segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Rick Riordan is my favorite author...

Okay. I know. I'm not a kid anymore... I'm 19. I'm supposed to be a young adult, but I do not feel like one. I dream a lot. I appreciate magical worlds, fantasy... I have a sister who is 11, and she says she doesn't like Harry Potter because his story is not real, possible, etc. She is a kid, and I still don't understand why she thinks this way. That's sad. (BUT!) I am like one of these incredible children that are able to dream and find in fantasy their perfect world. After the end of Harry Potter, I thought that I would never love another story, but then comes to my hands Percy Jackson and the Olympians, and I just fell in love for it. I get sad again with the end of the series, but when I was walking around Livraria Cultura a name called my attention in the cover of a book - a new book: Rick Riordan. He is just a great author. I don't know how to describe how good his stories are. If you have time to read a good story, read one of Riordan's book. He is my favorite author.

* Read an interesting answer that I read today below:


Any advice for young people who want to be writers?

I started writing seriously when I was in eighth grade. I had an English teacher who encouraged me to submit my work for publication.
I became a middle school English teacher largely because of the impact Mrs. Pabst had on me twenty-three years ago, and I love having the chance to encourage kids to write the way I was encouraged. That’s one of the reasons I was not anxious to leave the classroom to pursue full-time writing.
The first thing a young writer needs is a mentor who believes in his or her talent. So don’t be afraid to ask for help! Find a teacher you respect. Correspond with authors. You will find that a polite email will almost always get a response.
Secondly, read a lot! Read everything you can get your hands on. You will learn the craft of writing by immersing yourself in the voices, styles, and structures of writers who have gone before you.
Thirdly, write every day! Keep a journal. Jot down interesting stories you heard. Write descriptions of people you see. It doesn’t really matter what you write, but you must keep up practice. Writing is like a sport — you only get better if you practice. If you don’t keep at it, the writing muscles atrophy.
Finally, don’t get discouraged! Rejection is a part of writing, and it hurts. The trick is to keep at it. Wallpaper your room with rejection notes, if you want, but don’t give up.




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Eu entro em greve neste Natal...

Estou cansada de tentar reunir os cacos de vidros da última esperança estilhaçada...


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Feliz Natal!



Um ano se passou...

Após ler o blog da Bibiana Dihl, fiquei com vontade de escrever uma espécie de o que vem depois daquilo que ela escreveu. As palavras dela me fizeram lembrar de tudo o que eu senti quando a minha vida, enfim, começou a mudar... Leiam Amar e Mudar para saber mais. ;D/

     Não foi difícil, porque isso era tudo com o que eu sonhava desde o último ano do ensino fundamental. Muito antes de todas as complicações da adolescência, eu sabia que Letras era o meu curso. Não sabia se queria ser professora ou não (e confesso que tenho outros planos), mas o curso sempre foi o que quis. 
     Nunca pensei muito sobre tudo o que ficaria para trás antes de realmente deixar tudo para trás. Sempre me portei como uma menina ansiosa pelo que viria logo ali adiante e, em muitos momentos, decepcionei meus amigos por dedicar atenção demais ao mundo adulto.
     Quando saímos da escola, sim, as coisas mudam... Deixamos de ver cinco vezes por semana nossos amigos de todos os dias - aqueles que sabem o que significam cada linha de expressão em seu rosto. Cada um segue um caminho diferente - planejado ou não... Então, você literalmente cai em uma nova realidade e as pessoas que você encontra lá não são as mesmas, não são nem parecidas com os seus amigos de longa data. Você até que se enturma rápido, mas sente falta de algo. Não é a sua turma. Eles não sabem quando está triste, não sabem quando está feliz... Não sabem que você é engraçada, divertida ou extremamente depressiva em alguns momentos. Eles simplesmente não sabem... Você não pode contar com eles quando está de mau-humor, não pode ter um ataque empolgado do nada - olhares estranhos seriam lançados a você... Enfim, você começa a perceber que perdeu muita coisa e a perspectiva de uma vida nova com novas aventuras e pessoas já não parece tão promissora.
     Você sabe que tem de continuar e tentar, mas não é fácil... Afinal, você não é mais criança: destemida, curiosa e sempre disposta a fazer novos amigos. Fazer amigos novos quando você sente tanto a falta dos seus melhores amigos não é tão simples... Seu coração já não está tão aberto... Aquilo que você tinha era muito importante para você e você amava cada minuto com os seus amigos - por que não aproveitou mais? É uma pergunta constante.
     Agora é difícil marcar um encontro para reunir o seu grupo, cada um se envolveu em atividades diferentes. Você começa a pensar que talvez seus amigos já não não se importem tanto assim com você, mas, não... Não pode ser verdade. 
     Um ano se passou desde que deixei a escola. Ainda sinto muita falta... Da escola? Nem pensar! Das pessoas. Dos professores que me achavam uma das melhores alunas e das minhas melhores amigas... Dos ataques eufóricos do nada, das fofocas, dos silêncios, dos olhares confidentes, das conversas, dos passeios, dos trabalhos, da amizade mais que especial... Em cada lugar que vou, sinto falta disso tudo. Não tenho certeza se encontrarei amigos tão sinceros como os que eu já fiz e isso é muito, muito perturbador... Mas é inevitável escolher, é assim que vivemos... Fazendo escolhas, errando, acertando, amando, ganhando, perdendo...                
     As perdas são dolorosas demais quando se tratam de pessoas. Pior do que se afastar de alguém por causa de caminhos distintos, é perder um amigo por ter feito escolhas erradas...     Você se culpa o tempo inteiro e o famoso "e se..." pode assombrá-la por muito tempo... Bom, mas isso é outra história. Acabei falando mais do que pretendia e misturando algumas páginas da vida...     
     Mudanças são inevitáveis. Quando você entra na faculdade, você percebe que a adolescência nem era tão complicada assim, porque agora você é uma "jovem adulta" e não tem a menor a ideia de como isso terminará.

Dedico este post para as minhas eternas melhores amigas da vida escolar... 

