sábado, 27 de fevereiro de 2010

Baú - literalmente...

     Às vezes, eu até arrisco escrever poemas... Mas não é o meu tipo de produção textual. Porém, quando o medo e a ansiedade tomam conta do meu ser, pequenos poemas começam a nascer. Escrevi "Baú" em 2008... Reflete o que eu estava sentindo na época, mas... hoje...  eu o encontrei em um caderno e resolvi compartilhá-lo com vocês - por algum motivo obscuro...

BAÚ


No baú da memória,
Lá no fundo uma história...
Pego o livro da vida:
Tanta ansiedade, tanta dor...
Folheio páginas amareladas:
Tanta alegria, tanto amor...
De um tempo mandado
Por mil cabeças distintas,
Pequenas almas foram governadas...
Choro lágrimas transparentes,
Mas tão escuras de horror...
Grito um estridente eco abafado!
Eles não querem que ouçamos,
Eles não querem que falem!
Apenas siga as ordens macabras desse dia,
Apenas mate a vontade de viver...
Silencie sua alma,
Condene o seu coração,
Pois é isso o que eles querem...
Sofrer?
Nada mais é que viver.

Junie Nunes de Souza

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

EXTRA! EXTRA!

O dia de hoje:

Acordei cedo. Fui para a parada de ônibus. Uma moça iniciou uma conversa comigo sobre 2012, se eu acreditava que as pessoas podiam melhorar...

- SIM, EU ACREDITO. É O MEU TRABALHO! FAZER COM QUE AS CRIANÇAS APRENDAM A CUIDAR DA VIDA COMO UM TODO E SEJAM MELHORES A CADA DIA.

Peguei o ônibus - salva pela SOUL! Cheguei na casa da minha mãe biológica. Tomei café. Ganhei presentes de São Paulo. Conversei. Ganhei colo da minha mãe. Matei um pouco da saudade. Almocei. Fui à dentista. Ganhei parabéns pela UFRGS (as notícias voam!). A cadeira, a descoberta e agulha - ui! Fui anestesiada. Fiquei tonta. Voltei para casa. Dormi. Acordei. Sala Lilás. Notebook. Post 1 do dia. PLANEJAMENTO. Pri. Projeto.

TERMINAMOS, Pri! Nós conseguimos!

Fim? Não... É apenas o começo.

\o/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Para meus alunos...

 *** Desejo um bom trabalho para todas as minhas colegas que iniciarão o estágio nos anos iniciais do ensino fundamental neste semestre. Meu 3º ano já está me esperando a partir de 1º de março e já está me dando muito trabalho - que estou planejando com a maior alegria! Tive de criar um texto para a primeira semana de aula, pois não encontrei nenhum que se adequasse ao tema do meu projeto sobre amizade e volta às aulas. Então, resolvi exercer a minha "segunda profissão" (não remunerada): a de escritora! ***



Ufa! Ela é uma fada...

Ontem acordei cedo. Escovei os dentes, tomei café, olhei TV e esperei o tempo passar. Eu estava muito ansiosa. Senti um pouco de medo misturado com uma vontade muito grande de ir para escola. Eu sabia que as coisas seriam diferentes. Alguns amigos me falaram que teríamos uma professora nova e isso já fez com que o meu coração batesse mais rápido. Como ela seria... Uma fada ou uma bruxa?
Após o almoço, esperei minha mãe se aprontar para me levar para a escola. Chegando lá, encontrei meus amigos e novos colegas. Quando entramos na sala de aula, percebemos que ela estava toda enfeitada para nos receber. A professora fez uma brincadeira com a gente em que todo mundo tinha que falar com todo mundo. Assim, eu acabei fazendo novos amigos já no primeiro dia de aula. Foi muito legal!
Na hora de ir embora, a turma estava tão animada que nem ouviu o sinal tocar. Só depois de alguns minutos, a professora nos avisou que já era hora de ir. Fizemos fila para dar um beijinho na nossa “prô”. Quando cheguei em casa, comecei a contar todas as novidades do dia. Falei tanto que até cansei e quando percebi já era hora de ir dormir. Deitei na minha cama pensando em como seria a próxima aula e o que meus amigos e eu iríamos fazer no recreio. Adormeci e sonhei com uma fada... A minha professora.

