sexta-feira, 2 de abril de 2010

Só palavras...

Tem coisas que escrevemos e dizemos no calor do momento. Não quer dizer que, de verdade, aquilo é o sentimento que carregamos FOREVER. Um amigo meu já dizia:
"Você não pode acreditar cegamente em tudo aquilo que eu escrevi! Depois que eu escrevo, eu nem penso mais naquilo e, depois de um tempo, se caso eu venha a reler eu penso: quanta bobagem!"
Às vezes, isso acontece comigo também. 
Já um professor do Unificado um dia, ao dar sua aula de Literatura, estava falando dos problemas de escrever abertamente e falar dos seus sentimentos... "As pessoas podem não entender e não aceitar e, principalmente, julgar você de uma maneira errônea, porque elas simplesmente não vivenciam o seu dia-a-dia, as suas batalhas, as suas alegrias, os seus sentimentos... Elas interpretarão as suas palavras de maneira própria. Talvez, isso nos iniba de escrever ou falar abertamente..."
Nunca tive problemas para escrever sobre os meus sentimentos. Escrevo abertamente tudo o que eu sinto, falo o que eu sinto... Isso irrita as pessoas. Às vezes, afasta as pessoas. Porém, não deixo de me expressar. É assim que eu sou.
Não sou de explodir, mas ontem perdi o controle sobre a minha razão e deixei puramente meus instintos tomarem conta do meu ser. No momento em que me encontro, não tenho condições emocionais de suportar a pressão do estágio e mais perturbações em casa.
Trabalhei apenas pela manhã. A quinta-feira lá na escola foi tri boa. Depois, fui para a casa da Pri - precisávamos resolver coisas burocráticas do estágio. Cheguei em casa tri cansada - o calor estava terrível. Jurava que teria um feriadinho tranquilo em casa com a minha mãe. Nós duas estávamos precisando descansar depois de tantas coisas que havia se passado ao longo de março. Iríamos assistir algum filme, comer pipoca... Enfim, ter um pouco de paz após tanta agitação, pois se eu corro com o estágio a semana inteira... Minha mãe também corre!
Porém, algo que não estava no meu planejamento aconteceu... Fiquei revoltada, extrapolei, perdi a razão... Disse coisas que não deveria e ouvi coisas terríveis. Para entender: apenas duas pessoas têm o direito de me cobrar alguma coisa... Minhas mães! Só elas podem exigir coisas de mim, pois só elas me conhecem de verdade. Não aceito que outra pessoa venha cobrar alguma coisa de mim: é ilógico.
Mas nem por isso vou deixar de me expressar da maneira como sempre me expressei. As pessoas que realmente importam sabem o que eu sinto de verdade e isso basta. 
Aos demais:
Julguem-me. Falem de mim. Critiquem-me. Odeiem-me. Só não se esqueçam de que na minha vida não há espaço para vocês. Talvez, um conselho caiba aqui: vivam a vida de vocês e sejam muito felizes.