Jéssica S., Morgana, Bruna A., Priscila e eu em uma visita à Unisinos em 2009...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

You can't judge a book by its cover...

Por 1087 euros você pode ter uma book-clutch como a da Natalie Portman. As book bags do momento são da designer Olympia Le-Tan. Fiquei babando por uma, mas não são para o meu bolso... Espero que algum designer aqui do Brasil invente algo parecido e por um preço acessível, porque uma letrista com uma bolsa dessas seria o maior charme! Por enquanto, fico com a minha ecobag da Livraria Cultura... Bem, aí vão algumas fotos para que você aprecie também essa beleza cultural da moda! 

By Olympia Le-Tan

Aren't they perfect?

A noite foi da book bag da Le-Tan...


You can't judge a book by its cover...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A vingadora...

LEIA E JAMAIS ESQUEÇA QUE...


     Após o assassinato de uma de suas malévolas irmãs, a barata vingadora jurou se vingar, obviamente, daquela que é conhecida no mundo dos insetos repugnantes como "amiga das lagartixas". Armada de asas emissoras do som mais assombroso e preparada para causar a dor psicológica mais assustadora já empregada contra uma heroína humana, a barata vingadora arquitetou um plano com maestria para efetuar seu ataque.
     A matadora de insetos repugnantes não aniquilava uma barata desde sua última conquista no verão passado, mas, no fundo, ela sabia que, com a chegada de mais um verão, ovos estavam eclodindo por aí... Porém, no dia em que sofreu um dos maiores terrores de sua vida de heroína, não estava pensando nos insetos repugnantes - muito menos nas baratas (os piores seres do universo)!
     A barata vingadora estava na espreita. Deixou tudo parecer calmo e tranquilo... Quando JNS abriu a porta, estava com a cabeça baixa e nem viu o que a atingiu. Sentiu um barulho ensurdecedor e maligno e, instintivamente, deu um grito de desespero... Ao olhar para parede, percebeu que tinha caído em uma armadilha... Então, era ela: a barata vingadora! A mais temida de todas as baratas domésticas! Oh, poderosa lagartixa, o que fazer?
     A barata vingadora, não se dando por satisfeita, ajeitou as antenas ameaçadoramente e lançou raios de medo e repugnância contra JNS. Impedida de contra-atacar, JNS apenas correu para longe do inseto perigoso, pois carregava com ela o livro de acesso ao mundo virtual - precioso demais para ser posto em risco. Ao chegar a um lugar seguro, JNS percebeu que havia sido atingida. Seu corpo inteiro tremia e lágrimas brotavam de seus olhos... O terror estava instaurado. A barata vingadora, finalmente, havia conseguido sua vingança...
     O que ela não sabia, no entanto, é que jamais sairia viva desta história para contar às outras baratas domésticas a sua grande conquista. Em um ato corajoso, a guardiã do castelo perseguiu a barata vingadora até a sua morte, fazendo com que JNS pudesse ter uma noite tranquila de sono após fazer o juramento eterno de amizade às lagartixas comedoras de insetos repugnantes em sua luta contra o mal. Deste dia em diante, técnicas de observação e defesa contra insetos foram aliadas a um poderoso inseticida aerossol  na batalha perpétua contra aqueles pequenos monstros do terror.


* Leia também "Uma jornada épica: o caso da barata..." para entender a história de hoje.

What do you love?

O que você ama? Já pensou sobre isso? Não estou falando de pessoas, mas das criações humanas ou da natureza que você simplesmente ama e não poderia viver sem...

Então, aí vai a minha lista de coisas que eu amo!




- Eu amo musicais!
- Eu amo filmes ingleses e norte-americanos!
- Eu amo seriados ingleses e norte-americanos!
- Eu amo músicas em inglês!
- Eu amo comida italiana!
- Eu amo fotografias e fotografar!
- Eu amo livros, ler e escrever!
- Eu amo os finais felizes das histórias!
- Eu amo o litoral de Santa Catarina!
- Eu amo passear em São Paulo!
- Eu amo viajar de avião!
- Eu amo ganhar livros de presente!
- Eu amo ouvir pessoas falando em inglês!
- Eu amo inglês!
- Eu amo Harry Potter!
- Eu amo histórias de super-heróis!
- Eu amo os efeitos de Hollywood no cinema!
- Eu amo tecnologia!
- Eu amo tulipas!
- Eu amo corujas!
- Eu amo escutar os pássaros cantando de manhã ao acordar!
- Eu amo gentileza!
- Eu amo sorrisos sinceros!
- Eu amo educação!
- Eu amo cultura!
- Eu amo inteligência!
- Eu amo catar conchinhas na praia!
- Eu amo acordar e tomar café em família na casa da minha mãe!
- Eu amo passear de barco!
- Eu amo Porto Alegre!
- Eu amo a UFRGS!
- Eu amo o curso de Letras!
- Eu amo andar de ônibus com ar-condicionado e assento livre no verão!
- Eu amo aprender coisas novas!
- Eu amo roupas novas, sapatos e perfumes!
- Eu amo botas!
- Eu amo o vestuário de inverno!
- Eu amo inverno!
- Eu amo dias chuvosos após um longo período de dias quentes!
- Eu amo lagartixas porque elas comem insetos nojentos!
- Eu amo meu notebook!
- Eu amo luvas, cachecol e casacos compridinhos de inverno!
- Eu amo ir ao Shopping!
- Eu amo a Livraria Cultura do Bourbon Country!
- Eu amo ensinar o que sei!
- Eu amo blusas com estampa da Minnie!
- Eu amo camisas com estampa xadrez!
- Eu amo All Star (pena que machucam meus pés)!
- Eu amo sapatos da Melissa!
- Eu amo ir ao cinema e comer pipoca!
- Eu amo estar com a minha família!
- Eu amo estar com os meus melhores amigos!
- Eu amo conhecer gente interessante (em outras palavras: inteligente)!
- Eu amo a minha sala lilás de estudos!
- Eu amo o meu blog!
- Eu amo essas redes sociais que me fazem perder tempo, mas também descobrir coisas novas!
- Eu amo viajar!
- Eu amo sonhar!
- Eu amo amar tantas coisas que me fazem bem e feliz!