Junie Nunes de Souza.

PS: Se algum(a) professor(a) quiser utilizar o texto, pode utilizar... Só não se esqueça dos direitos autorais!

UM GRANDE ABRAÇO E TENHAM UM BOM INÍCIO DE ANO LETIVO!

Nostalgia...

     Às vezes, eu tenho a sensação de que sou emotiva demais... Às vezes pareço uma garota EMOtiva. Lágrimas brotam sem eu perceber até durante os comerciais de TV! É só aparecer uma cena de mobilização pela flora, de amor, de amizade, de pais e filhos, de animais em perigo... que o meu lado EMOtivo começa a aparecer. Isso quando eu não me pego cantando desesperadamente músicas de rock que o meu primo insiste em dar outra denominação: [content suppressed]... É. Deu para entender. 

     Hoje foi um dia daqueles! Após horas felizes... Lá vem a EMOção!

     Na verdade... Tudo isso é saudade. Saudade da vida que eu deixei para trás. Ando inquieta. Será que aguento a pressão da vida adulta? É... Já sinto falta de não ser responsável... Agora tudo é diferente... Sou responsável por mim, pela minha turma... Sou responsável pela vida que se iniciou com uma maravilhosa transformação... Mas como evitar a nostalgia? Parece que esta não me abandonará...


Passeio a bordo do Biguá pelo Rio Tramandaí

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Amizade...

     Ah, como é bom ter amigas! Agradeço a Deus por Ele ter me agraciado com pessoas tão especiais em meu círculo social. Hoje minhas amigas, colegas de Curso Normal e colegas de profissão estiveram na minha casa (fazem parte da "minha" gangue: Bruna A., Jéssica, Priscila e Morgana). Que dia incrível! É bom para renovar o astral! Fizemos a maior bagunça na cozinha para preparar o almoço, mas VALEU A PENA! Tudo foi muito bom! Pena que acabou! O tempo voa quando estou com elas...

     Durante a tarde, nós cinco nos reunimos na Sala Lilás para planejar, trocar ideias, desabafar e conversar muito! Foi um momento muito agradável. Todas nós estamos compartilhando a mesma ansiedade, pois em breve estaremos à frente de uma sala de aula cheia de crianças com as energias a todo o vapor. Será a nossa primeira experiência com uma turma inteiramente nossa... E tenho certeza que dará tudo certo!

     Bem, no final da tarde de hoje... Ajudei a Bruna a criar o seu blog! Foi muito legal também!!! Ah, o blog dela ficou um amor e será muito prazeroso acompanhar os seus posts! Para quem quiser conferir:

Pensar, Imaginar ou Viver? por Bruna Alessandra

Criando o blog da Bruna...



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Veraneio...


O que ficou do verão...


     Foi bom, quente e emocionante. O verão de 2010 já começou fazendo com que o meu coração batesse mais rápido. Ele, talvez, tivesse a ambição de se libertar deste frágil corpo e expressar tudo aquilo que sentiu para o mundo. Mas... Limitou-se a bater freneticamente em seu invólucro. 


     Hoje, a ideia é postar sobre o "banco de dados" deste verão que, com certeza, será inesquecível para mim... Nele consta o que aconteceu e também o que ainda não se concretizou... Confira!


* Mudanças climáticas: passar frio no ano novo em pleno litoral e entrar em desespero com o calor na região metropolitana.

* Teste de resistência: o Vestibular da UFRGS.

* Teste de paciência: esperar pelo Listão.

* Uma noite cultural inesquecível: assistir ao espetáculo Tangos e Tragédias e sentir a alegria expandir-se dentro de mim.

* A surpresa: "O quê??? O Listão sai amanhã?!"

* A comemoração: "Eu passei!" Frase repetida milhares de vezes desde o dia 27/01...

* Um sonho atingido: estudar Letras na Federal. 

* Quem me fez sorrir: meus amigos.

* Uma certeza: "Estou livre do passado."

* Uma pequena mágoa: a família. 


* Um cara legal: meu tio Claudemir. 


