* Atividade de apresentação pessoal. Texto elaborado visando transmitir unidade temática, concretude, questionamento e objetividade. Primeira versão.

Por que Junie?

Carrego em meu nome uma sílaba do meu pai, uma sílaba da minha mãe e uma letra de ambos. O JU é de Jumare, o NI é de Janice e o E, com toda certeza, foi quem gerou todo o problema.
- “Juni” Nunes de Souza?
- Presente. Professora, meu nome é “Juniê”!
- Deveria ter um acento, pois se trata de uma oxítona terminada em E.
- Sim, professora.
Em minha família, a falta do acento circunflexo fez com que todos me chamassem de Juni, ao invés de Juniê. Minha mãe é que não gostou muito do apelido e culpava os funcionários do Cartório do Registro Civil das Pessoas Naturais da 3ª Zona de Porto Alegre pela falta de acentuação. Porém, após um tempo, até ela passou a me chamar de Juni, mesmo insistindo em escrever Junie com acento circunflexo.
Por essa altura da vida, eu já estava irritada com o meu próprio nome. Não havia nenhuma criança na escola com um nome próprio tão problemático quanto o meu. Ninguém acertava o meu nome e ainda por cima confundiam com Julie. Foi nesse período que decidi que passaria a odiar o meu nome e comecei a infernizar a minha mãe com perguntas do tipo:
- Por que você escolheu esse nome?
- Por que você não escolheu Bela, Pocahontas, Mulan, Cinderela, Ariel ou qualquer outro nome de princesa para mim?
Pobre da minha mãe! Então decidimos pesquisar mais sobre o meu nome... Descobrimos que é um nome de origem francesa, cuja pronúncia é realizada através da contração dos lábios em forma de “biquinho”. Pelo menos eu já sabia exatamente o que dizer para os meus amigos ao me apresentar:
- Meu nome é Juniê, é francês... Mas pode me chamar de Juni, minha família me chama assim...
Mas isso gerava perguntas do tipo:
- Tá, mas o que você prefere?
Quase sempre, eu não sabia o que responder.
Se já não bastasse carregar dois nomes em minha existência, o pessoal do Yázigi começou a me chamar de Junny (J-U-N-N-Y). Deve ter sido a partir daí que eu comecei a formar três identidades e a me revoltar com os problemas da língua.
- Mãe, vou fazer Letras.
Foi a vez dela me perguntar.
- Por quê?
- Porque eu gosto.
Na escola:
- Professora, vou fazer Letras.
- Que bom, Juniê, serás uma ótima professora.
No Inglês:
- Teacher, vou fazer Letras.
- Great, Junny! Você vai ser uma excelente teacher.
Tanta implicância acabou se transformando em amor. Admiro o meu nome por sempre fazer com que eu me lembre dos meus pais; por ter uma acidental origem francesa; por ser extremamente fácil de encontrá-lo em listas gigantescas de Julias e Julianas; por gerar certa confusão e estranhamento entre as pessoas e por não ter o acento circunflexo, que me possibilitou variar o meu nome em três formas distintas de acordo com o contexto da minha vida.

Junie Nunes de Souza

Porto Alegre, 24 de agosto de 2010.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quando não passamos de produto descartável...

S U G E S T Ã O  D E  L E I T U R A

A MÁQUINA DE SOMAR

* The Adding Machine - Elmer Rice * 

>>> Expressionismo no teatro americano / peça em 8 cenas...

Vale a pena ler essa obra que faz uma forte crítica ao mundo mecanizado e à conservação de valores impostos por um sistema capitalista que submete o ser humano a funções reprodutoras maçantes que tiram a vida de qualquer indivíduo.

A seguir, um trecho que chamou bastante a minha atenção... Ainda mais nessa época de eleição que aparece gente de tudo quanto é tipo prometendo soluções milagrosas para todos os seus problemas. Não se engane e não se deixe tocar por propagandas bonitas... As máscaras caem logo após os resultados do segundo turno. Fica a dica e, para os interessados, boa leitura!

Você volta para o seu cortiço sem sol… para a matéria-prima das ruas sujas e das guerras… para a presa fácil do primeiro patrioteiro, demagogo ou aventureiro político que queira se dar ao trabalho de manipular a sua ignorância, credulidade e provincianismo. Ah, pobre diabo amorfo e sem cérebro! Eu tenho é pena de você!