Eu amo... Ame você também!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Web Site Story

Para quem ama musicais e tecnologia...

WEB SITE STORY - a College Humor production:
http://www.youtube.com/watch?v=FtPb8g8Jl6I

domingo, 5 de dezembro de 2010

Reforma...

Sempre fui inquieta por dentro, querendo saber como seria o final e as coisas que viriam depois de determinado momento. Fiz alguns planos durante minha vida escolar. Posso dizer que, apesar de algumas pedras no caminho, tive sucesso. Mas sabe aquela pergunta que vem sempre após o "feliz para sempre" dos contos de fada? Parece que é exatamente o que estou sentindo agora. Não que isso tenha importância. Acho que não tem, mas escrevo mais para conversar um pouco sobre isso, colocar para fora essas inquietações... Não sou uma pessoa muito extrovertida, só consigo ser eu mesma com pessoas que me passam segurança... Em outras ocasiões, assumo minha característica de observadora dos acontecimentos humanos e faço as devidas reflexões internas... Bem, mas não era isso que eu ia escrever, está tudo ficando confuso e já estou misturando tudo... As coisas demoram demais para acontecer e quando, finalmente, acontecem passam tão rápido e eu fico sempre com aquela sensação de que não aproveitei o suficiente. Eu tenho tantas coisas para fazer, mas falta aquela vontade que eu tinha antes... Eu queria saber o que aconteceu no meio do caminho... Por que não sou mais daquele jeito que era? Por que não acredito mais? É inútil fazer perguntas sem respostas, mas eu queria entender... Acho que estou precisando de afirmações ou reafirmações para vislumbrar o que está ali adiante, porque parece que nada do que tenho agora é suficiente... Passei muito tempo convivendo com uma imagem que outras pessoas faziam de mim e me acostumei com falsas verdades, mas a verdade é que agora caí em um mundo real com o qual sonhei a minha vida inteira e descubro que tenho que começar do zero, construir quem eu sou a partir do que eu por mim mesma devo ser... Não é fácil estar sozinha e ter que reformar uma obra para adequá-la a sua originalidade, mas é preciso e, agora, deve ser o que o "mundo" espera que eu faça ou... Sei lá! Isso está pior que a adolescência. Antes eu tinha um plano para a minha vida, agora tudo está tão monstruosamente gigantesco... Estou me sentindo um pontinho no meio de infinitas flechas indicando caminhos diferentes a seguir e isso não é legal. Não confio mais no que supostamente eu sabia... Será que eu já falei tudo que está poluindo a minha mente hoje? Acho que é até bom essa minha tela aqui não poder falar, ela deve estar tão confusa com tanta informação abstrata que se fosse dar algum conselho não iria falar nada com nada... Ih,  hoje devo estar parecendo meio louca... Bem, mas normal eu não sou mesmo. Estou fora dos padrões dos socialmente normais ou dos ultra descolados, enfim, acho que devo ser meio perturbada...  Ah, detesto ficar falando sobre "coisas", uma coisa não é nada, mas, ao mesmo, tempo é alguma coisa... Olha a coisa aí de novo! E, ah, hoje decidi escrever um texto sem dividir por parágrafos... De propósito... Assim o texto fica bem cansativo visualmente e menos pessoas o lerão, não que eu devesse me preocupar com isso... Se estou publicando o texto, alguém vai ler... Bom, acho que já estou mais tranquila agora e pronta para calar a boca e me aquietar... Quase 2h e eu acordada! Chega de ditos não ditos... Boa noite! É melhor eu ir antes que eu fique enchendo o meu blog com tantas palavras controversas...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Italy

I have to go to Italy before die...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sem final feliz...

   Um som estridente ecoa e a desperta. Ela abre os olhos devagar e a luminosidade causa uma irritação estranha... É como se estivesse sendo arrancada de um sonho e transportada a uma realidade bruta, indesejada... Queria voltar a dormir, mas não conseguia... Algo a estava incomodando demais, ela tinha de descobrir o motivo do seu desconforto.
   Resolveu levantar e finalizar a luta contra o nascimento de mais um dia. Já havia perdido as contas... Não sabia mais quantos dias faltavam, quantas horas ela ainda teria de suportar até o fim que parecia tão distante.
   Ao ligar o chuveiro, desejou que sua vida jamais tivesse tomado aquele rumo... Passados alguns minutos, estava confortavelmente debaixo da água quente que caia sobre o seu corpo, pensou... Mas desistiu. Preferiu esvaziar sua mente e traçar um plano para ser executado no dia de hoje.
   Ligou o rádio no volume máximo, mesmo assim, sua mente não conseguia parar de pensar naquela sensação de culpa... O que seria aquilo? Tentou pensar em outra coisa, outro problema talvez...
   O telefone toca. Um estranho a acorda de seu transe.
   - Alô?
   Mal ela sabia que seria melhor jamais ter acordado neste dia...


* Obra de ficção.

domingo, 28 de novembro de 2010

Life isn't poetry...

Is it?

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Encontrei meu livro de cabeceira...