* Algo inédito: "pular" Carnaval em Oásis do Sul/RS.

* Novidades: vida acadêmica e vida profissional.

* Uma ligação que recebi: Leandro Rodrigues, jornalista da Zero Hora. 


* Alguém que me entende: minha mãe biológica.


* A entrevista: na Zero Hora do dia 10/02 - Caderno Vestibular, Ensino Superior. Na mídia... Outra vez.

* Uma conquista: meus primeiros passos rumo à independência.

* Um novo sonho: ainda não decidi.

* Coração: pertence aos meus sonhos e aos meus amigos.

* Amor: incompreensível - ainda.

* Minha gangue: a mesma... BJJPM - a estrela de cinco pontas.

* Um projeto: a festa.

* Um desejo de princesa: o vestido.

* Uma aquisição inusitada: a sarouel.

* Uma estampa: bolinhas brancas sobre o lilás.

* Um companheiro inseparável: meu notebook (e a Claro 3G).

* Meu recreio: DIÁRIOS DE ESTUDANTE.

* Um feito ainda não realizado: bowling com as amigas.

* Contato com a natureza: o passeio com o Biguá.

* Em busca de: ser uma professora excelente.

* Uma ambição: o jornalismo.

* O futuro material: ter uma casa fofa, um carro e um pouco de dinheiro no banco para poder viajar nas férias.

* O príncipe: ele é encantador... Mas duas estrelas conseguem brilhar juntas?

* Saudades: sempre de tudo aquilo que eu não vivi com os meus pais.

* Para beber: Coca-Cola.

* Provei e gostei: o Capuccino gelado da Confraria do Café.

* Um livro: "O Símbolo Perdido", de Dan Brown.

* Um ator: Robert Downey Jr.

* Um filme: Sherlock Holmes.

* Outro filme inspirado em um livro: Percy Jackson - O Ladrão de Raios

* Um rock: "Recomeçar", da banda Restart.

* Uma música romântica: "I look to you", da Whitney Houston.

* Uma missão "impossível": organizar a sala lilás.

* A sensação: ser "queimada" por uma mãe d'água.

* A descoberta: "Junie, você é assim desde que nasceu. Nunca obedeceu, sempre fez prevalecer a sua vontade." 

* Um encontro: com o mar.

* Uma história de verão: acampamento com a Nathy.

* Um gigante a ser enfrentado em 2010: a UFRGS.

* Correria: deslocar-se entre Alvorada, Porto Alegre e Gravataí... Mais uma vez.

* Vou sentir falta: da galera do Unificado.

* Social life: first English meeting with Cris and Lu.

* My love: English.

* O que eu quero: paz.

* Um final: é muito cedo para isso...

...mas:

* Um lembrete: é hora de acabar este post.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Meu ascendente é...

*** Você acredita no que o horóscopo diz sobre você? Eu acredito! Também sei que há muitos adeptos por aí... Hoje um amigo meu descobriu meu ascendente e me passou as informações a seguir... Vocês concordam ou não com o que está escrito abaixo? ***


SAGITÁRIO: gosta de coisas novas! (É verdade!!!)


- O ascendente SAGITÁRIO é quase sempre claro nas suas atitudes. Mas o que chama mais atenção é o seu cumprimento entusiasmado. 

- Pode-se perceber nele como é poderosa a energia positiva-otimista. É bom ter alguém com esse ascendente por perto, em especial quando estamos tristes, deprimidos, ou qualquer sentimento parecido.

- Ele não irá nos deixar muito tempo neste estado, pois pode ter sentido esses sentimentos no seu lar, na sua família e desenvolveu a partir daí, atitudes otimistas, alegres, e que para alguns pode parecer exagerados, e às vezes até é mesmo. (Descrição perfeita para mim!)

- Procura sempre conhecer mais, expandir-se, aumentar seu raio de ação (É verdade!!!). Gosta de esportes (Gosto??? Ih, acho que não descobri isso ainda...), de viagens (Sim! Mais que tudo!) e de um bom papo (Óbvio!). Fazer caminhadas, ar livre, exercitar-se é fundamental para este ascendente que não suporta estar preso em lugares fechados por muito tempo (Não gosto mesmo!).

