quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Uma jornada épica: o caso da barata...




Terça-feira chuvosa, dia fresquinho e uma noite calma... Pensava eu ter! PORÉM! Estou tranquilamente escrevendo em meu notebook quando de repente, ao olhar para o chão de minha cozinha, vejo algo estranho...

NÃO ACREDITO!!!

Sim, é isso mesmo. Quase imperceptível - QUASE - aos mais desatentos, mas ela estava ali... TERROR DOMÉSTICO! ANIMAL INSUPORTÁVEL! SER DO SUBMUNDO! NOJENTA RASTEJANTE! FANTASMA DOS ESGOTOS! INCONVENIÊNCIA DO VERÃO! CAUSADORA DE GRITOS E PESADELOS INSONHÁVEIS A MINHA MÃE!

Um grito de desespero emana do meu ser! O que fazer? Sozinha em casa, nem minha mãe poderia me socorrer... Eu só tinha uma certeza: não dormiria em paz enquanto aquela intrusa estivesse sob os meus domínios...

Então, corajosamente - mas morrendo de medo que o bicho contra-atacasse - tiro o meu tênis e espero... Aproximo-me do terrível monstro e ele se mantém parado. De súbito, uma força maior toma conta do meu ser e parto para cima do animal! Deixo-a, pelo menos, tonta... Ela sai vagando desesperada pela casa... Alcança o corredor, tenta se esconder e... NÃO! Entra no meu quarto!!! Agora a briga vai ser feia!

Não gosto que ninguém entre no meu quarto sem ser convidado, que dirá um ser abominável daqueles! Agora ela ia ver só uma coisa! O que eu ainda não sabia... Estava desesperada! Mas logo me lembro da minha salvação... Corro até a cozinha e pego a arma letal: o poderoso “Mortein”! A morte, sim, era iminente... Para o monstro malévolo!

Pressiono meu dedo indicador com toda a força que encontro em meu ser e cerco a barata com o gás mortal. Ela - para o meu desespero - em um ato ultrajante e desafiador adentra minha sapatilha preferida deixando seu rastro de sujeira deturpador e por lá permanece alguns segundos até não suportar mais o gás que eu direcionava a ela. Então, percebo que não há outra solução... O animal estava tonto, mas não morreria de imediato com o veneno. Só havia uma coisa a ser feita.

Tiro o meu tênis outra vez...