Um manual de sobrevivência

Para nós, ocidentais, que vivemos em um período de livre expressão cultural e fazemos parte de uma mistura de povos, pode ser difícil imaginar como seria a vida se, de repente, aquilo que nossas origens revelam sobre nós se tornasse o principal motivo para que nos caçassem e nos aprisionassem em campos de concentração para que a degradação humana e a morte fossem nossas únicas saídas. Ao ler O Diário de Anne Frank, editado por Otto H. Frank (pai de Anne) e Mirjam Pressler (escritora e tradutora), já conhecia o final da história da adolescente judia, mas, a cada página, intimamente, gostaria que todos os seus sonhos se tornassem reais.
Durante o período de 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, Anne Frank escreveu em seu diário o relato de sua vida antes e durante os dias em que esteve escondida com seus pais, sua irmã mais velha e mais quatro pessoas no “Anexo Secreto”. A cada dia, relatos sobre a situação dos judeus do anexo e de como recebiam ajuda dos amigos cristãos são intercalados com os relatos sobre as notícias da guerra, as discussões políticas, as esperanças, as brigas e conflitos internos dos habitantes do anexo, as inseguranças e o medo de serem descobertos a qualquer momento. No meio deste turbilhão de manifestações, uma menina cresce e amadurece seus sentimentos em relação ao mundo e a si, trazendo reflexões que cabem em qualquer época e em qualquer lugar.
“Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.” Existe um motivo para que essas sejam as primeiras palavras escritas no diário de Anne. Apesar de ter uma família amorosa, amigos e de ter muitos admiradores, ela se sentia sozinha. “Quando estou com amigas, só penso em me divertir. Não consigo me obrigar a falar nada que não sejam bobagens do cotidiano.”, escreveu Anne.
Anne descreveu seus sentimentos com maestria apesar de ser tão jovem. Confiou a seu diário o seu mundo, seus sonhos e esperanças. “O papel tem mais paciência do que as pessoas.” Motivada por este ditado, deu vida às páginas que passou a chamar de Kitty. Ávida leitora, as descrições de seus momentos de estudo e leituras enriquecem seus relatos, pois mesmo diante da incerteza que a guerra trazia aos judeus, ela planejava voltar à escola, praticar seus ideais amadurecidos e se tornar jornalista e escritora.
Uma das reflexões que mais me fizeram refletir e concluir tristemente que, talvez, seja verdade é quando Anne escreve que “há uma necessidade destrutiva nas pessoas, a necessidade de demonstrar fúria, de assassinar e matar”. Apesar de se sentir mal com a constatação, Anne não se desesperava. Acreditava que a vida no esconderijo era uma aventura interessante, cheia de perigo e romance, e que cada privação era algo divertido a acrescentar no diário.
O Diário de Anne Frank, durante minha primeira leitura, sem dúvida, foi um manual de sobrevivência para a vida, pois mesmo que eu não esteja vivendo em um esconderijo secreto, muitos foram os momentos em que eu me senti prisioneira dos meus próprios medos, incapaz de encontrar alguém para dividir minhas angústias, confiando apenas em uma página em branco na tela do meu computador. O livro nos faz amadurecer junto com a sua autora à medida que nos identificamos com os sentimentos e particularidades da vida que são comuns a todos nós. Encontrei meu livro de cabeceira.

Junie Nunes de Souza

Porto Alegre, 23 de novembro de 2010.

domingo, 21 de novembro de 2010

Dry tomatoes...

Dry tomatoes
Roast potatoes
Cut your fingers
Burn your hands
Mashed potatoes
Tomato sauce
Break one arm
Spoil the blender
Dry tomatoes for the guests!
'Cause they think roast potatoes are the best!

Does it make any sense?

Uma pétala caída...

Não restam mais pétalas naquela flor...
Arrancou-as todas... Uma por uma... Vagarosamente...
Sobrou um talo ferido e um miolo pelado.
É estranho olhar aquele vaso.
A água vai até a borda.
Um mosquito vai e vem, seu zumbido preenche o vazio da sala mal iluminada e logo desaparece no estômago de uma lagartixa que passeia pela janela...
Um som abafado e cacos caem no chão.
A mão ensanguentada procura o nada.
As lágrimas escorrem pelo seu rosto juvenil...
Sua alma está cansada, há mais de mil anos procura a fórmula exata...
Nunca encontra a flor perfeita.
Vaga entre bosques de anjos e terras lodosas atrás daquelas pétalas capazes de curar a sua dor...
Parece não desistir, mas a cada falha, seu coração adquiri mais uma cicatriz.
Um demônio a engana aqui e ali. Um anjo aparece, mas a deixa ainda mais infeliz...
Anjos não são reais, demônios a cercam em qualquer lugar.
A esperança renasce, traiçoeira, jocosa, inimiga... 
Ela alimenta-se do seu coração partido.
Deseja aprender a rir novamente, mas já está contaminada pela poluição deste mundo...
Não sabe se retornará triunfante ao paraíso deixado, mas espera reencontrá-lo.
Por que recebera uma missão tão impossível? O divertimento é fútil, sempre soube... Mas não esperava viver sem ao menos sorrir.
Se pelo menos pudesse encontrá-lo, não estaria hoje roubando a beleza e a delicadeza das flores.
Mas parece que sem uma fórmula, jamais conseguirá obter o resultado do cálculo mais complexo e imprevisível do mundo...
O único resultado capaz de curá-la...
A casa é fria,  escura como uma noite sem estrelas, sombria por estar há muito tempo abandonada...
Jogada no chão e com cortes profundos ela permanece, a luz que emana de sua alma é tênue... Está fraca demais para continuar existindo.


Junie Nunes de Souza

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Zombie mood, Casa do Estudante, RU do centro and more...

Acordo cedo. Imagine um zumbi recém saído da cova, ofuscado pela luz do dia e sentindo sua pele queimar devido à luz solar... Pois é! É o quadro do horror. E sempre quando acordo de madrugada (7 horas da manhã que absurdo!), a coisa se configura desse jeito. Pelo menos sei o horário do bus! Bah, que tri! Hoje levo o notebook. Sala lilás e organizar materiais já! Hmm... Deixei a Internet ligada! Ideia brilhante? Sim! Twitter! Como uma maníaca viciada que é controlada pela máquina, tenho disposição para digitar meia dúzia de tweets em pleno início das atividades do dia. Depois de um café preto delicioso feito pela minha mãe, estou acordada e animada - por incrível que pareça! Agenda lotada: projeto de pesquisa com a Carol (que mora na Casa do Estudante da UFRGS - já falo sobre essa minha visita...), depois apresentação de trabalho com o grupo de LIBRAS. Estou gostando do temido final do semestre. Na escola sim é que eu enfrentava verdadeiros infernos... A vida acadêmica é boa demais!