- Existe bastante energia pessoal e é importante saber direcioná-la para não dispersar sua criatividade e seus alvos (Ok!).


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Parafraseando Bob Marley...

...e desabafando:


"Eles me odeiam porque sou diferente... E eu os odeio porque são todos iguais."


***
    
    P.S.: I got sad with my family... Again. Why? Well, because they are not normal... They don't want me to have friends, to go out... They don't get happy if people like me, if I receive compliments because of my achievements... They don't get happy If I am happy! They want me to do what they want... But they don't understand: I AM NOT A CHILD ANYMORE!


*** POR QUE É TÃO DIFÍCIL PARA ELES ACEITAREM QUE EU JÁ SEI CAMINHAR COM AS MINHAS PRÓPRIAS PERNAS? ***



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Vamos pular?! É Carnaval...

     Eu me rendo! Eu me rendo à música, aos shows, à alegria, aos pulos, ao agito, à chuva, ao mar, ao calor... Afinal de contas é carnaval e eu estou na praia! Estou na pequena Oásis do Sul, um recanto onde muitas pessoas de todas as tribos passam o seu veraneio ou, simplesmente, se encontram para festejar na noite badalada!
     Quem passa por aqui durante o dia, acredita estar em um lugar sossegado... Porém, é só o sol dizer adeus para surgir de todos os cantos pessoas e mais pessoas que desfilam alegremente pelo minúsculo centro da pequena Oásis.
     Cheguei aqui no sábado! Que dia! Mal cheguei e já vesti o uniforme de praia: biquíni, canga e chapeú... E me fui para o mar! O horário era impróprio - confesso -, mas a diversão estava garantida! O mar estava receptivo: bandeira amarela, ondas moderadas, água limpa... O clima estava tentador: calor, muito calor, nada de vento e céu sem nuvens! A combinação perfeita para um belo banho!!!
    Atiro-me na água, mantendo sempre uma altura segura... Se a água ficasse acima dos meus joelhos, eu já tratava de ir mais para a beirada do mar... Mas, mesmo com tanto cuidado, algo me passou despercebido. Por trás dos meus joelhos senti uma ardência, como se tivesse levado um choque elétrico... Não é que fui "queimada" por uma mãe d'água? Isso nunca havia acontecido! Saí correndo da água e me fui para a casa... O problema seria resolvido mais tarde com uma substância de tom rosado.
     Em seguida fui almoçar. Eu enchi meu prato! Na praia o meu apetite aumenta! Até provei a famosa Tainha, mas não fui muito com a cara dela... Ao voltar para casa, fiquei algum tempo navegando na Internet... Quando o sol baixou um pouco, corri para o mar novamente! Tomei mais banho, observei um arco-íris, os banhistas... Sentei na areia e fiquei a olhar o mar... Feliz com aquela imensidão de água que tanto alegra o meu verão!
     Até peguei uma cor! Uma cor vermelha... Tive de usar a substância rosada novamente. O sol da manhã que peguei não era apropriado... Ah! De noite: CARNAVAL! Comprei máscara, uma coisa escandalosa de penas amarelas e um óculos com lentes em formato de coração. O show estava bem legal! Dancei, cantei... Quase morri gritando quando o cara da banda inventou de tocar um rock bem conhecido aqui no Sul: "Me Odeie", do Reação em Cadeia. A partir daí: NÃO PAREI MAIS! Pulei mais!
      Dormi feito uma pedra. Como choveu no domingo, não pude sair durante o dia... Porém, de noite... Saí com a minha mãe, meus tios e meu primo! Minha mãe e eu fomos a uma loja e eu comprei uma roupa nova, vesti na mesma hora e fui para o show! DANCEI MUITO! FOI MUITO TRI! Várias músicas... Estava tentando fugir da chuva, mas não deu mais... Encarei a água e pulei livremente! Nada como estar em paz, com a alma livre... E aproveitar os momentos!
    No final da minha madrugada, encontrei uns amigos de Gravataí... Minha mãe deixou eu conversar um pouco com eles, mas depois... Ok, era hora de ir. E... AMANHÃ TEM MAIS! Ou melhor, hoje...

     Um abraço a todos... E...