Imagem da web - teatro

PRESENTE

Não é algo que você desembala e descobre, é algo que você vive diariamente e ignora, pois está sempre com a cabeça no futuro e fazendo planos para o dia depois de hoje, para o momento posterior ao agora... É estranho a maneira como encaramos a vida. Será que assim vivemos? De alguma maneira, sim. Vivemos. Porém, deixamos de aproveitar o percurso de nossa longa caminhada e quando chega o momento pelo qual sonhamos e almejamos tão intensamente... Ele passa como um meteoro por nós, deixando apenas uma vaga lembrança... E é aí que você se lembra que só chegou até ali porque percorreu todo aquele caminho e atirou longe todas aquelas pedras que muitas vezes pareciam imóveis. De repente, as imagens do presente que deixamos de viver começam a parecer mais nítidas e percebemos o motivo de termos passado por certas situações, de termos sentido certas emoções... Subitamente, estamos agradecendo por termos passado por momentos que odiávamos, pois fizeram com que nos tornássemos pessoas melhores. Embora algumas lembranças ainda nos causem dor, o alívio de já ter passado e a certeza da conclusão, da conquista e da vitória nos ajudam a anestesiar nossas angústias. É anestésico mesmo. Depois de tudo isso... Finalmente... Você se sente livre. A sensação é plena... Você se sente sereno... Liberdade... Liberdade... Hoje é o dia que eu sempre quis viver e hoje não acaba nunca, porque só hoje é que vou viver o hoje e não importa o que virá depois de hoje, pois já não será mais o hoje que estou vivendo hoje. Agora, começo a aprender a aproveitar a caminhada, pois o meu coração está batendo intensamente no ritmo do dia de hoje.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Gerador de poemas de amor...

Até isso existe. Olha só! Um site que gera poemas de amor para você... Não se pode mais confiar nos namorados hoje em dia! Brincadeira, brincadeira... All right, mas o site existe mesmo. Até entrei na onda para experimentar... Achei... Bem... No mínimo, meu poema de amor ficou engraçado. Claro que não se poderia esperar nenhuma obra de Shakespeare, claro que não... Mas para se divertir, vale a pena!

Para testar, acesse o site Links 2 Love (nome bem sugestivo, huh?). Oops! It's in English, folks! ;D/ Enjoy it!


Este post inaugura a tag englittec (English, Literature and Technology) em homenagem a minha cadeira eletiva... ;D/

Primeiro dia de faculdade...

Olha quem apareceu na hora do almoço...

Não foi bem o primeiro dia de aula. Sou uma "caloura veterana" como disse a minha mãe. Mas, bem, foi meu primeiro dia de verdade. No primeiro semestre, mal pude aproveitar a faculdade... Foi um excelente dia. Peguei dois ônibus para chegar até o campus. Após, tive uma aula incrível de Literatura Inglesa e Tecnologia. Feito isso, fiquei caminhando pelo campus para conhecer melhor o meu espaço pelos próximos nem sei quantos semestres. Não estou com pressa. Só quero aproveitar cada segundo de tudo aquilo lá. Almocei com a minha mãe, ela é veterana de outro curso. Foi bem legal! No final da minha aula de Latim, encontrei a minha mãe de novo e tomamos café juntas. Por falar em Latim, que língua complicada! Mas estou bastante empolgada para aprender a ler em Latim. Não podemos dizer que vamos falar Latim, pois não se sabe como era o Latim falado; se tem registro apenas do Latim escrito. Isso acontece em todas as línguas, sabe aquela coisa do formal e informal? Mais ou menos isso. Além disso, não há nem um povo hoje em dia que fale Latim! É uma língua morta (para quem não sabe)... Chega de Latim!
Após tudo isso, peguei outro ônibus e fui para outro campus! Tive duas aulas muito interessantes sobre uma área que já conheço um pouco. Depois, mais um ônibus e casa!
Além disso, encontrei meus amigos do Unificado e já me enturmei. O dia foi inesquecível - como devia ter sido.

sábado, 7 de agosto de 2010

Sopa de letrinhas...

Consegui minhas 10 cadeiras na UFRGS! Eu sei... Eu sei que eu vou enlouquecer... Mas mal posso esperar para perder a cabeça nas Letras! Para quem ainda não sabe, eu decidi que estudaria Letras aos 14 anos de idade, quando estava na 8ª série, por causa da Língua Inglesa - uma das minhas paixões. Tive de ser paciente e esperar o término do Curso Normal (4 anos e meio de duração) para poder, enfim, iniciar meus estudos na universidade dos meus sonhos... 

A espera não foi ruim. Muitas coisas boas aconteceram! Por exemplo, conheci a professora que fez com que eu me apaixonasse pela Língua Portuguesa e tivesse um caso com a Literatura. A professora Celeste foi e é até hoje minha maior inspiração. Se não fosse por ela, com certeza, não teria acreditado no meu potencial, pois foi ela quem fez a minha estrela despertar. 