CONGESTIONAMENTO na Avenida Protásio Alves... O quê? Mas como? Pois é! Que coisa absurda isso, hein? Chego na FACED. A Carol e eu iniciamos uma busca pelos 9 andares daquele prédio atrás de um lugar sossegado e com tomada para o meu notebook de preferência. Não foi dessa vez... Então, partirmos rumo à Casa do Estudante. Elevador para subir, que chique... O corredor. Sério, foi uma experiência única. O quarto que a Carol divide com a colega dela é quase no final do corredor. Fomos caminhando lentamente através do espaço relativamente estreito do tal corredor... Ao bisbilhotar as portas, encontra-se de tudo... Lixo nas portas, garrafas de bebidas alcoólicas, um cheirinho particular de substâncias químicas ilícitas e portas destrancadas revelavam pequenos universos de jovens adultos recém libertos da supervisão familiar... Para mim, foi uma experiência exótica. Com todo o conforto e auxílio que tenho em casa (sem falar do amplo espaço da minha moradia), não sei se teria coragem de deixar tudo para trás e me meter em uma aventura dessas.

O quarto da Carol é bem legal. Ela o divide com uma estudante de AV, então, obras de arte e pinturas se misturam ao pequeno espaço compartilhado por alguns eletrodomésticos, duas camas, um roupeiro-escrivaninha-parede, livros e marcas próprias de um ambiente habitado por meninas.

Iniciamos nosso querido projeto de pesquisa e blá, blá, blá... Ah, o quarto tem Internet e de graça (isso é bom)! Hora do almoço. 11h30min. RU do centro. Aquela coisa de sempre: fila, multidão, R$ 1,60 com suco de limão metálico aguado, barulho, mas com algumas diferenças. O feijão do RU do centro é divino! Sério! Feijão bom mesmo. Hoje teve salada de folhas selvagens, não sei o que era aquilo, mas com um salzinho vai! Também, teve um negócio que uma funcionária colocou no meu prato que mais tarde descobri que era a sobremesa... No início achei que era lasanha... SONHA, IDIOTA! Depois, a Carol me falou que era torta de bolacha. Para vocês verem o aspecto da coisa... Mas estava tri boa - tinha até UM pedacinho de pêssego (que eu cuspi de volta porque não tinha visto o que era e achei duro demais para ser uma bolacha ou o creme embolotado).

De volta ao quarto. Fui ao banheiro coletivo. Deve ser estranho tomar banho escutando outras pessoas fazendo suas necessidades ao lado ou usando a pia, etc. Finalizamos o que tínhamos de fazer no projeto de pesquisa e me fui para a FACED. Trabalho apresentado com uma desenvoltura que nem eu mesma esperava. Também! Depois de tantas horas lendo no ônibus imóvel na Protásio... Ai, ai. Só sei que hoje o dia valeu a pena. É simplesmente incrível ir descobrindo coisas novas desse vasto universo acadêmico. Na volta pra casa, passei no barzinho da FACED e comprei uma salada de frutas. Fui para a parada. Aproveitei para ler um texto sobre CLL, pois amanhã darei uma aula de Inglês! :) 

That's all, folks!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eu sou de lá...

Ultimamente, não tenho paciência para suportar os incontáveis congestionamentos que já enfrentei. Por isso, prefiro os velhos caminhos percorridos pela linha transversal metropolitana 2. Antes a rotina era escolar e provinciana; agora ela é acadêmica e urbana. O conteúdo mudou, o celular tem Internet móvel. Porém, o coração bate na antiga intensidade, com a mesma vontade de alçar voos altos e seguros com que sonha toda interiorana. Não mudei. Sinto falta daquela coisa que só a cidade pequena tem, aquela coisa que não sei descrever, mas que me causa uma saudade imensa! Só estando longe é que fui perceber o quanto sou de lá, o quanto penso e sinto como a gente de lá... Eu não nasci lá, tampouco - para minha tristeza - moro lá, mas sei que sou de lá, pois lá é que me tornei quem sou. Portanto, se me perguntarem de onde eu venho, direi com muito orgulho que eu venho de Gravataí.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Debaixo do Plátano...

Debaixo do Plátano estou. Meia sombra, meia luz. Sinto cheiro de fumaça. Tem gente, ao meu redor, morrendo ao fumar lentas doses de veneno. Estou aqui a escrever, colocando em dia o que eu tinha que fazer no final de semana que passou. Aquele em que eu só procrastinei! São 16h50min agora. Se até às 17h ela não aparecer, pego o 343 sem Tri e até o outro campus vou. Sem celular, não pude minha mãe contatar - por isso estou aqui a esperar... Mas não era nada disso que queria contar! O problema é que quando começo a digitar, as palavras logo começam a brotar... O caso que quero contar é sobre um cachorro preto que hoje eu vi passar. Ele não era um cachorro preto comum. Era preto, mas não comum. Tinha um ar faceiro ao correr com a língua de fora, perseguindo as pobres pombas que tentavam se alimentar ali no gramadinho perto da livraria. Porém, o mais curioso de tudo era o rabo dele. Ele tinha um rabo torto. Mas não era um torto qualquer. Era um torto em forma de mola. Uma mola que não amola. Uma graça de mola que enrola. Logo que o vi, não acreditei. Tive de olhar outra vez. E não é que para meu espanto e encanto o cachorro era mesmo preto e balançava alegremente o seu rabinho de mola? E agora já são cinco horas. Um pássaro pousou aqui, mas - agora - já vou embora!

domingo, 24 de outubro de 2010

Para pensar...


Manhê! Tirei um dez na prova. Me dei bem, tirei um
cem e eu quero ver quem me reprova. Decorei toda a lição.
Não errei nenhuma questão. Não aprendi nada de bom. Mas
tirei dez (Boa, filhão!!!). Quase tudo que aprendi, amanhã eu
já esqueci. Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi.

Gabriel, O Pensador. Estudo Errado

Fishnet hose...

This mascara stains your skin.
This lipstick reveals the color of your sins.
Your torn fishnet hose,
Your wounded body,
Your incurable soul…
Definitions for a brief finished life.