     FELIZ CARNAVAL!!!



sábado, 13 de fevereiro de 2010

O fim de uma família...

   Uns talvez discordem da minha atitude neste texto... Mas sei de uma pessoa que concordaria plenamente comigo: a Carol Winter, futura veterinária. Fiquei sabendo hoje que uma família muito querida foi assassinada. O fato gerou profunda tristeza para todos que conheciam e amavam essa família.
      A família a que estou me referindo, não era uma família comum. A família que eu cheguei a conhecer era toda especial. A família era constituída por 5 indivíduos: uma mãe solteira e seus quatro filhos.
     Ela criava seus filhos com amor, uma dedicação interminável. Seus filhos eram tudo para ela. E eles eram lindos de tão bem cuidados! Era uma graça observar os cinco andando juntos. As crianças não saíam de perto de sua mamãe, estavam sempre sob seu olhar extremoso... Ela os ajudava a comer, os chamava para junto de si quando sentia que o perigo estava próximo e brigava por eles - afastando qualquer um que tentasse se aproximar!
     Porém, infelizmente, uma fatalidade ocorreu... Não sabemos por que o destino incitou Madalena a sair de sua casa na hora errada com os seus filhos e fez com que o monstruoso assassino se libertasse das correntes que o prendiam... Todos esses acontecimentos culminaram em tragédia: Madalena e três de seus filhos foram brutalmente assassinados pelo implacável Flecha, que não conseguiu reprimir seus instintos de caçador.
    Era o fim de uma guerreira, cujo infinito amor por seus filhos a levou - com toda certeza - a ser a primeira vítima de Flecha. Porém, como que para provar que a vida e o amor ainda podem sobreviver no meio das tristezas e fatalidades, um de seus filhos conseguiu escapar - fugindo para o terreno vizinho. Um herdeiro do amor de Madalena ainda está vivo.
   O sobrevivente ao massacre foi adotado por uma doce menina que se apiedou da situação que o pobrezinho se encontrava: tendo de morar na casa dos tios adotivos, ele era vítima de maus tratos constantes e quase não conseguia comer... Diante desse fato horrível, Luísa Nunes adotou o pequenino e está cuidando dele com muito carinho. Ele passa bem e está se recuperando dos traumas que sofreu recentemente.
  

      Essa história foi baseada em fatos reais, porém... Não sei se vocês já descobriram... Não se trata de uma família composta por pessoas. A família a que me referi era composta por uma galinha e seus quatro pintinhos. Flecha é um dos cachorros da casa da minha mãe e a Luísa Nunes é minha irmã mais nova. Ela me relatou o triste acontecimento hoje, então, resolvi escrever para refletir sobre a vida e sua brevidade... Eu sempre imaginei que a cada visita que eu fizesse à casa da minha mãe, eu veria uma Madalena toda orgulhosa com seus pintinhos que estariam cada vez maiores. Porém, isso não vai acontecer...
     Nunca mais verei a família toda reunida comendo tudo o que tem pela frente... Não vou descobrir quais dos pintinhos serão galos, quantos serão galinhas... Não vou saber a cor final que eles vão ter, não vou vê-los se tornarem independentes de sua mãe, não vou mais vê-los andar livremente pelo pátio e correr novamente para o galinheiro a cada anoitecer, pois a vida... A vida é tão breve! Sabemos que ela sempre existirá, mas também sabemos que, assim como a luz, ela também se apaga.


***

Os pintinhos.


Madalena e, possivelmente, o pintinho que sobreviveu.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Mais um sonhador...

"Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos. 


Charles Chaplin





quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Eu sonho...

"Não se deixe levar pela distância entre seus sonhos e a realidade. Se você é capaz de sonhá-los, também pode realizá-los." 

Balva Davis


...e você?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A hora da história...