Tranquei o primeiro semestre para me dedicar ao estágio. Missão cumprida! Agora ninguém me segura... Estou cheia de vida e morrendo de vontade de encarar pilhas de leituras, trabalhos alucinadores e as temidas avaliações do semestre. Sejam todas muito bem-vindas, particularidades universitárias! Estou louca para mergulhar de cabeça neste novo mundo. Adoro desafios. Não tenho medo de viver. Não mais.

Em breve mais sobre as minhas aventuras no mundo acadêmico... Este post inaugura mais uma tag no blog: sopa de letrinhas...

Um abraço a todos!

Tenham um excelente final de semana!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

For boys...

Do you even care?

I’m sorry.

I’m a girl... 

I over-dramatize, 

I over-talk, 

and I over-think, 

but I also over-care. 

Don’t you see that?


* Créditos para @tifatifo...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Let's go shopping...

Ai, ai... Como é bom estar de férias, de bem com a vida e de cabelo novo! Às vezes, adoro bancar a patricinha e sair com o nariz empinado por aí pesquisando os melhores points de compra da cidade. Meus olhinhos brilham ao ver coisas novas, coloridas e de bom gosto... Tem tanta coisa fofa dando sopa por aí! O legal é que sem gastar horrores, a gente acaba encontrando umas peças de boa qualidade e
 I N D I S P E N S Á V E I S 
ao nosso guarda-roupa... Sem falar da maquiagem, dos objetos de papelaria e de  todo o resto de quinquilharias que sonhamos em adquirir. É bom gastar de vez em quando sem sair fazendo mil prestações... Odeio contas para falar a verdade. Prefiro comprar e pagar na hora. Sou assim. 

Hoje fui receber meu último salário do estágio... Uma quantia modesta, mas que me proporcionou momentos de felicidade! Comprei um moletom fofinho, quentinho, roxo e simplesmente incrível... Alguns produtos do Boticário (ah, a moça que me atendeu era um amor! Saí da loja maquiada...) e dei uma passadinha básica na papelaria e - finalmente - comprei meu mural de metal (os ímãs é que são um amor - literalmente! Corações vermelhos... Muito fofos!). Após minha tarde adorável de compras, voltei para casa mais feliz. Comecei uma faxina no meu quarto e já me livrei de algumas coisas antigas que estavam atulhando o local. Parece que depois de todo o sufoco do primeiro semestre, eu estou me sentindo mais leve, mais confiante e mais feliz. Agora que a faculdade vai começar de verdade para mim, sinto novamente aqueles velhos sonhos vibrarem dentro do meu coração com a força que eles sempre tiveram.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

ADOLESCER


ADOLESCER

Ainda não entendo o que aconteceu...
Tanto tempo passou,
Tanta coisa mudou,
A vida enlouqueceu.

Na memória, apenas lembranças
De uma criança
No espelho, uma imagem.
Será que é miragem?
Não, sou apenas eu.

Um sonho estranho...
Acordo assustada.
Será que era sonho?
Estou sonhando acordada...

Uma vida passa
E uma lágrima cai...
Um amor que destrói,
O coração dói.

Encontro alegria,
Mas que agonia!
Amor dividido,
Não correspondido.

Encontro motivo,
Mas não a coragem...
Encontro abrigo,
Mas não o amor.

Espero em silêncio,
Mas que som é esse?
Abafadas batidas
De medo, 
De amor.

Junie Nunes de Souza


segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em sua opinião, o que deve ter fim?

A Exclusão Social


Exclusão Social é um problema geral
Causa miséria, fome, desemprego e violência
Tudo consequência da busca pelo capital
As pessoas, perdidas, não querem mais lutar
Caem na lábia dos que sabem encantar
Com promessas falsas de uma vida melhor
Só que o que realmente acontece é o pior
Cadeia, droga e prostituição são o que encontram aqueles que já não têm mais opção
De não ter mais chão, dignidade, respeito a si próprio e coragem de viver
Nada têm aqueles cuja vida os foi negada
Pois o mundo não os aceita
Já que não possuem um número na receita
Vivem assim os pobres da margem de nossas belas vidas
Será que vivem? Não, sobrevivem.
Desrespeito assim é grande demais
Será que um dia isso terá fim?
Enquanto pergunto, um anjo cai...
Mais uma vez, vítima de nossa sociedade
Que já não valoriza o humano, mas sim a sua posição na pirâmide
Feita de arames que excluem os que não possuem "status"
É preciso ouvir o grito silencioso daqueles favelados, coitados, míseros seres...
Uma porção de definições para um único grupo de pessoas
Que precisam apenas de alguém
Que as escute dizendo:
- Estamos aqui também!


Junie Nunes de Souza
Colégio Dom Feliciano - Gravataí/RS
Português - Professora Celeste M. R. Ferreira


Imagem da web
Verão 2010 em Tramandaí/RS