(O rímel que mancha teus olhos...
O batom, a cor dos teus pecados.
A meia arrastão rasgada,
O corpo ferido,
A alma incurável...
Definições de uma breve vida acabada.)

sábado, 23 de outubro de 2010

Algo medíocre...


Escreverei algo medíocre antes de fechar os olhos nesta inútil madrugada...

"Encontrei meu banco,

meu canto,
recanto no campo,
no campus...
Tudo lá é verde:
o chão,
o teto,
as paredes,
o ar e até a poeira.
Se está quieto se pode ouvir
os sons não escritos e
sentir o ar de luzes coloridas...
Lugar que sempre há de estar,
pois somente eu sei onde e quando
encontrar aquilo que é meu 
pranto mais controverso de tranquilidade."

domingo, 17 de outubro de 2010

Meu bichinho virtual...

E aí, crianças da década de 90? Lembram dele? O bichinho virtual! Quem? O Tamagoshi! Eu lembrei dele recentemente devido a um acontecimento marcante em um ano da minha infância. Escrevi  até um texto sobre isso! Quem quiser conferir, é só ler o que está escrito abaixo das imagens (que encontrei no blog Ao longo dos anos)! :)











O resgate

Anos depois, eu diria que o problema se resolveria com uma atitude muito simples e direta: um pedido de permissão e explicação para a mãe sobre o motivo da agitação. Mas quem entende o que se passa na cabeça de uma criança de seis anos de idade? O fato é que ela precisava recuperar o seu brinquedo favorito, pois ele poderia morrer! Ela seria considerada uma dona desnaturada e incompetente pelo seu primo, que sempre se destacava com os aparelhos digitais, caso ele morresse.
Ela precisava de um plano e de um cúmplice, pois jamais teria coragem de percorrer aquela imensa extensão de rua com pedestres, carros e bicicletas que levava até a casa de sua tia. Ela precisava se esforçar para atravessar aquela avenida que separava simetricamente os humildes sobrados de quatro apartamentos cada, pois, do contrário, de nada teria adiantado dias e dias de preocupação com o horário da alimentação, do banho, com o apagar das luzes para que ele dormisse mais confortavelmente, com o dia de dar a injeção que o salvaria de sua doença, com a verificação de como ele estava se desenvolvendo dia após dia...
Não! Ela jamais poderia correr o risco de perdê-lo. Não após tanto amor e preocupação que ela dedicara a ele, estando sempre com o coraçãozinho aflito durante a aula para que a hora da saída chegasse logo e ela pudesse ir correndo até o seu quarto, abrir a porta do guarda-roupa, retirá-lo de baixo de seus agasalhos e segurá-lo delicadamente em suas mãozinhas, tratando logo de lhe prestar os atendimentos necessários ao apertar minúsculos botões cheios de significados misteriosos que sua mãe jamais poderia compreender.
Como encarar a mãe em uma hora dessas? Ela jamais a entendera! Não era a mãe uma ditadora cruel ao obrigá-la a separar-se do seu tão amado brinquedo durante as intermináveis horas em que era trancafiada na escola? Não. Ela estava sozinha nesta empreitada. Sua desconhecida mãe não iria entender suas razões e provavelmente demonstraria indiferença a ele e adiaria o seu resgate para quando lhe conviesse. Afinal, como ela poderia compreender sua filhinha se fazia menos de um ano que moravam juntas e nem havia sido ela quem a presenteara com o precioso brinquedo?
Decidida a tomar uma atitude e certa de seus pensamentos, a menina partiu e foi ter com sua cúmplice que brincava ingenuamente na área do apartamento.
- Ele vai morrer se a gente não ir lá.
Com certeza era o melhor argumento que tinha.
- Não sei. Pede pra sua mãe.
- Tenho medo.
- Tá.
E lá se foram as duas... Porém, antes, contaram uma mentira: disseram que iriam andar de bicicleta na rua. Correram. Correram muito. Chegaram lá esbaforidas e tudo que a dona preocupada conseguiu falar foi:
- Ela já veio?
- Não.
Maldita! Maldita hora que ela havia ido posar na casa de sua outra tia e esquecera o Tamagoshi com a sua prima mais velha. Aquela lá, de certo, não estava nem aí com os sentimentos da pequena. Pobre bichinho virtual! Como estaria ele agora? Já era hora de ela estar ali. Ah, aquela prima! As duas haviam marcado um encontro na casa dessa tia para que o resgate do Tamagoshi fosse realizado. Mas a prima estava atrasada.
As duas meninas voltaram para o sobrado e esperaram sentadas na escada que levava ao primeiro e único andar do prédio. Ficaram de certo jogando conversa fora, muito provavelmente sobre o amado brinquedo da arquiteta de todo o plano. Não deve ter dado nem 10 minutos e lá se foram mais uma vez. Outra corrida. Outra decepção. A amável dona já não tinha forças, estava cabisbaixa...
Voltavam tranquilamente, mas começou a chover forte. Isso não estava no plano. Correram o mais rápido que puderam de volta para casa. Qual não foi a surpresa da menina quando viu sua mãe de pé com aquele ar de general na porta as esperando? A mãe nem quis saber da que não era filha. Só pediu explicações - que foram dadas por uma menina envergonhada e decepcionada. A mãe não estava nem aí para o Tamagoshi, só foi falando, falando, falando e falando... Tudo que a menina conseguira distinguir foi:
- Primeiro mentiu e ainda por cima levou a outra junto! E agora estão as duas encharcadas! Já pensou se ficam doentes? Não era muito mais fácil ter pedido para mim?
Era. Concordou internamente, mas, orgulhosa que era, jamais admitiria em alto e bom som - ainda mais para aquela jovem mãe. Ofereceu a outra face e apanhou. Não no rosto, mas só sabe que foi de chinelo e, depois da vergonha que passara, acabou esquecendo-se do Tamagoshi e tratou logo de arranjar um brinquedo que desse menos trabalho. Era muita nova para assumir tantas responsabilidades.

Junie Nunes de Souza

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Feliz dia dos professores!