*** Introduzindo... Escrevi "Terras de Alguém" para a professora Celeste em uma prova de redação... Na ocasião, ela me perguntou se eu estava escrevendo um jornal... Talvez devido às exageradas linhas... Mas ela aprovou! Quando mostrei a minha mãe, ela simplesmente adorou! Recentemente ela me perguntou quando eu o postaria no meu blog... Então, atendendo a um pedido da minha mãe, vou postar ele hoje! Confesso que achei o texto um pouco amador, mas eu sou uma escritora em exercício... Peço desculpas pela simplicidade da história, mas, sinceramente, espero que gostem e apreciem a mensagem! ***



Terras de Alguém

Vou fazer uma síntese sobre o que se sucedeu com o senhor Fiburstino quando ele morava no planalto sul-rio-grandense.
Certo dia, houve uma invasão de terras perto da Serra de Encruzilhada. Apareceu por aqueles lados um “doutor” encharcado de lama. Ele reinvidicava com palavras de difícil entendimento a posse daquelas terras. O povo se revoltou com aquela figura absurda, mas a repercussão foi maior ainda quando surgiu do nada o senhor Fiburstino.  No início, o povo se assustou com a extravagância do tal sujeito, mas, estranhamente, pararam para ouvir o que ele tinha a dizer. O senhor Fiburstino sugeriu aos presentes que eles fizessem uma disputa entre si para ver quem ficaria com as terras. O deboche foi geral. A confusão tomou proporções maiores. Que ideia era essa de disputa? Foi grande a contestação, ninguém parecia ceder. Até que o “doutor” encharcado de lama, aceitou o desafio. “E aonde a vaca vai, o boi vai atrás...” Os outros, então, entraram na disputa desconhecida pela posse das terras.
O senhor Fiburstino, satisfeito com sua empreitada, organizou a disposição dos concorrentes em um grande círculo formado apenas por homens. Começou a falar:
- Senhores, minha proposta é simples, mas sua execução é árdua. Eu pretendo encontrar aqui um homem bom, mas que não seja fraco e que tenha coragem de defender seus ideais em prol de um bem maior.
Os homens se entreolharam, mas nada falaram. Quatro deles saíram do círculo e foram embora, pois sabiam que não eram bons, estavam ali apenas para tentar lucrar alguma coisa naquela confusão. Restaram dez homens. E a plateia aumentava. Fiburstino lançou a primeira pergunta:
- Quem de vocês abriria mão dessas terras para salvar a vida de uma pessoa amada?
O “doutor” e mais dois levantaram o braço. Os outros preferiram as terras. Estavam julgando-se muito espertos quando ouviram:
- Aqueles que são capazes de colocar em primeiro lugar a vida de uma pessoa, abrindo mão de um bem desejado, são dignos de disputar essas terras. Os demais estão fora.
Houve certa agitação, mas vamos para a segunda etapa!
- Imaginem que vocês já são os donos dessas terras... Nelas, há muita plantação que dá origem a alimentos preciosos... Pensem na vida boa que vocês estão levando... Porém, certo dia, vocês recebem a notícia de que a população local está sofrendo as consequências de uma seca: as pessoas perderam sua plantação e ficaram sem ter o que comer. O que vocês fariam? Quando estiverem prontos, ouvirei e julgarei as duas melhores ideias.
O primeiro disse que, para resolver o problema, venderia os seus produtos para essa população a um preço acessível. O “doutor” iria doar os alimentos mais abundantes da sua plantação. Já o terceiro faria uma espécie de restaurante comunitário para atender aos famintos. Fiburstino analisou as propostas com muito cuidado. Resolveu escolher o “doutor” e o terceiro candidato, pois eles, nas suas intenções, souberam dividir um pouco do que era seu.
A terceira etapa parecia complexa. Fiburstino solicitou que eles fossem até a cidade, encontrassem um problema e tentassem solucioná-lo. José, que disputava com o “doutor”, encontrou um casal de moradores de rua... Logo pensou que poderia oferecer-lhes um lar se fosse o dono daquelas terras. O “doutor” pensou muito... Encontrou um grande problema: o desemprego. Se fosse o dono daquelas terras, poderia empregar várias pessoas em diversas funções.
Os dois trouxeram seus problemas e suas resoluções. Fiburstino analisou e tomou uma decisão rápida. Olhou para o “doutor” com suas roupas lamacentas e disse-lhe:
- Você tem coragem suficiente para abrir mão de suas conquistas por amor; é solidário e sabe dividir; sabe acolher, ajudando a quem precisa oferecendo-lhes dignidade... As terras são suas!
O “doutor” cumpriu o seu papel, soube dividir as terras para ajudar a população necessitada. Já o senhor Fiburstino, bem, ele desapareceu em seu terno dourado.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

