segunda-feira, 5 de abril de 2010

O CAMINHO A SEGUIR

Ao longo da história, o homem caminhou para o desenvolvimento de suas potencialidades com o intuito de melhorar suas condições de vida. Os meios empregados, no entanto, são questionáveis, pois a ganância pelo poder e a busca desenfreada pelo avanço tecnológico levaram à dizimação de diferentes culturas.
“Neste mundo há lugar para todos”, escreveu Charles Chaplin. Sempre houve espaço suficiente para o homem viver e conviver com o seu próximo, mas o progresso levou a humanidade a ser dominada por monarquias absolutas - representantes que exploravam o povo para sustentar uma nobreza decadente. Quando surge o capitalismo, o quadro muda: a sociedade enlouquece. Dinheiro, palavra chave à distorção de valores, escravização pelo tempo, pelas máquinas, pelo consumo...
O homem perde sua essência, pois vive em função do trabalho - do salário. A busca por melhores posições tornou o homem individualista, pois ele não se importa se o outro será prejudicado. A violência aumentou, pois aqueles que estão à margem da sociedade também querem fazer parte da roda do capital.
Onde está a amabilidade a que Chaplin se referia? Está perdida entre o vaivém de passos apressados por horários e tarefas a cumprir. É preciso que alguém a resgate e a inclua em nosso meio. Quem sabe assim poderemos ter um espírito humanitário que seja capaz de pacificar a turbulência do mundo capitalista em que vivemos.

Junie Nunes de Souza