Esqueci de desejar um "Feliz dia dos professores!" ao meu professor de Didática da Língua Inglesa, a minha mãe e a minha tia - os professores com quem tive contato no dia de hoje. Acho que estou um pouco sentida ainda com esta profissão - por causa de todo o terror que passei durante o estágio... Algumas coisas, tento esquecer...

Mas! Hoje também lembrei que estou morrendo de saudades da minha ex-professora de Português e Literatura que eu simplesmente amo: Celeste! E é especialmente para ela que estou escrevendo este post. Ela é o meu maior exemplo profissional e de caráter...

Um momento que foi nosso... e do Machado de Assis também! ;D/

“Perto dos deuses, longe dos mortais...”

Finalmente meu ambiente de concentração está adequado aos meus propósitos. Aqui, no meu mundo lilás, posso entrar em contato com os meus queridos livros em companhia de um ar fresquinho. Levei certo tempo para transformar a oficina aterradora do estágio em uma sala de harmonia para uma acadêmica iniciante.
Joguei muita coisa fora. Coisas do passado. Materiais escolares que guardava por motivos sentimentais (talvez) da 8ª série e do mal fadado Curso Normal. NÃO PRECISO MAIS DE TUDO AQUILO! NÃO PRECISO! NÃO PRECISO! Ui! Estou bem mais leve agora... Guardei apenas meus trabalhos de Inglês - aqueles a que dediquei todo o meu amor e criatividade para confeccionar... Realmente são obras de arte. O que foi? Se você tivesse sido meu professor de Inglês, também acharia...
Sinto-me bem com a minha nova vida. É como eu imaginei e não estou tendo dificuldades para lidar com o mundo das letras. Estou em casa. Sinto falta apenas dos amigos de Gravataí. Às vezes dá uma preguiça de tanta calmaria, mas prefiro assim àquela loucura do primeiro semestre... Página virada. Sinto que agora posso dedicar-me ao que gosto de verdade: as línguas!
Bem, acho que vou encerrar por hoje. Espero que, aqui neste meu recanto, eu encontre mais inspiração para escrever, pois meus últimos posts andam meio terríveis.

Um encantador final de semana a todos!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Totalmente sem inspiração...

Rabiscando meu caderno,
vou testando as minhas cores...
Não são poucas minhas dores,
mas conquisto meu espaço,
têm orgulho do que faço...
Apesar de outrem amar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Minha melhor definição...


Sempre amei "A Bela e a Fera" da Disney. Assisti ao musical brasileiro de 2002 via YouTube e me encantei mais ainda... E enquanto a Bela cantava uma de suas músicas, eu recordei que aquela era uma das definições que eu sempre achei que tivesse a ver comigo...

"Quero viver num mundo bem mais amplo,
com coisas lindas para ver...
E o que eu mais desejo ter...
É alguém pra me entender...
Tenho tantas coisas pra fazer..."

domingo, 3 de outubro de 2010

A night with a Brazilian gentleman...

What a man! Daniel Boaventura tem uma voz divina e um charme irresistível no palco. Na noite de sexta-feira (1º de outubro), minha mãe e eu fomos ao Teatro do Bourbon Country (PoA/RS) assistir ao cantor, atorsaxofonista (artista completo) baiano de 40 anos.

Eu simplesmente amei o show. Fiquei muito emocionada quando ele cantou “All I Ask of You”. Quem gosta de “The Phantom of the Opera”, conhece. A banda era ótima - uma orquestra! Como disse o Daniel. Ele já interpretou vários personagens em musicais. Tem um grande destaque no gênero aqui no Brasil. Realmente, ele tem uma voz incrível - voz de musical. Uma voz que transpassa a matéria do nosso organismo.

Uma das coisas que me chamaram a atenção foi o público do Teatro. Raro era ver jovens. A maioria das pessoas lá já apresentava as marcas do tempo. Novamente, tive a sensação de ter an old soul. Devo ter - porque não gosto muito da ideia dos shows a que a maioria das pessoas da minha idade frequentam: lotados e sem cadeiras, com pessoas pulando por todos os lados e encostando-se a você. Prefiro a magia, a segurança e o conforto que o Teatro me proporciona. That’s it.

O final do show foi incrível. Depois do bis, a plateia começou a pedir mais uma música ainda e o Daniel Boaventura se entregou e nós também. Tivemos mais duas músicas, bom humor, fotos, muita elegância e a lembrança de uma noite em que um gentleman nacional nos proporcionou um momento internacional com a sua voz arrebatadora. Saí de lá como se pudesse flutuar...

>>> Para quem quiser saber mais sobre o Daniel Boaventura e seu primeiro CD Songs 4 U, indico a matéria da Folha Online:


* Amostra do que fotografei:

"Heaven is in your voice..."


* Mais um vídeo for you! Enjoy it! :)

Título na mão e o Brasil no coração!

É isso aí, pessoal! Mais uma eleição democrática em nosso país. Fiquei pensando hoje que nem sempre foi assim... Senti-me feliz por ser uma cidadã brasileira e poder expressar minha opinião através do voto. Senti orgulho daqueles que lutaram contra a ditadura, contra a censura... Por causa deles, temos o direito de escolher e isso é maravilhoso.

Muita gente já sofreu por causa daqueles que torturavam quem tinha uma opinião contrária ao regime ditatorial. Por isso, eu me indigno com as pessoas que falam mal daquelas que têm uma opinião e a expressam livremente. Uma dica é: façam a campanha para os seus candidatos ao invés de criticar os que estão fazendo campanha para os candidatos adversários. Isso sim é viver democraticamente - sem CENSURAR o seu próximo - que considero o mesmo que ferir alguém.

Talvez a política não seja tudo aquilo que esperamos que ela fosse, tem muita corrupção por trás de cada governo, mas, apesar de ser esta uma triste realidade, é necessário votar e manter a esperança. Quando um governo não dá certo, podemos trocar na próxima eleição e é assim que funciona a democracia e é assim que deve ser.