PESSOAS MORTAS


Meu avô faleceu em 2006, mas ele nunca foi - nem nunca será - uma pessoa morta. Muito pelo contrário, ele sempre foi cheio de vida, sempre disposto a nos ajudar e sempre com um espírito jovial. Podia até ser reservado, mas sempre era uma presença de paz que me inspirava segurança.
Hoje em dia sinto falta do meu querido avô. Ele era um homem realmente singular para mim, uma fortaleza de normalidade em meio ao mundo conturbado de meu seio familiar. Ele ainda está vivo em minhas memórias, em minha saudade... Diferentemente de muitas pessoas que, apesar de terem um coração batendo e um cérebro em plena atividade, parecem mais é que estão mortas.
Não é de se espantar, mas como nasce um “vivo-morto”? Eu não sei exatamente, mas conheço algumas pessoas que se tivessem consciência de sua morbidez, talvez, com um pouco de sorte, pudessem me responder... Não creio que isso agora seja possível, mas, em todo caso, permitam-me terminar com a reflexão.
 Às vezes um “vivo-morto” pode ser bem persuasivo. Já senti isso na pele, vou elencar algumas de suas características para que você - pessoa cheia de vida - não se deixe enganar pela falsa tortura psicológica que um “vivo-morto” possa exercer...
Eles sempre estão com um olhar de que o mundo inteiro é um show de perdição e de que somente eles conhecem o verdadeiro caminho para a salvação - cuidado! A questão aqui não é religiosa... Eles sempre atacam você instaurando medo, ameaças e fazendo chantagens de caráter emocional. Se isso acontecer, não grite, não revide, não perca o controle sobre a sua mente... Apenas finja que não está escutando - seja indiferente - faça qualquer outra coisa que o coloque em posição de defesa: comer uma fruta, por exemplo.
Além disso, um “vivo-morto” parece ter medo da vida! Então, não há nada mais aterrorizante para eles do que ver alguém feliz, irradiando vibrações positivas! É claro que eles tentam estragar o seu humor com considerações infelizes e inconvenientes... Às vezes, é bem difícil manter a calma, a paz interior intacta...
Possíveis efeitos colaterais: ansiedade e desconforto abdominal. O seu sistema digestivo pode ser seriamente afetado pelos raios negativos emanados por um ser “vivo-morto”.
Tratamento: vá até a casa daquela pessoa que faz você se sentir bem! Fique lá o tempo que for preciso até a sua integridade psicológica e fisiológica estiver restabelecida.
Prevenção: não existe. É impossível fugir completamente desse tipo de pessoa... A pluralidade de indivíduos é tão grande que se tornaria uma missão árdua selecionar para o seu convívio pessoal e profissional somente pessoas vivas... O máximo que se pode fazer é evitar o contato quando reconhecer um “vivo-morto”, mas isso é uma tarefa contínua... Como aquelas lutas tão conhecidas entre o bem e o mal.

*** Dedico este texto ao meu avô Rubens D. de Souza - uma pessoa viva para sempre em minha memória... Tenho certeza de que ele estaria orgulhoso dos meus progressos e que entenderia a razão dessas palavras. ***

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

"SUBVALORES"


          É incrível como o pessoal mais antigo tem um preconceito com os cursos que não são - digamos - famosos. Fiquei bastante decepcionada com algumas pessoas da minha família que não deram muita importância para a minha aprovação no Vestibular da UFRGS pelo fato de eu ter escolhido Letras. Não mandaram nem fazer a minha faixa! Eu é que tive de ir atrás... Mas tudo bem! O importante é não repetirmos os mesmos erros do "passado" e tentar abolir os preconceitos familiares mostrando que podemos nos dar muito bem porque decidimos seguir os nossos sonhos e não aceitar um modelo estereotipado de uma sociedade em que predominam "subvalores". 

*** O comentário acima foi postado por mim na comunidade "Bixos Letras UFRGS 2010" do Orkut. ***