domingo, 6 de dezembro de 2009

1º dia do ENEM

Sensações do 1º dia do ENEM

Mal tive tempo para respirar, banheiro seria luxo... Saí de lá com a bexiga estourando. Cheguei em casa acabada, dei uma espiada no meu círculo social virtual e desabei em minha cama. Acordei com a voz do meu tio vinda do andar inferior reclamando do vício do meu primo por World of Warcraft... Levantei como um zumbi e fui conversar com a minha mãe.

Em seguida, mudei meu status de ausente para online. No MSN, amigos já me esperavam para conversar. Assunto: ENEM! Como foi? O que achou? Esperanças, sonhos... Tudo isso aliado a uma sensação de desconfiança quanto à validade do exame. O que estamos avaliando mesmo? Nossa idoneidade para entrar para a vida acadêmica ou um sistema falho de educação? O fato é que somos, impreterivelmente, cobaias. Alguém tinha de ser o primeiro a fazer parte da “revolução” do ensino.

Deixando de lado minhas revoltas contra a maneira de como a educação é tratada no Brasil - como produto final e não como uma conquista cumulativa ao longo da vida escolar -, a realização do que cabia a mim, foi feita com esmero. A prova foi bastante inteligente, com questões fáceis e difíceis... Nada impossível de realizar. Para quem esteve atento às informações divulgadas pelos meios de comunicação e estudou os fenômenos que ocorrem diariamente nas ciências da natureza, as questões realmente colocaram nosso cérebro para funcionar de maneira integral, dispensando o acesso aos arquivos memorizados essencialmente.

Acertei a maioria das questões de ciências humanas, mantive a minha média nas ciências da natureza. Fiquei na sala de aula até o último minuto. Realmente, o tempo voou. Tenho esperanças de fazer um bom número de acertos em linguagens e uma ótima redação, pois tenho ciência do meu despreparo em matemática.

Será que garanto alguns pontos para a UFRGS? Esse é o maior objetivo de eu estar realizando o ENEM. Na busca da minha vaga para o curso de Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, vale a pena pintar mais 90 bolinhas e me limitar a um espaço menor de linhas para dissertar sobre o tema proposto de redação.

Boa sorte aos estudantes do Brasil! Nós merecemos ir para a universidade, pois somente a educação é capaz de transformar a sociedade e formar cidadãos mais críticos, capazes de discernir sobre seus direitos e deveres como indivíduos partícipes de uma nação democrática.


Junie Nunes de Souza.