Hoje votei pela primeira vez. Usei meu título. Vi o rosto de quatro candidatos na tela da urna eletrônica (criação brasileira da democracia) e votei na legenda para os deputados do partido de um cara (já falecido) que fez muito pela educação do RS. Senti-me feliz ao participar de algo importante para o destino do país. Se cada pessoa pensasse assim, ficaria um pouco mais contente ao ir votar e refletiria mais sobre essa responsabilidade.

Decidi votar somente após completar 18 anos e fiz a escolha certa. Hoje, com um pensamento mais crítico, consigo ver com os meus próprios olhos aquilo que é bom e aquilo que não é. Acredito no Brasil.

sábado, 2 de outubro de 2010

Daniel Boaventura - Hello, Detroit

Uma amostra do que ouvi, vi e vivi no Teatro do Bourbon Country com a apresentação do fabuloso Daniel Boaventura... Mais tarde escrevo minhas impressões sobre o show. Espero que gostem!

domingo, 26 de setembro de 2010

Eu tenho esperança...


Não quero saber do que foi feito e do que não foi. Todos fazem algo e todos nada fazem. A questão é que política não é televisão e políticos não são celebridades. Votamos para eleger nossos funcionários - quem está administrando o Brasil deve nos servir e não posar como o salvador da Pátria! Durante a campanha eleitoral deste ano, achei ridículo ver o representante do nosso país fazer bico de garoto propaganda por aí. Populismo maldito. Por que as pessoas agradecem por receber migalhas que pertencem a elas? Ninguém está fazendo nenhum favor. Ninguém está sendo generoso - pai dos pobres - nesta história. E aqui eu poderia gastar as pontas dos meus dedos, enumerando outros exemplos, mas quero chegar na questão EDUCAÇÃO. É a mais importante. Não me digam que não é, pois quem está lá no poder deixa exatamente tudo como está só para poderem serem eleitos na próxima eleição. Se o povo fosse instruído, pensaria mais... Pensar é um perigo. Se o povo pensar, o banquete iria logo acabar... Por isso, alienam os jovens os mandando para cursos profissionalizantes logo após o Ensino Médio - para que formar acadêmicos? É melhor botar todo mundo a trabalhar logo de uma vez - quando receberem o dinheirinho, ficarão bem felizes. Dinheiro. Aí, tudo acaba mesmo... E a roda começa a girar outra vez... E tudo parece um ciclo interminável de mesmice.

No dia 3 de outubro meu voto vai para a Marina Silva, do partido verde, da legenda 43... Acredito que ela seja o resultado da educação que ela em um determinado período da vida buscou. Ela é o novo. Preciso renovar minhas esperanças, preciso ver o que pode acontecer com uma nova proposta. Não gosto de rotina, de coisas previsíveis, de gente repetitiva, de lavagem cerebral... Não votarei nas pessoas que a maioria irá votar - eu não fui massificada ainda... Quero uma política limpa que não tente monopolizar as pessoas. Estou cansada dos argumentos da maioria, prefiro ouvir a minoria - que, longe dos flashes, não tem a visão ofuscada e pensa melhor... Pense você também! Não é fácil - requer paciência, gera conflito... Mas asseguro-lhe que é muito melhor do que repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir, repetir... Você não está cansado?

Marina Silva no 2º turno... Eu tenho esperança! No dia 3 de outubro é 43!


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Blog do Guilherme Fiuza

Guilherme Fiuza é jornalista e autor de vários livros, entre eles “Meu Nome não é Johnny”, adaptado para o cinema. Neste blog, trata de grandes temas da atualidade, com informação e muita opinião principalmente sobre política.

Sigo tanta gente no Twitter e, casualmente, o tweet da ÉPOCA chamou a minha atenção... O link me levou ao blog do Guilherme Fiuza. Achei interessante a maneira como ele escreve - seus argumentos são muito bons. Então, resolvi colar um texto dele sobre política aqui no meu humilde blog.




Dilma versus Lula




Dilma Rousseff declarou que não viu “nenhuma ação inidônea da ex-ministra Erenice”.

O presidente não se referia, naturalmente, a alguma opção profissional de Erenice Guerra da qual ele discordasse. Lula estava falando tão somente das tais ações inidôneas que Dilma não viu.

“Se alguém acha que pode chegar aqui e se servir, sabe, cai do cavalo. Porque a pessoa pode me enganar um dia, pode me enganar, sabe, mas a pessoa não engana todo mundo ao mesmo tempo”, disse Lula sobre Erenice.

“E quando acontece, a pessoa perde”, concluiu o presidente, a respeito da ex-braço direito de Dilma.
Criador e criatura, como se vê, estão pela primeira vez mal ensaiados. Mas isso é problema deles. O problema do Brasil é entender o que está em jogo no caso Erenice.

E o que está em jogo foi enunciado, com grande clareza, pelo próprio Lula: “chegar aqui e se servir”. É só isso. Nada mais é importante realmente, nem mesmo o resultado das eleições.

O que está em jogo é o que será feito com o Estado brasileiro. E quais as reais intenções de seus dirigentes para com ele. Chegar e se servir, ou chegar e servir.

Fora as torcidas organizadas vermelha e azul, não tem a menor importância para os brasileiros comuns a filiação partidária de quem está no poder. Lula chegou lá e praticou uma política econômica conseqüente, diferente da que seu partido propunha. Nesse ponto, serviu ao Estado e à sociedade. É só isso que o Brasil quer.

Mas o Brasil está confuso. Confunde o seu bem-estar com as bravatas esquerdistas do mesmo Lula, acreditando que a vida melhora porque Lula foi pobre.

E é sob as bravatas populistas que a companheirada oportunista se abriga no Estado, para se servir dele – se possível com cadeira cativa.

Essa é a importância do caso Erenice. Mostrar o quanto há, no Plano Dilma, de privatização do Estado pela casta dos amigos dos amigos. E de controle das instituições para a perpetuação de um grupo no poder.

O autoritarismo provém da mediocridade. Ela é a grande – e única – adversária do Brasil nessas eleições.